Modelo que foi solto pela Justiça Federal voltará para o Cotel

Durou poucos dias a liberdade do modelo catarinense Paulo Ricardo Evangelista Mantovani, 28 anos. Depois de ter sido preso no último sábado pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre com 3,3kg de haxixe, ele acabou liberado no final da tarde do domingo por decisão da Justiça Federal. No entanto, a Polícia Federal solicitou a prisão preventiva do modelo. O Ministério Público Federal e a própria Justiça Federal determinaram a prisão e Paulo Ricardo chegará ao Recife na tarde desta quinta-feira.

Paulo Mantovani voltará para o Cotel. Foto: Polícia Federal/Divulgação

Paulo Mantovani voltará para o Cotel. Fotos: Polícia Federal/Divulgação

A autorização de liberação do modelo foi assinada pelo juiz plantonista Leonardo Augusto Nunes Coutinho. O documento endereçado ao diretor do Cotel, onde Paulo estava preso, determinava que colocasse em liberdade o modelo catarinense, caso por outro motivo ele não devesse permanecer preso. Segundo a Polícia Federal, durante uma entrevista prévia na sala da PF, o passageiro começou a se contradizer em algumas das respostas, e também não soube explicar o que veio fazer no Recife. Ele teve a mochila vistoriada pelos agentes com ajuda de um aparelho de raio-x.

O equipamento constatou a existência de diversas embalagens de formato quadrado. A mochila foi aberta e nela foram encontrados 120 invólucros acondicionados em papel carbono com uma substância que, submetida ao narcoteste, resultou positivo para haxixe, uma resina extraída de maconha que possui uma alta concentração de THC, princípio ativo responsável por produzir o efeito alucinógeno.

Também foi apreendida uma quantia em dinheiro

Além da droga, também foi apreendida uma quantia em dinheiro com o modelo

O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante, foi autuado por tráfico internacional de drogas e, caso seja condenado, poderá pegar penas que variam de cinco a 20 anos de reclusão. Após a autuação, o preso realizou exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML) e foi encaminhado para a audiência de custódia onde foi liberado e vai responder pelo crime em liberdade. Além da droga também foram apreendidas passagens aéreas, passaporte, um celular, R$ 1.050 e além de € 1.290 (o equivalente a cerca de R$ 4.500)

No interrogatório, o preso informou que morava em Milão desde 2011, onde teria estudando medicina (sem concluir o curso) e depois foi para a Suécia, onde estudou gestão em consultoria e paralelamente trabalhava como modelo. Disse ainda que seria a primeira vez que trafica drogas e que teria feito para custear empreendimentos que pretendia abrir no Brasil. Ele disse também que recebeu a proposta para transportar o haxixe através de um brasileiro não identificado para ir até Barcelona, na Espanha, para pegar a droga e trazer para o Brasil.

Por fim, o modelo informou que recebeu R$ 12 mil para arcar com as despesas e passagens aéreas e que quando chegou em Barcelona entregou a sua mochila e depois a recebeu de volta com a droga. Ao desembarcar no Recife, caso não fosse preso, iria comprar outra passagem aérea para São Paulo e quando entregasse a droga receberia R$ 35 mil. Na última segunda-feira, a Justiça Federal enviou uma nota ao blog sobre a decisão judical que havia determinado a soltura do modelo.

Em relação à audiência de custódia realizada ontem, 16 de outubro de 2016, a Justiça Federal em Pernambuco (JFPE) esclarece que o juiz federal Leonardo Augusto Nunes Coutinho, titular da 14º Vara em Pernambuco, determinou que o modelo catarinense, de 27 anos, respondesse em liberdade ao crime de tráfico internacional de drogas. Para a formação de sua convicção, considerou o magistrado a natureza e quantidade da droga transportada (3,3 kg de haxixe), o fato de o flagranteado haver colaborado com as investigações, havendo o juiz, em sua decisão, concluído que, a liberdade dele, não poria em risco a ordem pública ou a efetividade do processo, na medida em que comprovado endereço fixo e profissão definida.
 
Ademais, além de haver sido arbitrada fiança (substituída pelo bloqueio de bem do flagranteado), ficou determinado que ele se apresentará mensalmente ao juízo federal do seu domicílio (Santa Catarina), bem como que estava proibido de deixar o pais (teve seu passaporte, computador, dinheiro e celular apreendidos). A propósito, o próprio Ministério Público Federal (MPF), além da Defensoria Pública da União (DPU), pediram a soltura do flagranteado.

Preso com 3,3kg de haxixe, modelo é liberado pela Justiça Federal

Uma decisão da Justiça Federal de Pernambuco causou supresa na manhã desta segunda-feira no estado. Depois de ter sido preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, no último sábado (15), um modelo catarinense de 28 anos foi liberado após passar pela audiência de custódia para a qual havia sido encaminhado.

Droga estava na bolsa do modelo. Fotos: Polícia Federal/Divulgação

Droga estava na bolsa do modelo. Fotos: Polícia Federal/Divulgação

A autorização de liberação do modelo, que já estava detido no Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, chegou à unidade prisional no final da tarde desse domingo (16) e foi assinada pelo juiz plantonista Leonardo Augusto Nunes Coutinho. O documento endereçado ao diretor do Cotel ou a quem estivesse respondendo por ele determinava que colocasse em liberdade o modelo catarinense, caso por outro motivo ele não devesse permanecer preso.

O modelo havia sido preso em flagrante pela Polícia Federal com 3,3 kg de haxixe por volta das 22h do sábado passado durante fiscalização de rotina destinada a reprimir o tráfico internacional de entorpecentes no aeroporto. Segundo a polícia, durante uma entrevista prévia na sala da PF, o passageiro começou a se contradizer em algumas das respostas, não soube explicar o que veio fazer no Recife e teve a mochila vistoriada pelos agentes com ajuda de um aparelho de raio X.

Também foi apreendida uma quantia em dinheiro

Também foi apreendida uma quantia em dinheiro, entre reais e euros

O equipamento constatou a existência de diversas embalagens de formato quadrado. A mochila foi aberta e nela foram encontrados 120 invólucros acondicionados em papel carbono com uma substância que, submetida ao narcoteste, resultou positivo para haxixe, uma resina extraída de maconha que possui uma alta concentração de THC, princípio ativo responsável por produzir o efeito alucinógeno.

O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante, foi autuado por tráfico internacional de drogas e, caso seja condenado, poderá pegar penas que variam de cinco a 20 anos de reclusão. Após a autuação, o preso realizou exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML) e foi encaminhado para a audiência de custódia onde foi liberado e vai responder pelo crime em liberdade. Além da droga também foram apreendidas passagens aéreas, passaporte, um celular, R$ 1.050 e além de € 1.290 (o equivalente a cerca de R$ 4.500)

No interrogatório, o preso informou que morava em Milão desde 2011, onde teria estudando medicina (sem concluir o curso) e depois foi para a Suécia, onde estudou gestão em consultoria e paralelamente trabalhava como modelo. Disse ainda que seria a primeira vez que trafica drogas e que teria feito para custear empreendimentos que pretendia abrir no Brasil. Ele disse também que recebeu a proposta para transportar o haxixe através de um brasileiro não identificado para ir até Barcelona, na Espanha, para pegar a droga e trazer para o Brasil.

Por fim, o modelo informou que recebeu R$ 12 mil para arcar com as despesas e passagens aéreas e que quando chegou em Barcelona entregou a sua mochila e depois a recebeu de volta com a droga. Ao desembarcar no Recife, caso não fosse preso, iria comprar outra passagem aérea para São Paulo e quando entregasse a droga receberia R$ 35 mil. A Justiça Federal enviou uma nota ao blog sobre a decisão judical.

Em relação à audiência de custódia realizada ontem, 16 de outubro de 2016, a Justiça Federal em Pernambuco (JFPE) esclarece que o juiz federal Leonardo Augusto Nunes Coutinho, titular da 14º Vara em Pernambuco, determinou que o modelo catarinense, de 27 anos, respondesse em liberdade ao crime de tráfico internacional de drogas. Para a formação de sua convicção, considerou o magistrado a natureza e quantidade da droga transportada (3,3 kg de haxixe), o fato de o flagranteado haver colaborado com as investigações, havendo o juiz, em sua decisão, concluído que, a liberdade dele, não poria em risco a ordem pública ou a efetividade do processo, na medida em que comprovado endereço fixo e profissão definida.
 
Ademais, além de haver sido arbitrada fiança (substituída pelo bloqueio de bem do flagranteado), ficou determinado que ele se apresentará mensalmente ao juízo federal do seu domicílio (Santa Catarina), bem como que estava proibido de deixar o pais (teve seu passaporte, computador, dinheiro e celular apreendidos). A propósito, o próprio Ministério Público Federal (MPF), além da Defensoria Pública da União (DPU), pediram a soltura do flagranteado.

Especial conta histórias de injustiça ocorridas em Pernambuco

Marcas que nem o tempo nem a reparação financeira apagam. Traumas que dificilmente são superados. Imagine passar 19 anos dentro de um presídio sem ter cometido crime algum. Ou então ser preso sob acusação de homicídio porque o verdadeiro acusado tem o mesmo nome que o seu. Ou ainda ser indiciada como a responsável pela morte do marido e das quatro filhas e só depois de oito anos ter a inocência provada.

Severino Antero, 68 anos, passou 20 dias preso injustamente. Foto: Peu Ricardo/Esp.DP

Severino Antero, 68 anos, passou 20 dias preso injustamente. Foto: Peu Ricardo/Esp.DP

O Diario de Pernambuco foi em busca de cinco histórias que ficaram conhecidas em Pernambuco como casos de injustiça e revela como está cada uma dessas pessoas na superedição deste final de semana, que chega às bancas neste sábado. O jornal também pode ser encontrado no domingo. Além do material que será publicado na versão impressa, o leitor poderá acompanhar a videorreportagem que estará disponível aqui no blog e no site Diariodepernambuco.com.br.

Família de modelo assassinada em 2013 cobra agilidade no processo

Nesta sexta-feira (19) está fazendo dois anos e oito meses do assassinato da modelo Danielle Solino Fasanaro, 35 anos, que foi morta em junho de 2013. O crime que aconteceu no edifício Estrela do Mar, no bairro de Casa Caiada, em Olinda, segundo a polícia, foi praticado pelo companheiro da vítima. O tatuador Emerson Du Vernay Brandão, 29, está preso no Presídio de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife.

Suspeito foi preso após assassinar Danielle. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Suspeito foi preso após assassinar Danielle. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Depois de matar a companheira a tiros, Emerson chegou a fazer o filho dela de refém. O menino teve uma arma apontada para a cabeça por várias horas. Após ser retirado do apartamento por PMs, o suspeito soltou um beijo para a população que o xingava. Enquanto isso, familiares de Danielle sofrem com a lentidão da Justiça e cobram o julgamento do suspeito do crime.

Vítima tinha 35 anos e foi morta na frente do filho dentro do apartamento

Vítima tinha 35 anos e foi morta na frente do filho dentro do apartamento

“A última audiência aconteceu em abril do ano passado e a última movimentação do processo na Justiça foi do mês de maio do ano passado. Não podemos deixar que esse caso fique impune. Minha irmã foi morta e o responsável precisa ser punido por isso”, cobrou Michelle Fanasaro.

Preso 1º suspeito de participar do assalto e morte no Galetus

A polícia prendeu na noite dessa terça-feira um dos suspeitos de ter participado do assalto que terminou com a morte do professor José Renato de Souza, 39 anos, na churrascaria Galetus, na Avenida Caxangá, no Cordeiro. Marcelo Henrique dos Santos Silva, 24 anos, foi preso em Várzea do Una, em São José da Coroa Grande, no litoral Sul pernambucano.

O suspeito foi levado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Recife. Segundo a Polícia Militar, Marcelo Henrique confirmou a participação no latrocínio, que teria contado com a o envolvimento de mais três pessoas. A polícia já tem o nome dos outros envolvidos e também a identificação de um deles através das impressões digitais recolhidas pelos peritos papiloscopistas do IITB.

O suspeito que é adolescente teria sido o autor do disparo que matou José Renato. As digitais dele foram colhidas no copo usado por ele para tomar refrigerante. Outras digitais também foram encontradas e estão sendo analisadas.

Marcelo Henrique foi preso em São José da Coroa Grande. Foto: Polícia Militar/Divulgação

Marcelo Henrique foi preso em São José da Coroa Grande. Foto: Polícia Militar/Divulgação

Dois homens se passaram por clientes quando outra dupla anunciou o assalto e passou a recolher objetos de quem estava no local. José Renato pediu para manter os documentos consigo e um dos assaltantes ameaçou matá-lo. Com a arma apontada para si, ele reagiu e tentou fugir.

O universitário foi atingido por um tiro e correu para fora da churrascaria pela porta da frente. Ele foi alcançado poucos metros depois, levou uma pancada na cabeça com a arma, foi acertado novamente e morreu no local.

Padrasto de Alice Seabra ficará dez dias em isolamento no Cotel

Preso no isolamento, em uma cela do Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, Gildo Xavier, 34 anos, assassino confesso da enteada, Maria Alice Seabra, não recebeu nenhuma visita de parente ou advogado. Segundo a direção da unidade, ele aparentou traquilidade, falou pouco, dormiu bem e fez todas as refeições no primeiro dia de sua nova vida.

Gildo ainda não recebeu visita de parentes. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press

Gildo ainda não recebeu visita de parentes. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press

Após os dez dias de isolamento, ele será encaminhado ao pavilhão de segurança onde estão os presos de maior periculosidade ou dos crimes que tiveram grande repercussão na imprensa. Entre eles está o fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, 55 anos, apontado como mandante do assassinato do promotor de Itaíba, Thiago Faria.

De acordo com o diretor do Cotel, Josafá Reis, a preocupação em deixar Gildo em cela isolada é para garantir a segurança dele. “Após o período de isolamento ele ficará na unidade de disciplina, onde as celas são individuais, devido à natureza do crime. O provável é que ele permaneça nesse pavilhão até ser julgado”, explicou. O pavilhão de disciplina conta atualmente com 19 detentos. Eles não têm contato entre si. Ficam em celas individuais.

Nos primeiros dez dias de isolamento, antes da transferência para o pavilhão, o detento não tem direito a visita ou banho de sol. A cela tem apenas uma cama e um vaso sanitário. Na sua primeira noite, antes de dormir, Gildo Xavier jantou sopa com pão. Pela manhã, o café da manhã teve pão e papa e o almoço arroz, carne e feijão. “Essa é a refeição de todos os detentos”, disse o diretor.

Enquanto o assassino confesso tenta se adaptar à sua nova rotina, a vida que ele deixou para trás ainda está longe de se refazer. Três becos dão acesso à casa onde a família mora, na Vila Tamandaré, no bairro da Estância. Pelo pouco espaço e proximidade das casas, os vizinhos se conhecem bem.

Quando o dilema bate à porta

Por Flávio Tau, delegado da Polícia Civil de Pernambuco

Quem protege o cidadão?

A cena é comum: uma pessoa é trazida até a delegacia pela polícia militar ou mesmo por populares. Os que prenderam dizem que o criminoso é exatamente aquele e narram sua história. Quem é preso, no entanto, jura de pés juntos que nada fez e desafia o efetivo da polícia civil dizendo: “Vão até lá! Façam uma diligência que vocês verão que eu não tenho nada com isso.”

Quem tem razão? Quem trouxe o preso e diz que ele é o criminoso? Ou o preso que diz que não tem culpa alguma e pede para que a Polícia Civil vá até o local e investigue antes de o delegado mandar recolhê-lo ao Cotel.

De fato, o clamor do preso é compreensivo pois se a vida é o bem mais precioso de um ser humano, a liberdade trata-se do segundo bem mais precioso e não é justo que um cidadão seja encarcerado sem ao menos alguma investigação isenta. Havendo dúvidas, deve a polícia civil proceder uma investigação sumária, no local, para dirimir qualquer  dúvida, antes de ceifar-se a liberdade de alguém.

Infelizmente, na prática, a teoria é outra. Em virtude de uma política voltada para fazer o máximo com o mínimo de recursos, a Polícia Civil vem sendo sucateada, como alardeiam os jornais locais e as entidades de classe. Ou seja: a averiguação prévia da veracidade dos fatos apresentados foi considerada supérflua para o Estado e sujeita a cortes orçamentários.

Em outras palavras, o Estado não achou necessário que uma delegacia de polícia tivesse um efetivo que garantisse ao cidadão comum um mínimo de garantias antes de seu encarceramento. Ou seja, não se pode atender ao mero pedido para ir ao local verificar quem estaria mentindo porque simplesmente não há efetivo e condições mínimas para isso. 

Hoje, nas delegacias,  temos que confiar cegamente na palavra de quem traz a ocorrência policial. Temos que acreditar que o condutor da ocorrência e as testemunhas estão dizendo a verdade e o conduzido é de fato culpado. Como se pessoas não mentissem, como se não houvesse interesses escusos, como se o ser humano fosse absolutamente confiável. Como se não houvesse premiação com folgas pela prisão de pessoas.

É preciso entender que a Polícia Civil funciona como um sistema de freios e contrapesos garantista para o cidadão. E como garantia ao cidadão,  é preciso reinvestir na Polícia Civil e retirá-la  do caos em que ela se encontra. 

Afinal, é a Polícia Civil que, de forma isenta, precisa apurar os fatos trazidos até ela e, ao final, com base nas investigações realizadas, deve o  delegado de polícia mandar prender ou ordenar a soltura do conduzido, sempre pautado nas garantias e direitos fundamentais de um Estado Democrático de Direito.

Sim, porque é importante ter sempre em mente que a função da polícia civil não é prender nem soltar ninguém, mas meramente e simplesmente promover a justiça naquele primeiro momento.  E se prender um bandido é algo necessário, garantir que o injustamente acusado seja posto em liberdade é imprescindível.

A prisão de um ser humano meramente pelo depoimento dos responsáveis pela prisão, sem a possibilidade de esclarecer dúvidas pode diminuir os custos e tornar as prisões mais rápidas.  Aliás, já tivemos na história vários exemplo de como é fácil prender pessoas. Basta  querer. Foi assim em 1964 e na Alemanha nazista.

Resta a pergunta: é o que queremos?

Projeto prever que preso leve seu prontuário quando transferido ou solto

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6990/13, do deputado Antonio Brito (PTB-BA), que permite ao preso levar seu prontuário médico quando for transferido de presídio ou solto. A proposta inclui essa garantia na Lei de Execução Penal (7.210/84).

O projeto nasceu a partir das conclusões da subcomissão especial criada para analisar as ações de governo no combate às doenças relacionadas à pobreza, que encerrou os trabalhos em setembro de 2013. “Ao longo dos trabalhos nos deparamos com a alarmante situação da saúde da população privada de liberdade no País, particularmente no que concerne à tuberculose”, relembra Antonio Brito, que foi o relator da subcomissão.

Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Projeto está sendo analisado. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Alguns estudos em unidades penitenciárias do País, informou Brito, detectaram taxas de tuberculose dezenas de vezes superiores aos coeficientes da doença na população geral dos seus respectivos estados. A taxa de incidência da doença entre os presos é de 935,8 casos por 100 mil habitantes, 28 vezes maior do que o registrado entre a população em geral.

Ao garantir o direito de o preso levar o prontuário médico quando for transferido, a proposta procura assegurar a continuidade do tratamento. Com o mesmo intuito, o texto prevê ainda que, quando o preso for solto, as penitenciárias notifiquem a vigilância epidemiológica do município de residência do paciente egresso.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Da Agência Câmara

Belga preso pela PF em Olinda por tráfico de mulheres

Um homem que era procurado pela Interpol sob acusação de tráfico internacional de mulheres foi preso pela Polícia Federal em Olinda. Descrito por conhecidos como uma pessoa acima de qualquer suspeita pelo seu comportamento cordial, o belga era procurado pela Justiça de seu país desde 2006. Segundo a polícia, ele mantinha um esquema de tráfico de mulheres para prostituição. Havia mandado de prisão contra o foragido, que foi levado para o Cotel.De acordo com a Polícia Federal em Brasília, a organização criminosa mantida pelo suspeito levava mulheres da Romênia para se prostituirem na Bélgica, onde eram mantidas em cárcere privado trabalhando para a organização. Por meio do esquema, o belga construiu um grande patrimônio ilícito. Ele também é suspeito de crimes como falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.Desde que sua prisão foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2006, o belga estava foragido. No ano passado, a Justiça belga solicitou o apoio da Interpol e, a partir daí, ele passou a ser procurado nos 190 países que compõe a Organização Internacional de Polícia Criminal (OIPC). Por enquanto, ele aguardará julgamento de seu pedido de extradição apresentado pelo governo da Bélgica. Se a solicitação for acatada pela Justiça brasileira, o acusado será levado para cumprir a pena da sua condenação no seu país de origem.

Saiba maisO QUE É TRÁFICO DE PESSOAS
É quando a vítima é retirada de seu ambiente e privada de liberdade, sofrendo exploração sexual ou laboral ou confinamento para remoção de órgãos ou tecidos

COMO IDENTIFICAR
Duvide de propostas de emprego fácil e lucrativo. Caso alguém perto de você receba uma proposta assim, sugira que busque informações sobre a empresa

QUEM ALICIA
Na maioria das vezes, pessoas do círculo de amizades da vítima ou de membros da família. Alguns se dizem proprietários de casas de show, bares ou agências de modelos

Edmacy deixa prisão e diz que vai provar sua inocência na morte do promotor

Com as mãos erguidas e um sorriso no rosto, o agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, 47 anos, deixou o Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, na tarde dessa quarta-feira. Apontado pela polícia como principal suspeito de ter atirado contra o promotor de Justiça de Itaíba, Thiago Faria Soares, 36, morto em 14 de outubro, ele estava preso há 65 dias. A falta de provas suficientes para que a polícia pernambucana solicitasse à Justiça uma prisão preventiva resultou na soltura de Edmacy. Abraçado aos familiares, ele garantiu que era inocente. “Estou provando isso.”

Agricultor perdeu 16 kg enquanto esteve preso. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Agricultor perdeu 16 kg enquanto esteve preso. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

O suspeito foi detido um dia após a morte do promotor. Depois de uma série de depoimentos e uma simulação dos passos que teria dado no momento em que a vítima era executada a tiros, Edmacy foi encaminhado no dia seguinte para o Cotel. A prisão temporária durou 30 dias. Como já respondia a outro processo no Sergipe, a Justiça daquele estado solicitou que ele continuasse preso. No entanto, o juiz Diógenes Barreto determinou a liberdade do suspeito, na sexta-feira passada, com o argumento de que “a demora (do MPPE) em deflagrar a ação penal realmente gera incerteza quanto a autoria delitiva/participação de Edmacy no crime”.

Em poucas palavras, tentando conter a emoção da liberdade, o agricultor afirmou que sentiu tristeza e revolta pelo tempo que ficou preso. “O pior momento é chegar em um lugar desses (Cotel) sem dever nada”, destacou. O advogado do suspeito, Anderson Flexa, comemorou a decisão favorável ao cliente. “Ele sempre disse que era inocente”, afirmou. O advogado não descartou entrar com uma ação contra o estado.

O suspeito seria solto na última terça-feira, mas o alvará expedido pela 5ª Vara Criminal do TJSE não chegou a tempo ao Fórum de Abreu e Lima, devido a um problema no sistema eletrônico que impediu o envio da carta precatória. A assessoria de imprensa da Polícia Civil de Pernambuco afirmou que não comentaria a saída do suspeito da prisão, nem sobre as investigações sobre a morte do promotor, que seguem sob sigilo.