Delegados da Polícia Civil só têm R$ 30 de crédito nos celulares funcionais

Vários delegados da Polícia Civil (PC) de Pernambuco estão se queixando dos cortes que começaram a ser aplicados na instituição. Prestes a completar 196 anos, a PC tem começado a fechar as torneiras das despesas e reduziu de R$ 50 para R$ 30 o valor mensal dos créditos disponíveis nos telefones celulares dos delegados. “Esse valor é muito pouco, antes da metade do mês meus créditos acabam. Precisamos fazer ligações para os informantes e, às vezes, ficamos na mão”, reclamou um delegado.

Outra queixa recorrente entre os policiais pernambucanos é a diminuição da verba destinada para o combustível das viaturas. Em alguns casos, um servidor que recebia R$ 600 por mês para o combustível teve o repasse reduzido para R$ 400. “Estão cortando tudo. Daqui a pouco vão cortar até as nossas pernas”, disparou outro delegado ouvido pelo blog. Já um e-mail enviado ao blog, assinado por um agente da PC, revela que os policiais não estão recebendo a gratificação pela redução da criminalidade onde as metas foram atingidas. No e-mail, o policial diz ainda que houve uma redução de 20% no número de policiais que estão tirando a escala extra.

 

Delegados do DHPP fazem elogios ao gestor que deixará o cargo

A publicação da saída do gestor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Casimiro Ulisses de Oliveira tem sido bastante lamentada pelos delegados que trabalharam com ele durante os sete meses que o delegado esteve à frente da especializada. Aproximadamente dez delegados do DHPP se manifestaram através de comentários para este blog fazendo questão de ressaltar que o gestor sempre foi uma pessoa íntegra e excelente profissional. Alguns comentários, inclusive, chegam a afirmar que Casimiro teve a imagem denegrida através das palavras descritas na nota sobre sua saída do cargo. Em seu lugar assumirá a delegada Inalva Regina.

Entre os relatos deixados no blog existem elegios ao modelo de trabalho e à disponibilidade do gestor para com toda a equipe. Um grupo de delegados, um comissário, uma escrivã e uma estagiária ressaltaram que nunca tiveram qualquer problema com a gestão de Casimiro. Procurado para saber o motivo da saída do chefe do DHPP, o chefe de Polícia Civil, Osvaldo Morais, ressaltou que o mesmo estava deixando o departamento por questões administrativas. “Estamos fazendo algumas mudanças estruturais e por isso precisamos fazer esse ajuste. Casimiro está entrando de férias, a partir de agora. Quando ele retornar vamos decidir onde ele irá ficar”, afirmou Morais.

Prego batido, ponta virada. Inalva Regina é a nova gestora do DHPP

A delegada Inalva Regina foi a escolhida para ser a nova gestora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela vai ocupar o lugar do delegado Casimiro Ulisses, que passou cerca de sete meses no cargo. A indicação de Inalva não foi surpresa para o blog, que já havia antecipado que o nome dela era o mais cotado para a função. Concorriam à vaga também os delegados Bruno Chacon, Edilson Alves e João Brito.

Inalva tem vasta experiência. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A.Press

A notícia da nomeação de Inalva, apesar de ter causado surpresas para alguns policiais, agradou grande parte dos delegados do DHPP. Nessa terça-feira, Inalva já esteve no gabinete do chefe de Polícia Civil de Pernambuco, Osvaldo Morais, que, segundo algumas fontes do blog, estaria apostando todas as suas fichas nela para restabelecer a harmonia no departamento de homicídios.

Inalva chefiou, por muitos anos, a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), onde conduziu grandes investigações e operações de crimes sexuais contra adolescentes. Atualmente estava respondendo pela Delegacia Seccional de Olinda. Para assumir o cargo, a delegada terá que esperar a publicação no Diário Oficial.

 

 

DHPP terá novo gestor em breve

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) terá um novo gestor muito em breve. À frente de uma das delegacias mais requisitadas do estado desde a metade do ano passado, o delegado Casimiro Ulysses de Oliveira vai ser substituído nos próximos dias. Para ocupar a chefia do departamento estão sendo cogitados, por enquanto, os nomes de quatro delegados. São três homens e uma mulher, todos eles com experiência em crimes de homicídios. Encabeçam a lista os delegados João Brito, Bruno Chacon, Inalva Regina e Edilson Alves. Segundo fontes da cúpula da Secretaria de Defesa Social (SDS), o nome de Inalva Regina é o mais cotado até o momento para o cargo. A policial que hoje é responsável pela Seccional de Olinda, também já foi gestora da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) por muitos anos.

Casimiro Ulisses chefiou o DHPP por menos de um ano. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A.Press

A notícia da saída de Casimiro ainda não foi oficializada, no entanto, já ganhou vida nos corredores do departamento localizado na Avenida Mascarenhas de Morais, no bairro da Imbiribeira. Procurado pelo Diario, o chefe da Polícia Civil do estado, delegado Osvaldo Morais, disse que não teria o que falar sobre o assunto no momento. Porém, a saída de Casimiro estaria ligada a alguns problemas de relacionamento com os seus subordinados. Em novembro do ano passado, este blog publicou nota de que pelo menos seis delegados do DHPP estariam sofrendo perseguição por parte do gestor. Na época, Casimiro perferiu não falar sobre o assunto.

Edilson Alves está como coordenador. Foto: Cecília de Sá Pereira/DP/D.A.Press

Edilson Alves
Atuou como delegado responsável pela Gerência de Polícia da Capital e atualmente está como coordenador da Diretoria de Polícia Metropolitana da Polícia Civil

Bruno Chacon já foi da DP de Homicídios. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A.Press

Bruno Chacon
Já foi delegado da divisão de homicídios na GPCA, chefiou a 3ª Delegacia de Homicídios, foi responsável pela Seccional da Várzea e atualmente é assessor da Diretoria de Polícia Metropolitana

Inalva Regina já chefiou a GPCA. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A.Press

Inalva Regina
Chefiou a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), onde conduziu grandes investigações e operações contra crimes sexuais contra adolescentes. Hoje responde pela Seccional de Olinda

João Brito já trabalhou no DHPP. Foto: Lilian Pimentel Esp p/DP/D.A.Press

João Brito
Trabalhou como delegado do DHPP, foi coordenador da Força-tarefa do departamento de homicídios e atualmente desempenha a função de assessor da Diretoria de Polícia Especializada

Leia mais sobre o assunto em:

Delegados estão sofrendo perseguição dentro do DHPP

Delegados do DHPP defendem atuação do gestor

 

Delegados do DHPP defendem atuação do gestor

Delegados do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) se pronunciaram a favor do gestor Casimiro Ulysses de Oliveira. Fontes do blog informaram que alguns delegados da unidade estavam sendo perseguidos pelo atual gestor e que ele teria, inclusive, solicitado a transferência de alguns deles para outras delegacias. Informações negadas por um grupo de delegados.

Procurado através da assessoria de comunicação da Polícia Civil, Casimiro Ulysses disse que preferia não se pronunciar sobre o assunto. Em sua defesa, alguns delegados enviaram ao blog comentários afirmando que o teor da nota anterior não traduzia o sentimento da maioria dos delegados do DHPP em relação ao novo gestor. Fui criticado, inclusive, porque não consultei outros policiais sobre as reclamações.

No entanto, talvez, os delegados não estejam lembrados de que, ultimamente, quase  todos eles estão “proibidos” de falar com a imprensa, a  não ser em casos quando a divulgação é conveniente para a polícia. Concordo que o sentimento não seja o mesmo entre todos os delegados, mas não foi apenas uma ou duas fontes que confirmaram a informação, que talvez não tenha tomado proporções tão grandes antes da publicação.

Entre os comentários do post anterior, os policiais ressaltam que o atual gestor  do DHPP é um excelente profissional, pessoa humana e que está sempre disposto a ajudar, orientar e ouvir todos seus colegas delegados.

 

Delegados são perseguidos dentro do DHPP

Pelo menos seis delegados do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de Pernambuco estão sendo acompanhados de perto pelo novo gestor do departamento, Casimiro Ulysses de Oliveira. O blog teve informações de que o chefe do DHPP não estaria satisfeito com o trabalho realizado por alguns dos delegados e, inclusive, teria chegado a propor à chefia da Polícia Civil a troca de alguns desses profissionais. O que não foi atendido.

A notícia do perrengue entre o chefe e os delegados já ganhou os quatro andares do prédio da especializada, localizado na Imbiribeira, e até as outras delegacias do estado. O clima não anda muito bom no local de trabalho e existe uma espécie de queda de braço entre os profissionais. Fariam parte da lista dos policiais que não agradam o atual gestor os delegados José do Prado, Alfredo Jorge, Vitor Hugo, Ian Campos, Gleide Ângelo e Paulo Furtado.

Casimiro chegou ao DHPP entre o final do mês de julho e começo de agosto. Antes de assumir o cargo, ele era gestor de Polícia do Sertão I.

Leia mais sobre o DHPP em:

Novo chefe do DHPP vem do Sertão

 

Delegados da Polícia Federal fazem parada nesta quarta-feira

 

Os delegados da Polícia Federal em todo o Brasil vão cruzar os braços nesta quarta-feira. De acordo com a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), a paralisação alcancará toda a categoria, a qual está insatisfeita com o descaso do governo com as reivindicações pleiteadas. O movimento será feito em conjunto com as demais carreiras típicas de estado. Segundo o representante regional da ADPF em Pernambuco, Daniel Silvestre de Lima, os delegados cansaram de esperar por uma negociação que se arrasta há anos sem nenhum avanço. “São anos de descaso do governo federal, e a inflação nesse período vem corroendo os vencimentos de todos os servidores da Polícia Federal. Ademais, têm se acumulado sucessivos cortes no orçamento da PF, fato que decerto compromete o desenvolvimento de um trabalho cuja qualidade é reconhecida pela população”, disse o delegado.

O dirigente ressaltou ainda a situação vivenciada na unidade da PF localizada em Salgueiro, no Sertão do estado, que conta com apenas dois delegados lotados para atender às demandas de 39 municípios. Há quase cinco anos não é lotado um delegado sequer na unidade.” O último concurso para delegado federal ocorreu em 2004. A falta de recursos materiais e humanos, bem como as precárias condições de trabalho para os servidores estão na pauta de reivindicações junto com a recomposição salarial da categoria. Assim como também reclamam os agentes e escrivães da Polícia Civil. Os delegados estaduais, ao que parece, não têm do que reclamar. Seguem trabalhando normalmente.

No Recife, os delegados federais vão realizar um ato às 9h na Superintendência da PF de Pernambuco, e após – por volta das 10h30 -  irão se juntar a outras categorias do funcionalismo público federal em ato conjunto a ser realizado de fronte à sede do Banco Central do Brasil. Os delegados também estão solidários com o pleito de recomposição das perdas inflacionárias das demais carreiras da Polícia Federal, uma vez que a defasagem salarial é generalizada na instituição. Caso o governo não sinalise com nenhuma proposta, a categoria está disposta a intensificar o movimento com paralisações crescentes de 48 horas, 72 horas e, por último, greve geral por tempo indeterminado, ampliando os movimentos reivindicatórios dos servidores policiais e administrativos da Polícia Federal.

ADEPPE faz campanha para valorizar profissionais

 

Os delegados da Polícia Civil do estado já estão recebendo e-mails da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE) informando sobre a realização da Campanha de Valorização do Delegado. Os associados estão sendo orientados a irem buscar adesivos e panfletos que já estão prontos na sede da ADEPPE. Além disso, serão colocados nas ruas outbus e outdoors onde está escrito que a Justiça começa na delegacia com o delegado cidadão. A iniciativa chega em boa hora. Isso porque todo mundo sabe da insatisfacação da categoria com as suas condições de trabalho, falta de profissionais e com a remuneração. Recentemente, um grupo de delegados resolveu entregar os plantões que estavam fazendo em jornadas extras alegando excesso de trabalho.

 

 

Alguns delegados já estão aderindo à campanha e inclusive postando a imagem acima em suas páginas nas redes sociais como forma de ressaltar a importância da sua profissão. Sem falar ainda que muitos policiais estão ansiosos nesses últimos dias devido às mudanças de comando. Além da troca do chefe de polícia, outros novos cargos foram criados e muitos delegados promovidos. Alguns postos ainda estão sem nomes definidos. No entanto, muitos desses delegados estão com a estima lá embaixo e a ADEPPE está tentando ajudar. Entre as principais características da instituição estão a vigília constante na defesa dos direitos e interesses dos delegados e delegadas de polícia e a preocupação com o planejamento, elaboração e implementação de políticas públicas de segurança que atendam aos anseios da sociedade pernambucana.

Delegados na dança do “Vou não, quero não, posso não…”

 

Não é de hoje que as delegacias de polícia do interior do estado passam temporadas sem delegados titulares. Essa é uma ferida antiga que a Secretaria de Defesa Social (SDS) não conseguiu curar até agora. Com exceção dos policiais que já moram nas cidades do interior ou daqueles que são punidos pelos superiores com transferências para lugares distantes, ninguém quer trabalhar fora da área da capital e Região Metropolitana. A dificuldade de mandar delegados para chefiar as equipes nos municípios mais afastados acaba gerando outro problema. O acúmulo de função de alguns profissionais que são obrigados a responder por duas ou até três delegacias diferentes.

No último dia 22 de junho, uma portaria do secretário Wilson Damázio determinava que sete delegados especiais deveriam assumir delegacias do inteior a partir do início de julho. No entanto, dos sete nomes, apenas um delegado seguiu para o seu destino. Os outros seis, entre eles dois ex-secretários de Segurança Pública do estado, bateram o pé e não assumiram os novos postos. Como justificativa para não atender à determinação do chefão, apresentaram atestados médicos alegando a impossibilidade de viagens longas. Além disso, dois deles deram entrada em pedidos de licença-prêmio e outros dois teriam solicitado a tão esperada aposentadoria. Todos esses delegados estavam desempenhando funções burocráticas na capital do estado e não gostaram nadinha de terem que partir para o interior.

Entre os delegados, inclusive uma mulher, que entraram na conhecida dança do “vou não, quero não, posso não”, hit que dominou a internet há cerca de dois anos, estão ainda ex-chefes do Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB), da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE) e ex-titulares de delegacias distritais. O que sobrou para a SDS, mais uma vez, foi determinar que outros delegados do interior passem a assumir os lugares não ocupados pelos colegas. E isso não é um privilégio só do interior do estado. Na RMR, também há falta de delegados para os plantões, o que levou a SDS até a tirar delegados da Corregedoria para assumir delegacias. Leia matéria abaixo sobre o assunto.

 

Delegados tirados da Corregedoria para fazer plantões

 

 

Delegados tirados da Corregedoria para fazer plantões

 

Uma portaria da Secretaria de Defesa Social (SDS) que deve ser publicada nesta quarta-feira já está causando polêmica desde o início desta semana. Por determinação do secretário Wilson Damázio, três delegados que estão lotados na Corregedoria Geral da SDS foram deslocados, temporariamente, para atuar em plantões de delegacias do Recife. A medida, segundo fontes do blog, seria contra a lei. A justificativa da SDS seria a de que como muitos delegados estão de férias neste mês, os delegados que estavam na Corregedoria poderiam suprir essas faltas.

Os profissionais que deixarão as atividades na Corregedoria Geral da SDS são os delegados Camila Figueredo, que passará a dar plantão na Delegacia da Mulher, Diogo Martins e Carlos Ferraz, que irão reversar os plantões da Delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

A falta de delegados para atuar nas delegacias e nos plantões do estado é assunto que vem ganhando destaque desde o início deste ano. No mês passado, por exemplo, vários profissionais entregaram os plantões pelos quais estavam respondendo porque, além das precárias condições de trabalho, estavam acumulando duas ou mais delegacias.