Maristela Just: o fim da impunidade 23 anos após o crime

Em abril de 1989, o ex-comerciante José Ramos Lopes Neto tirou a vida da ex-mulher Maristela Just, atirou nos dois filhos pequenos e no ex-cunhado. Maristela morreu e José Ramos, que foi condenado a 79 anos de prisão, estava foragido até o final da manhã desta segunda-feira quando foi preso pelo Grupo de Operação Especiais (GOE), após um telefonema para o Disque-Denúncia revelar onde ele estava. Neto foi preso no bairro do Espinheiro, onde mora sua atual família.

José Ramos Neto deixou o GOE e seguiu para o Cotel. Foto Júlio Jacobina/DP/D.A/Press

O crime chocou o estado e deixou os filhos e outros familiares da vítima revoltados com a impunidade. Por 23 anos, o homem que confessou ter matado a ex-mulher ficou livre de pagar pelo crime que cometeu. Desde junho de 2010, quando o caso foi julgado, José Ramos era procurado pela Justiça. Seu nome chegou a fazer parte da lista dos mais procurados do estado, mas seu paradeiro foi incerto durante todos esses anos.

Maristela e os filhos foram baleados em 1989. Foto: Divulgação

Os depoimentos dos filhos Zaldo Magalhães Just Neto e Nathália Just Teixeira foram decisivos para a condenação dele. O julgamento durou mais de 15 horas. Após saber da prisão do pai, os filhos Zaldo e Nathália disseram que estavam aliviados com a prisão. Durante todos esses anos eles lutaram para que o assassino da mãe fosse preso. Depois da prisão do homem acusado de matar a professora Izaelma Cavalcante, o GOE da Polícia Civil conseguiu também prender o assasino de Maristela Just.

 

 

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