Polícia está investigando origem e destino de explosivos apreendidos

A Delegacia de Repressão ao Roubo está investigando se existe ligação entre os explosivos apreendidos no bairro de Socorro, em Jaboatão, com os crimes de explosões de caixas eletrônicos registrados no estado. De acordo com o delegado Mauro Cabral, titular da especializada, ainda é preciso cautela para afirmar que os explosivos apreendidos seriam utilizados para explodir caixas eletrônicos. “Vamos investigar de que forma estava sendo feito o repasse do resto desse explosivo apreendido”, ponderou. Após a prisão dos suspeitos, funcionários e familiares fizeram um protesto em frente à delegacia.

Material apreendido estava enterrado num quintal. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A.Press

Material apreendido estava enterrado num quintal. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A.Press

Após 15 dias de investigação, agentes da Delegacia de Jaboatão prenderam, na manhã da última segunda-feira, dois homens com 270 quilos de explosivos. Segundo o delegado Igor Leite, responsável pela apreensão e pelas prisões dos suspeitos, o material apreendido poderia estar sendo repassado às quadrilhas especializadas em explosões de caixas eletrônicos. Com os suspeitos foram encontrados ainda 25 bananas de dinamite, 70 quilos de pólvora, cinco rolos de cordel (fio), mil espoletas e duas espingardas. De acordo com a polícia, o material apreendido e que estava escondido no quintal da casa do comerciante Jerônimo Augusto dos Santos, 57 anos dono de uma pedreira, no bairro de Socorro, seria suficiente para destruir, caso fosse explodido, três quarteirões inteiros ou um campo de futebol e meio.

Parentes e funcionários de um dos suspeitos protestaram. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A.Press

Funcionários de um dos suspeitos protestaram. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A.Press

O segundo homem preso em Jaboatão, José Plácido de Melo Filho, 52, seria o responsável pelo transporte do material explosivo. “Esse material que foi apreendido  está muito acima da quantidade para ser utilizado em uma pedreira. Descobrimos que o produto era desviado de um paiol regulado pelo Exército. Os comerciantes conseguiam alterar as quantidades explosivos para mais e acabavam desviando a sobra para armazenar de forma irregular”, afirmou o delegado.

 

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