Perícia não consegue identificar digitais no caso Artur

Peritos do Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB) não conseguiram localizar em seu banco de dados criminal as três impressões digitais encontradas na garrafa plástica deixada perto do carro do cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo Pereira, 36 anos. O recipiente, segundo a polícia, teria sido usado para transportar o produto que incendiou o carro do médico.

Garrafa foi encontrada perto do carro da vítima. Foto: Allan Torres/DP/D.A Press

Garrafa foi encontrada perto do carro da vítima. Foto: Allan Torres/DP/D.A Press

Os fragmentos foram analisados primeiro no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e, em seguida, encaminhados à sede do IITB. Como não foi possível identificar de quem são as digitais, resta à polícia agora guardar o material para uma possível comparação com as impressões dos suspeitos do crime. Isso, quando eles começarem a ser presos.

As digitais têm excelente qualidade e podem ser usadas pelo delegado que investiga o caso, Guilherme Caraciolo, muito em breve. Isso porque as equipes de investigações da 11ª Delegacia de Homicídios continuam em diligências, inclusive, fora da Região Metropolitana do Recife (RMR). Enquanto isso, estão sendo tomados depoimentos de testemunhas, amigos e familiares. A viúva do médico, Carla Rameri de Azevedo, ainda não prestou depoimento. A polícia acredita que ela possa ter informações que ajudem na linha de investigação que está sendo trilhada até o momento.

O delegado Guilherme Caraciolo preferiu não falar nada sobre o caso, para não atrapalhar as investigações. A polícia já tem em mãos as imagens das câmeras de segurança do prédio onde a vítima morava, no bairro de Boa Viagem, de onde ele foi levado na noite de 12 de maio, após deixar o Hospital Português, na Ilha do Leite. Além disso, imagens das câmeras da CTTU e da SDS estão auxiliando o trabalho da polícia. Ontem, parentes e amigos participaram de missas em homenagem à alma do médico Artur Eugênio. Houve celebrações no IMIP e no Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP).

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Amigo e colega de trabalho de Artur, o anestesista Raphael Galvão disse que o sentimento entre os conhecidos do cirurgião é de revolta e indignação com o crime. “Sabemos que nada vai trazer Artur de volta, mas esperamos que a polícia esclareça esse assassinato rápido e que os culpados sejam punidos”, ressaltou.

O cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo foi encontrado morto no último dia 12 deste mês, às margens da BR-101 Sul, em Jaboatão dos Guararapes. O carro dele, um Golf preto de placas OYS-1564, só foi localizado na manhã do dia seguinte, no bairro da Guabiraba, no Recife, completamente carbonizado. O Disque-Denúncia está oferencendo R$ 10 mil por informações sobre os suspeitos do crime.

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