Família de Artur Eugênio aguarda justiça para o caso há dois anos

Nesta quinta-feira faz dois anos que o cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo, na época com 36 anos, foi assassinado. O crime que teve repercussão em todo o estado chocou também a comunidade médica depois que a Polícia Civil concluiu a investigação. O inquérito apontou que o médico Cláudio Amaro Gomes, que já havia sido chefe de Artur, seria o mandante do crime. Além dele, estão presos Cláudio Amaro Gomes Júnior, Lyferson Barboza da Silva, e Jailson Duarte Cesar.

A família da vítima espera que o julgamento dos suspeitos aconteça logo e que todos sejam condenados. Os quatro estão presos preventivamente no Centro de Triagem, em Abreu e Lima. Havia um quinto envolvido no crime, Flávio Braz de Souza, morto em troca de tiros com a polícia  antes decretação das prisões.

O pai de Artur, o aposentado Alvino Luiz, disse que ele e a família estão passando por momentos difíceis desde a morte do filho. “As pessoas que fizeram isso com o meu filho conseguiram destruir várias famílias. Minha esposa até hoje vive à base de remédios. E no caso do Cláudio Amaro Gomes é ainda pior, pois ele foi uma pessoa que fez um juramento de salvar vidas e mandou tirar a vida do meu filho”, comentou o pai de Artur. As prisões dos cinco suspeitos foram solicitadas após mais de dois meses de investigação.

A polícia concluiu que o médico Cláudio Amaro pediu ao filho Cláudio Júnior que contratasse pessoas para matar Artur Eugênio. A motivação seriam desavenças profissionais entre a vítima e o suposto mandante. Os suspeitos foram indiciados por sequestro, homicídio, roubo, associação criminosa, estelionato e comunicação falsa de crime.

Para o advogado da família de Artur, Daniel Lima, os quatro suspeitos devem ser julgados ainda neste ano. “Como Cláudio Amaro Gomes e Jailson Duarte recorreram da decisão de pronuncia eles serão julgados separados dos outros dois. O que deve acontecer até o final deste ano. Já o julgamento de Cláudio Amaro Júnior e Lyferson Barboza pode acontecer ainda neste primeiro semestre. Estamos esperando só a Justiça marcar as datas”, destacou Lima. Todos os suspeitos negam envolvimento na morte de Artur Eugênio.

O delegado Guilherme Caraciolo, que investigou o crime, disse na conclusão do caso que Artur sabia de muitas coisas erradas cometidas por Cláudio Amaro e não concordava com nenhuma delas. Eles chegaram, inclusive, a romper uma sociedade e Artur pretendia mover um processo por assédio moral contra Cláudio. No dia da apresentação do inquérito, Caraciolo falou que o superfaturamento de cirurgias e o recebimento de percentual do valor pago pelos convênios em casos onde o paciente precisasse de internação na UTI estavam entre as supostas acusações feitas contra Cláudio Amaro.

Ainda segundo a polícia, a descoberta desses fatos por Artur Eugênio teria levado Cláudio Gomes a tramar sua morte. Segundo a polícia, Flávio foi a pessoa que atirou em Artur. Jailson foi o responsável por apresentar Lyferson e Flávio a Cláudio Amaro Júnior. O Valor acertado para e execução da vítima pode ter chegado a até R$ 100 mil. A arma utilizada no crime, uma pistola 9mm que pertencia a Flávio, nunca foi encontrada pela polícia. Artur foi encontrado morto às margens da BR-101, em Comportas, Jaboatão dos Guararapes, no dia 12 de maio de 2014.

Acusados de matar o médico Artur Eugênio vão a júri popular

A juíza Inês Maria de Albuquerque Alves, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Jaboatão dos Guararapes, decidiu nessa quarta-feira (26) que os réus Cláudio Amaro Gomes, Cláudio Amaro Gomes Júnior, Lyferson Barbosa da Silva e Jailson Duarte César, acusados pela morte do médico Artur Eugênio de Azevedo Pereira, vão a júri popular. A defesa dos réus pode recorrer da decisão.
Médico foi assassinado no dia 12 de maio de 2014. Foto: Tv Clube/Reprodução

Artur foi assassinado no dia 12 de maio de 2014. Foto: Tv Clube/Reprodução

O médico Cláudio Amaro Gomes responderá por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima). O acusado Cláudio Amaro Gomes Júnior será julgado por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) – em concurso material com furto qualificado mediante fraude com comunicação falsa do crime e dano qualificado pelo uso de substância inflamável.
Filho do médico participou diretamente do crime. Foto: Guilherme Verissimo/Esp.DP/D.A Press

Filho do médico Cláudio Amaro participou diretamente do crime. Foto: Guilherme Verissimo/Esp.DP/D.A Press

Já os acusados Lyferson Barbosa da Silva e Jailson Duarte César responderão por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) em concurso material com o crime de dano qualificado.

Médico está detido no Cotel. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Cláudio Amaro está detido no Cotel. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Para a decisão de pronúncia, a juíza levou em consideração os laudos periciais dos fatos anexados aos autos, além da audiência de instrução e julgamento realizada em sete datas entre os dias 14 de outubro de 2014 e 10 de junho de 2015. Nas audiências foram interrogados os réus e ouvidas cerca de 60 testemunhas.O médico Artur Eugênio de Azevedo, 35 anos, foi assassinado no dia 12 de maio de 2014. O corpo do cirurgião foi encontrado na BR-101, no bairro de Comporta, no município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.Segundo a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o crime teria sido motivado por desentendimentos profissionais entre Cláudio Amaro Gomes e a vítima.

De acordo com os autos, Cláudio Amaro Gomes, apontado como o mandante do crime, teria contado com a ajuda do filho Cláudio Amaro Gomes Júnior para executar o plano de homicídio.Cláudio Júnior teria pago Jailson Duarte César para contratar outros dois homens – Lyferson Barbosa da Silva e Flávio Braz – para matar Artur Eugênio de Azevedo Pereira. Um quinto acusado, Flávio Braz, foi morto numa troca de tiros com a Polícia Militar, no dia 8 de fevereiro de 2015, no bairro da Vila Rica, em Jaboatão dos Guararapes.

Com informações da assessoria de imprensa do TJPE

Artur Eugênio: um ano da morte lembrado com missa

Nesta terça-feira está completando um ano do assassinato do cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo, 36 anos. Para lembrar a data, parentes e amigos participarão hoje às 19h30 de uma missa em memória de Artur. A celebração será realizada na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no bairro da Ilha do Leite. Alguns outdoors com a foto do médico foram espalhados pelas ruas da capital.

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Dois meses e 17 dias após o crime, a Polícia Civil de Pernambuco apresentou a conclusão do inquérito que apurou o homicídio. Cinco pessoas foram indiciadas pelo assassinato frio e covarde que causou grande revolta na sociedade, sobretudo na classe médica. Artur, segundo a polícia, foi morto a mando do também médico Cláudio Amaro Gomes, 57.

De acordo com o delegado Guilherme Caraciolo, responsável pelas investigações, motivado por inveja e perda de espaço profissional o renomado médico Cláudio Amaro Gomes pediu ao seu filho Cláudio Amaro Gomes Júnior, 32, que contratasse duas pessoas para matar Artur. “Ele estava disposto a destruir a carreira de Artur, como não estava conseguindo resolveu partir para a execução da vítima”, disse o delegado durante a apresentação da conclusão do caso.

Garrafa foi encontrada perto do carro da vítima. Foto: Allan Torres/DP/D.A Press

Garrafa foi encontrada perto do carro da vítima. Foto: Allan Torres/DP/D.A Press

Além do médico Cláudio Amaro Gomes e do filho dele, o bacharel em direito Cláudio Amaro Gomes Júnior, apontados como mandantes, outras três pessoas foram indiciadas pelo assassinato do médico Artur Eugênio. São eles: Lyferson Barboza da Silva, 26, Jailson Duarte Cesar, 29, e Flávio Braz de Souza, 32 (morto em troca de tiros com a polícia). Segundo a investigação, Flávio atirou em Artur e Jailson apresentou Lyferson e Flávio a Cláudio Amaro Júnior. O Valor acertado para e execução da vítima pode ter chegado até a R$ 100 mil.

Os suspeitos foram enquadrados nos crimes de sequestro, homicídio, roubo, associação criminosa, estelionato e comunicação falsa de crime. Os quatro suspeitos seguem presos e esperam pelo julgamentono que pode acontecer até o final deste ano. Como havia sido antecipado pelo blog e pelo Diario de Pernambuco, uma perícia papiloscópica feita numa garrafa encontrada perto do carro do médico encontrou as digitais de Cláudio Amaro Júnior no objeto, o que o coloca no local onde o veículo de Artur foi incendiado, no bairro da Guabiraba.

Defesa de acusado da morte de médico vai analisar prova do crime

Mais de dez meses após a morte do cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo, 36 anos, a defesa de um dos acusados do crime conseguiu na Justiça uma autorização para analisar a principal prova apresentada pela polícia. Divulgada com exclusividade pelo blog e pelo Diario de Pernambuco durante a investigação, a garrafa plástica encontrada perto do carro da vítima completamente carbonizado, segundo a perícia, tem as marcas das digitais do barachel em direito Cláudio Amaro Gomes Júnior.

Garrafa foi encontrada perto do carro da vítima. Foto: Allan Torres/DP/D.A Press

Garrafa foi encontrada perto do carro da vítima. Foto: Allan Torres/DP/D.A Press

O despacho da juíza Ines Maria de Albuquerque afirma que está autorizada a “habilitação de Assistente Técnico, para apresentar parecer acerca do material que serviu de base à perícia papiloscópica de fls. 194/202, consonate palavras da respectiva defesa. De logo destaco que a prova requerida pela defesa não se trata de novo exame pericial, ou seja, não se trata de pleito de nova perícia, até porque o momento preclusivo para tal pleito seria por ocasião do oferecimento da resposta à acusação.”

Filho do médico participou diretamente do crime. Foto: Guilherme Verissimo/Esp.DP/D.A Press

Filho do médico Cláudio Amaro participou diretamente do crime, segundo a polícia. Foto: Guilherme Verissimo/Esp.DP/D.A Press

A juíza ressalta ainda que “trata-se, portanto, de pedido de habilitação de assistentes técnicos, para que estes examinem o objeto da perícia e ofertem parecer a respeito. Verifico às fls. 445, que o vasilhame plástico objeto da perícia em debate encontra-se sob a custódia do Núcleo Avançado Pericial do DHPP, pertencente ao Instituto de Identificação Tavares Buril.” Ainda no despacho, a juiza fixa o prazo máximo de dez dias, podendo ser prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos.

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Segundo o advogado Luiz Miguel dos Santos, que atua na defesa de Cláudio Amaro Gomes Júnior, o objetivo dessa análise é mostrar que houve vários erros de procedimento nas perícias. “Estamos esperando apenas a Justiça acrescentar o nome do perito assistente no despacho para termos acesso ao material. Isso deve acontecer nos próximos dias”, apontou Santos.

Entenda o caso

Depois de dois meses e 17 dias da morte do médico Artur Eugênio, a Polícia Civil apresentou a conclusão do inquérito que apurou o crime. Cinco pessoas foram indiciadas pelo assassinato frio e covarde que causou grande revolta na sociedade, sobretudo na classe médica. Artur, segundo a polícia, foi morto a mando do também médico Cláudio Amaro Gomes, 57.

Além do médico Cláudio Amaro Gomes e do filho dele Cláudio Amaro Gomes Júnior, apontados como mandantes, outras três pessoas foram indiciadas pelo assassinato do médico. São eles: Lyferson Barboza da Silva, 26, Flávio Braz de Souza, 32, e Jailson Duarte Cesar, 29. Segundo a polícia, Flávio atirou em Artur e Jailson apresentou Lyferson e Flávio a Cláudio Amaro Júnior. O Valor acertado para e execução da vítima pode ter chegado até a R$ 100 mil. Com exceção de Flávio Braz, morto durante uma troca de tiros com a polícia na madrugada do último dia 9, os outros quatro acusados do crime seguem presos.

Último acusado do caso Artur Eugênio morre em tiroteio

O último procurado acusado de envolvimento no assassinato do médico Artur Eugênio de Azevedo Pereira foi morto na madrugada de ontem. O ex-presidiário Flávio Braz de Souza, 32 anos, foi localizado no sítio Engenho Mambo, em Jaboatão dos Guararapes, e acabou morto após uma troca de tiros com a polícia. Ele teria reagido à ação e foi baleado nas pernas e braços. Levado ao Hospital da Restauração (HR), morreu na unidade de saúde. A polícia encontrou no sítio três armas de fogo.

Garrafa foi encontrada perto do carro da vítima. Foto: Allan Torres/DP/D.A Press

Garrafa encontrada perto do carro da vítima foi a principal pista para chegar aos responsáveis pelo assassinato. Foto: Allan Torres/DP/D.A Press

Acusado de participação no homicídio do médico, encontrado morto no dia 12 de maio de 2014, Flávio respondia por sete assassinatos, quatro tentativas de homicídio e por participação na tentativa de assalto ao carro-forte do Shopping Guararapes, em junho do ano passado.

“Ele era um dos criminosos mais procurados do estado. Além dos homicídios, ele tinha ligação com o tráfico de drogas. Recebemos informações de que ele também praticava estupro contra crianças e adolescentes”, relatou a delegada Vilaneida Aguiar.

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

O médico paraibano Artur Eugênio, 35 anos, foi encontrado morto com quatro tiros às margens da BR-101 Sul, em Jaboatão dos Guararapes. O crime teria sido motivado por desentendimentos profissionais entre a vítima e o cirurgião Cláudio Amaro Gomes, ex-colegas de trabalho. A polícia acredita que o mandante contou com a ajuda do filho, o bacharel em direito Cláudio Amaro Gomes, para matar Artur. Além de pai e filho, dois homens também estão presos.

Informações sobre assassino de médico valem até R$ 20 mil

Informações que ajudem a esclarecer o assassinato do médico Artur Eugênio de Azevedo Pereira, 36 anos, morto no dia 12 de maio, agora valem até R$ 20 mil. O novo valor está sendo oferecido pelo Disque-Denúncia para auxiliar as investigações sobre o caso.

Atualmente, a polícia está à procura de Flávio Braz de Souza, suspeito de ser um dos executores do crime. O aumento no valor oferecido pela ONG é proveniente de doação realizada nesta terça-feira.

Flávio está sendro procurado. Foto: Reproducao TV Clube

Flávio está sendro procurado. Foto: Reproducao TV Clube

Cartazes com a foto do suspeito serão distribuídos por todo estado. “Trabalhamos em parceria constante com a polícia. Recebemos uma doação privada para elevar o valor da recompensa, e acreditamos que este seja um incentivo a mais para levar à localização suspeito, que está foragido”, explica a superintendente do Disque-Denúncia Pernambuco, Carmela Galindo. Até o momento, já foram recebidas 22 denúncias sobre o caso.

Quem tiver informações sobre o caso pode telefonar para 3421-9595, na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Norte, ou (81) 3719-4545, no interior do Estado. Também é possível repassar informações através do site da central www.disquedenunciape.com.br, que permite o envio de fotos e vídeos. O serviço funciona durante 24h, todos os dias da semana. O anonimato é garantido.

Leia mais sobre o caso em:

Polícia busca agora último suspeito da morte do médico Artur Eugênio

Testemunhas do caso Artur Eugênio foram ameaçadas de morte

Testemunhas das supostas divergências entre o médico Cláudio Amaro Gomes, 57 anos, e o cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo Pereira, 36, foram ameaçadas de morte. Segundo a polícia, por meio de telefonemas anônimos, um grupo de pessoas foi intimidado para não revelar possíveis provas que ligariam Cláudio Amaro e o filho dele, o bacharel em direito Cláudio Amaro Gomes Júnior, 32, à execução de Artur Eugênio. A polícia ainda investiga quem fez as ligações. Segundo o delegado Guilherme Caraciolo, uma nova tentativa de ouvir os dois suspeitos, presos no Cotel, será feita hoje.

Médico foi preso na terça-feira sob acusação de tramar morte de colega (GUILHERME VERISSIMO/ESP.DP/D.A PRESS)

“Essas testemunhas não presenciaram o crime, mas tinham informações do que aconteceu entre a vítima e o médico”, ressaltou Caraciolo, acrescentando que Cláudio e Artur não tinham boa relação. Segundo outro filho do médico, Daniel Gomes, o pai ficou abalado quando soube que estava sendo preso.

“Quando falei com meu pai ainda na delegacia, a primeira coisa que ele pediu foi para eu avisar à secretária para desmarcar as consultas que ele teria hoje (ontem) e informar que atenderia no dia seguinte (hoje). No entanto, quando eu falei que havia um mandado de prisão contra ele e que ele seria levado para o Cotel, meu pai desabou no choro. Ele é inocente”, contou. Ao irmão, Cláudio Júnior também disse não ter participação no assassinato.

Delegado Guilherme Caraciolo está à frente do caso. Fotos: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Guilherme Caraciolo está à frente do caso. Fotos: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

O veículo dirigido por Júnior, um Celta preto, usado para levar os outros dois suspeitos do crime, ainda foragidos, à frente do prédio de Artur, em Boa Viagem, não foi localizado. Após o crime, Júnior registrou boletim no qual consta que o veículo foi roubado. Além da imagem dele dirigindo o Celta, a polícia colheu suas impressões digitais no recipiente que transportou o produto usado para queimar o Golf do cirurgião. O carro foi encontrado em 13 de maio, na Guabiraba, Recife. Artur foi morto a tiros em 12 de maio, em Jaboatão.

Ricardo de Albuquerque defende o médico Cláudio Gomes

Ricardo de Albuquerque defende o médico Cláudio Gomes

A viúva de Artur disse que a família está estarrecida e só deve falar sobre o caso na próxima semana. Em diligência ontem no consultório de Cláudio, foram encontrados R$ 21 mil em uma gaveta. Familiares do médico afirmaram à polícia que não tinham conhecimento do dinheiro, mas acreditam que seria usado para pagar funcionários. Uma linha investigada é de que Cláudio e o filho teriam tramado a morte por inveja e revolta, porque o suspeito estaria perdendo clientes para a vítima.

Polícia em buscas de mais dois suspeitos da morte do médico Artur Azevedo

Uma trama que intriga a polícia e causou surpresa e revolta no meio médico de Pernambuco começa a ser esclarecida. Vinte e dois dias após a morte do cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo Pereira, 36 anos, um médico renomado e seu filho, estudante de direito, foram presos por suspeita de participação no crime. A Polícia Civil segue em diligências para prender os dois últimos suspeitos.

 (GUILHERME VERISSIMO/ESP.DP/D.A PRESS)

Ontem, agentes da 11ª Delegacia de Homicídios de Jaboatão prenderam o médico Cláudio Amaro Gomes, 57, e o filho dele, Cláudio Amaro Gomes Júnior, 32, suposto mandante e um dos executores do crime, respectivamente. A motivação ainda não foi revelada, mas entre as possibilidades estariam a perda de prestígio de Cláudio no meio.

Pai e filho não confessaram participação no crime. Porém, contra Cláudio Júnior a polícia tem duas provas. A mais forte, e que resultou na sua identificação, são as impressões digitais encontradas na garrafa onde foi transportado o líquido utilizado para queimar o carro do cirurgião.

 (RICARDO FERNANDES/DP/D.A PRESS)

Peritos do Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB) confrontaram as digitais com uma ficha do suspeito que veio do estado do Rio de Janeiro. Para a polícia, Cláudio Júnior ajudou a atear fogo no veículo encontrado carbonizado na Guabiraba, Recife.

Outra prova contra o universitário são imagens das câmeras do prédio onde a vítima morava, em Boa Viagem. Cláudio dirigiu o Celta onde estavam os outros dois suspeitos que desceram, renderam Artur na portaria do prédio e entraram no veículo dele, seguindo para o local da execução, às margens da BR-101 Sul, em Jaboatão. Artur foi morto no dia 12 de maio.

Filho do médico participou diretamente do crime. Foto: Guilherme Verissimo/Esp.DP/D.A Press

Filho do médico participou diretamente do crime. Foto: Guilherme Verissimo/Esp.DP/D.A Press

“Não temos dúvidas de que o filho participou da execução e de que o pai foi o mandante. Resta agora identificar e prender os outros suspeitos”, afirmou o delegado Guilherme Caraciolo. Ambos foram presos por força de um mandado de prisão temporária de 30 dias. O filho, por estar com um revólver calibre 38, ainda foi autuado por porte ilegal de armas.

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Artur foi encontrado morto no dia 12 de maio. Ele tinha 36 anos, era casado e deixou um filho. Foto: Arquivo Pessoal

Formado em medicina pela Universidade Federal de Campina Grande, Artur era paraibano e morava no Recife há três anos. Trabalhava no HCP e ajudava pacientes vitimas do câncer. Era doutor em Cirurgia Torácica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; especialista em cirurgia torácica pela USP; cirurgião torácico do Hospital das Clínicas da UFPE; cirurgião torácico do Instituto de Medicina Integral de Pernambuco (Imip). De acordo com os colegas de trabalho, era uma pessoa alegre, querida, estudiosa e competente. Era casado com uma médica e pai de um menino de pouco mais de um ano.

Polícia prende pai e filho suspeitos de participar da morte do médico Artur Eugênio

A Polícia Civil prendeu pai e filho suspeitos de participação no assassinato do médico Artur Eugênio de Azevedo. Eles estão seguindo para a Delegacia de Homicídios de Prazeres, em Jaboatão. De acordo com a polícia os suspeitos estão com a prisão temporária de 30 dias decretada. Os nomes dos suspeitos são Cláudio Amaro Gomes, médico, e Cláudio Amaro Gomes Júnior, advogado.

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Perícia não consegue identificar digitais no caso Artur

Peritos do Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB) não conseguiram localizar em seu banco de dados criminal as três impressões digitais encontradas na garrafa plástica deixada perto do carro do cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo Pereira, 36 anos. O recipiente, segundo a polícia, teria sido usado para transportar o produto que incendiou o carro do médico.

Garrafa foi encontrada perto do carro da vítima. Foto: Allan Torres/DP/D.A Press

Garrafa foi encontrada perto do carro da vítima. Foto: Allan Torres/DP/D.A Press

Os fragmentos foram analisados primeiro no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e, em seguida, encaminhados à sede do IITB. Como não foi possível identificar de quem são as digitais, resta à polícia agora guardar o material para uma possível comparação com as impressões dos suspeitos do crime. Isso, quando eles começarem a ser presos.

As digitais têm excelente qualidade e podem ser usadas pelo delegado que investiga o caso, Guilherme Caraciolo, muito em breve. Isso porque as equipes de investigações da 11ª Delegacia de Homicídios continuam em diligências, inclusive, fora da Região Metropolitana do Recife (RMR). Enquanto isso, estão sendo tomados depoimentos de testemunhas, amigos e familiares. A viúva do médico, Carla Rameri de Azevedo, ainda não prestou depoimento. A polícia acredita que ela possa ter informações que ajudem na linha de investigação que está sendo trilhada até o momento.

O delegado Guilherme Caraciolo preferiu não falar nada sobre o caso, para não atrapalhar as investigações. A polícia já tem em mãos as imagens das câmeras de segurança do prédio onde a vítima morava, no bairro de Boa Viagem, de onde ele foi levado na noite de 12 de maio, após deixar o Hospital Português, na Ilha do Leite. Além disso, imagens das câmeras da CTTU e da SDS estão auxiliando o trabalho da polícia. Ontem, parentes e amigos participaram de missas em homenagem à alma do médico Artur Eugênio. Houve celebrações no IMIP e no Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP).

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Amigo e colega de trabalho de Artur, o anestesista Raphael Galvão disse que o sentimento entre os conhecidos do cirurgião é de revolta e indignação com o crime. “Sabemos que nada vai trazer Artur de volta, mas esperamos que a polícia esclareça esse assassinato rápido e que os culpados sejam punidos”, ressaltou.

O cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo foi encontrado morto no último dia 12 deste mês, às margens da BR-101 Sul, em Jaboatão dos Guararapes. O carro dele, um Golf preto de placas OYS-1564, só foi localizado na manhã do dia seguinte, no bairro da Guabiraba, no Recife, completamente carbonizado. O Disque-Denúncia está oferencendo R$ 10 mil por informações sobre os suspeitos do crime.