As balas perdidas, os inocentes e a urgência das UPPs

Parece cada vez mais urgente que Pernambuco passe a implantar um modelo que foi adotado pelo Rio de Janeiro no quesito segurança pública. Na tarde dessa terça-feira, um menino de apenas 10 anos levou um tiro na cabeça enquanto estava brincando com colegas. O garoto foi atingido, segundo a polícia, durante um tiroteio entre criminosos, possivelmente traficantes. No início do mês, um menino também de 10 anos morreu após ter sido baleado dentro de casa numa troca de tiros entre bandidos e policiais militares.

Até quando vamos assistir a ações como essas que só vitimam pessoas inocentes? Duas crianças, uma morta e uma em estado gravíssimo e a sensação de que o controle da situação está nas mãos da criminalidade. E se existisse aqui as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) que subiram os morros cariocas e tomaram conta de tudo? E se polícia pernambucana tivesse mais presente nas comunidades com a finalidade de mudar essa realidade violenta?

 

Operação Bomboniere prende suspeitos de vender “balas” e “doces” em raves

A Policia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Bomboniere com o objetivo de desarticular uma organização criminosa com base no Recife e em Goiânia responsável pela distribuição de grande parte da substância entorpecente (drogas sintéticas: ecstasy e LSD bem como maconha e haxixe) consumidas principalmente em festivais de músicas eletrônicas (raves) nos estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

Festas costumam acontecer em lugares afastados da cidade. Foto: Diogo Carvalho/DP/D.A.Press

Festas costumam acontecer em lugares afastados da cidade. Foto: Diogo Carvalho/DP/D.A.Press

Um total de 35 Policiais Federais cumpriram cinco mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juízo da 2ª Vara dos feitos Relativos a Entorpecentes do Recife, sendo que três pessoas foram presas em Pernambuco e duas em Goiás.

A droga da quadrilha era adquirida na Espanha e no Paraguai e era transportada por via aérea com a peculiaridade de haver uma grande utilização de redes sociais, e-mails e aplicativos de smartphones para sua aquisição. Os lucros auferidos com o comércio da venda dessas drogas eram investidos quase em sua totalidade pelos líderes da quadrilha em automóveis, festas e viagens para competições de surfe em Lima (Peru) e Fernando de Noronha/PE.

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