Drogas sintéticas causam efeitos perigosos

Os riscos para quem usa substâncias alucinógenas são grandes. Entre as mais perigosas estão o ecstasy e o LSD, justamente os tipos mais usados nas raves. No entanto, em algumas festas está sendo encontrado também o crack. O psiquiatra José Carlos Escobar do Instituto Recife de Atividades Integradas às Dependências (Raid) avalia que a situação está ficando mais grave.

“O crack é a droga mais viciante e destrutiva que existe. É preocupante saber que seu consumo está se alastrando e chegando às raves”, alertou. Segundo Escobar, entorpecentes como ecstasy e LSD não causam dependência, mas oferecem outros riscos. Os usuários dessas substâncias, alerta, perdem o senso crítico. “Eles têm dificuldade de avaliar o que é perigoso. Ficam tão eufóricos que além de não sentir cansaço são capazes de fazer coisas que não fariam sem a droga”, explicou.

O ecstasy é chamado também de droga de recreio ou de pílula do amor, pois possui ação estimulante e alucinógena. Os efeitos físicos são taquicardia, aumento da pressão sanguínea, secura da boca, entre outros. Quanto aos efeitos psíquicos, a droga provoca sensação de intimidade com outras pessoas. Cada bala (cápsula) é vendida em média por R$ 40.

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A Policia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Bomboniere com o objetivo de desarticular uma organização criminosa com base no Recife e em Goiânia responsável pela distribuição de grande parte da substância entorpecente (drogas sintéticas: ecstasy e LSD bem como maconha e haxixe) consumidas principalmente em festivais de músicas eletrônicas (raves) nos estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

Festas costumam acontecer em lugares afastados da cidade. Foto: Diogo Carvalho/DP/D.A.Press

Festas costumam acontecer em lugares afastados da cidade. Foto: Diogo Carvalho/DP/D.A.Press

Um total de 35 Policiais Federais cumpriram cinco mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juízo da 2ª Vara dos feitos Relativos a Entorpecentes do Recife, sendo que três pessoas foram presas em Pernambuco e duas em Goiás.

A droga da quadrilha era adquirida na Espanha e no Paraguai e era transportada por via aérea com a peculiaridade de haver uma grande utilização de redes sociais, e-mails e aplicativos de smartphones para sua aquisição. Os lucros auferidos com o comércio da venda dessas drogas eram investidos quase em sua totalidade pelos líderes da quadrilha em automóveis, festas e viagens para competições de surfe em Lima (Peru) e Fernando de Noronha/PE.

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Laudo sobre a causa da morte do universitário paraibano será antecipado

A causa da morte do estudante de direito paraibano Hector Igor de Souza Lopes, 20 anos, pode ser esclarecida até o fim da semana. Segundo o delegado Guilherme Caraciolo, que assumiu as investigações, o IML deve antecipar o resultado do laudo que definirá se a vítima sofreu overdose ou foi assassinada. O corpo foi encontrado de cueca, com várias lesões, em Barra de Jangada, Jaboatão, na manhã do domingo. Na pochete havia uma substância semelhante ao LSD. O sepultamento aconteceu na tarde de ontem, em Campina Grande.

“Estou aguardando o inquérito do DHPP. Testemunhas prestaram depoimento à equipe de plantão. Hoje (ontem) ouvi um caseiro e um flanelinha, mas o laudo será fundamental”, afirmou o delegado. O paraibano e um grupo de amigos participavam da rave Liquid Sky, na Arena do Paiva. De lá, ele saiu para um show de brega a cerca de 350 metros. Hector teria sido visto dando socos no ar – o que aumenta a hipótese de que estaria sob efeito de drogas. A polícia não descarta a possibilidade de ele ter sido espancado. Também vai investigar se houve omissão de socorro da equipe médica da Liquid Sky.

Do Diario de Pernambuco

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