Homem foi morto a tijoladas na Sexta-feira da Paixão

Parece que acabou-se mesmo o tempo em que as pessoas respeitavam as tradições católicas. Na hora em que várias famílias estavam reunidas à mesa para almoçar, um homem estava sendo assassinado com um golpe de tijolo na cabeça. Uma morte que aconteceu em um lugar público, movimentado e em plena luz do dia.

Uma discussão entre um homem e uma mulher na entrada da estação do metrô de Afogados, Zona Oeste do Recife, terminou em morte. De acordo com testemunhas, o homem identificado apenas como Baixinho, trabalhava como ajudante em um depósito de bebidas nas imediações da estação e era guardador de carros.

A mulher identificada como Pirrita doida vendia água mineral na frente da estação. Ontem, por volta do meio dia, Baixinho teria chegado à estação armado com uma faca para matar a mulher e teve início a discussão.

Vítima foi assassinada por volta das 12h dessa sexta-feira. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Vítima foi assassinada por volta das 12h dessa sexta-feira. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Os dois foram colocados para fora do saguão da estação pelos seguranças do metrô e continuaram a briga do lado de fora. Segundo testemunhas a faca foi tomada do rapaz pelos vendedores ambulantes. A mulher também contou com a ajuda de um homem, não identificado, que teria dado uma paulada em Baixinho. Ao cair, ele foi atingido por uma tijolada na cabeça, que teria sido dada pela vendedora de água, que fugiu do local. Os peritos do Instituto de Criminalística (IC) recolheram o pedaço de pau e o tijolo.

A polícia solicitou as imagens das câmeras do metrô para identificar os acusados. “Sabemos que ela teve ajuda de um homem e vamos tentar identificá-lo”, revelou a delegada Érica Bezerra. Segundo a perícia, a vítima sofreu traumatismo craniano. “Quando eu cheguei aqui, ele ainda estava vivo”, contou a dona de casa Célia Oliveira da Silva, 34 anos. Segundo ela, a rixa entre os dois era antiga. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML).

“Não contavam com a minha astúcia…”

Um homem de 26 anos foi o responsável por mobilizar, na manhã desta quarta-feira, vários homens do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Pernambuco. José Carlos Monteiro dos Santos, 26 anos, foi protagonista de uma cena inusitada após uma suposta tentativa de assalto frustrada. Depois de ter recebido voz de prisão, o homem tentou fugir se escondendo em um bueiro da rede de esgostos.

O rapaz estava acompanhado de uma adolescente de 17 anos, que foi apreendida e levada para a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), da Avenida Fernandes Vieira, na Boa Vista, e José Carlos, para a Delegacia do Espinheiro. A cena chamou a atenção de quem passava pelas proximidades da Rua Largo do Feitosa, no bairro da Encruzilhada.

Bombeiros tentam resgatar da rede de esgoto da Rua Largo do Feitosa, no bairro da Encruzilhada, um homem que tentou invadir um edifício. Foto: Júlio Jacobina/DP/D.A Press

O casal foi surpreendido por um morador, que é policial militar do 1º Batalhão de Trânsito, após ambos terem entrado no prédio. Ao ser abordado pelo PM no pilotis do edifício, o casal alegou que tinha ido lá para acertar um emprego com o síndico. Mas o PM alegou que o síndico havia morrido há dois meses e, insistiu em saber o que eles estavam fazendo no condomínio.

Então, o homem respondeu que tinha ido fazer um serviço em um carro e apontou para um veículo estacionado no prédio. Coincidentemente, o carro pertencia ao PM, que resolveu dar voz de prisão, rendendo a mulher, mas o marido dela saiu correndo e entrou na rede de esgoto.

Depois de quase cinco horas de trabalhos de resgate, acreditando que o homem teria conseguido escapar ou teria desmaiodo por conta da inalação de gases tóxicos, podendo ter morrido dentro da tubulação. Após encerradas as buscas do Corpo de Bombeiros, o homem resolveu sair de um bueiro. Populares voltaram a acionar a polícia e o suspeito voltou a entrar na rede de esgotos, por volta das 11h, se entregando em seguida.

Com informações do Diariodepernambuco.com.br

 

Número de presidiárias mais que triplicou no ano passado no Brasil

A população carcerária feminina aumentou 256% em 2012 informou nessa semana o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Augusto Rossini, órgão vinculado ao Ministério da Justiça. O aumento no caso dos homens foi quase a metade no mesmo período, 130%. Atualmente, 7% de todos os presos no Brasil são mulheres, o que corresponde a algo em torno de 36 mil detentas. Há mais de 550 mil pessoas em presídios no país e um déficit de 240 mil vagas, das quais 14 mil são para mulheres.

O diretor participou do seminário Inclusão Produtiva nos Presídios Femininos do Centro-Oeste, na 6º edição do Latinidades – Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. De acordo com Rossini, dois fatores importantes para o aumento da população carcerária feminina são o crescimento da participação da mulher em diversas atividades, inclusive na criminalidade, e o repasse de atividades criminosas à mulher, por cônjuges, namorados ou irmãos, quando eles mesmos são presos. A maioria das detenções estão relacionadas com o tráfico de drogas, sem registros de criminalidade associado à violência.

Dados do Ministério da Justiça mostram que o perfil das mulheres presas no Brasil é formado por jovens, dois terços do total têm entre 18 e 34 anos; negras, 45% são pretas ou pardas, de acordo com a nomenclatura do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); responsáveis pelo sustento da família, 14 de cada 15 mulheres; e com baixa escolaridade, 50% têm ensino fundamental incompleto.

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