Cresce número de adolescentes estupradores

 

Um problema grave e silencioso tem chegado com cada vez mais frequência aos gabinetes da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) e aos consultórios de psicologia. O abuso sexual praticado por adolescentes é, segundo especialistas, um fenômeno novo e que tem preocupado autoridades e psicólogos. Do início do ano, até o final de maio, 16 casos de estupro, onde os autores são menores de 18 anos, foram registrados pela delegacia especializada. Desses, 10 foram de meninos contra meninas e seis entre meninos. As estatísticas revelam ainda que, na maioria dos casos, o abusador é um primo, um irmão ou um vizinho da vítima, que, em geral, é menor de 12 anos. Esse tipo de abuso é percebido em todas as classes sociais, embora tenha mais notabilidade nas camadas mais pobres. Apenas no mês de janeiro, a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), recebeu 11 adolescentes de todo o estado para cumprir medida socioeducativa por ato infracional correspondente ao crime de estupro.

 

Para o juiz da Vara Regional da Infância e Juventude, Humberto Vasconcelos, e alguns psicólogos que trabalham com crianças, o que tem motivado a ocorrência desses abusos praticados por adolescentes é a falta de orientação sexual nas escolas e também dentro de casa. “É necessária uma intervenção urgente. É preciso prevenir. Invadir as escolas para orientar esses adolescentes”, aponta Vasconcelos. A coordenadora do Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ações Sociais (Cendhec), Valéria Nepomuceno, diz que a carência de estudos e pesquisas sobre esse fenômeno é um grande dificultador para seu entendimento e possível enfrentamento. “É uma situação relativamente nova, mas não temos onde pesquisar suas causas. O Cendhec já recebeu alguns casos de abusos sexuais contra crianças que foram praticados por adolescentes, mas, encaminhamos para a polícia. O que precisamos é saber porque essas coisas estão acontecendo e de políticas públicas efetivas”, afirma Valéria.

 

Especialista em psicologia infantil, Carlos Brito destaca duas causas para a ocorrência desses abusos. “Acredito que a erotização da infância estimula essa cultura de antecipar cada vez mais a infância e as crianças são jogadas na adolescência sem preparação. Além disso, as mídias disponíveis promovem ainda mais essa erotização e as crianças são apresentadas à sexualidade muito cedo”, destaca Brito. Ainda segundo o psicólogo, o outro fator que contribui para esse cenário é a ausência de discussões nas escolas sobre o tema sexo. “Existe uma necessidade urgente de discutir essa problemática. Os namoros estão acontecendo cada vez mais cedo entre estudantes. As escolas precisam abordar esse assunto”, alerta.

2 thoughts on “Cresce número de adolescentes estupradores

  1. ” BROKEN – THE MOVEMENT”
    Movimento Mundial de combate ao Abuso Sexual Infantil. Participe!
    Compartilhe para todos os seus amigos!
    http://www.youtube.com/watch?v=x_A_U-6MGn0&feature=share

    Broken é um projeto inédito e audacioso que visa o combate intensivo ao abuso sexual infantil, que atinge 25% das crianças no mundo. Através de uma linguagem acessível, o projeto visa atrair também a atenção de jovens e adolescentes para o tema.

    O projeto Broken é dinâmico e contará com o desenvolvimento de ferramentas de divulgação que terão grande impacto na sociedade e servirão como base de divulgação para outras organizações relacionadas ao tema.

    O desenvolvimento de um Portal super interativo e em diversos idiomas — que será a base de todo o projeto — e a produção de um Longa-metragem, serão as ferramentas utilizadas para a divulgação do tema – Uniremos o que hoje influencia e movimenta a sociedade. A Internet e o Cinema.

    http://WWW.BROKENTHEMOVEMENT.COM
    https://www.facebook.com/brokenthemovement
    http://twitter.com/#!/BrokenTheMoveme

  2. Tenho um sobrinho-neto com 13 anos, que estuprou sua meia irmã de 6 anos. Ela mora com a mãe e padastro e meu sobrinho mora com os avós, mas sempre estão em contato.
    Ele vem demosntrando desvio de conduta em seu comportamento: mentiras, pequenos furtos, desafio a autoridade dos avós…
    Preciso de orientação de como proceder, pois esta situação é nova para mim quando se trata de família.
    Obrigada caso possam me ajudar até me indicando biliografia.

    Grata