Maconha produzida no Sertão de Pernambuco está contaminada

A maconha produzida no polígono está contaminada. Investigadores da Polícia Federal afirmam que em quase 100% da droga apreendida no Sertão Pernambuco nos últimos meses foram encontrados agrotóxicos. Peritos da PF e médicos afirmam que a presença dessas substâncias representa um risco extra à saúde humana.

Outra descoberta é de que produtores do entorpecente, para burlar a fiscalização, estão levando técnicas utilizadas na agricultura para seus plantios. A bola da vez são os aceleradores de crescimento. Com a aplicação, os pés da droga atingem tamanho ideal para extração em três meses, quando o tempo de crescimento natural seria de até cinco meses.

Equipes da PF realizaram operação no Sertão recentemente. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Equipes da PF realizaram operação no Sertão recentemente. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Segundo o delegado Carlo Marcus Correia, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF em Pernambuco, tem sido frequente encontrar recipientes de agrotóxicos nas plantações descobertas na região do semiárido.

Leia a matéria completa sobre o assunto no segundo dia da série A migração do tráfico, publicada na edição impressa do Diario desta quarta-feira.

Saiba mais sobre o polígono da maconha em:

Confira vídeo da Operação Angico I da PF no Sertão

Polígono da maconha em Pernambuco tem novos lados

Polígono da maconha em Pernambuco tem novos lados

Um novo retrato do polígono da maconha, no Sertão pernambucano, foi traçado depois de quase 20 anos de fiscalização e repressão policial ao plantio e tráfico da droga na região. Entre as principais modificações apontadas pela Polícia Federal estão a inserção de novas cidades na produção do entorpecente e a perda da liderança de outros municípios. Além disso, os braços do negócio ultrapassaram as fronteiras de Pernambuco e chegaram a outros quatro estados.

Plantações foram destruídas nas ilhas do Rio São Francisco. Fotos: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Várias plantações de maconha foram destruídas nas ilhas do Rio São Francisco. Fotos: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Alagoas, Maranhão, Piauí e Pará já registram plantações feitas por produtores de maconha que deixaram Pernambuco após o aumento da fiscalização, segundo a polícia. Outro fator identificado pelos investigadores é a substituição de grandes roças por pequenas produções em pontos diversos, o que dificulta um pouco a fiscalização.

Agentes federais apreenderam mais de 2,8 mil quilos de maconha

Agentes federais apreenderam mais de 2,8 mil quilos de maconha

O blog e o Diario de Pernambuco acompanharam com exclusividade a última operação realizada pela PF para combater a produção e o tráfico do entorpecente na região do Sertão, o que tem sido feito desde o final de década de 1990. O resultado será mostrado em uma série de reportagens que segue até esta quinta-feira.

Do helicóptero, policiais identificaram plantações

Do helicóptero, policiais federais identificaram as plantações

Em dez dias de trabalho, 70 policiais federais e dois helicópteros foram mobilizados na Operação Angico I em Orocó, Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista, Parnamirim e Belém de São Francisco. Segundo o delegado da PF Carlo Marcus, 2.812 kg foram apreendidos e cerca de 780 mil pés em 181 plantações na região foram incinerados.

Delegado Carlo Marcus comandou a operação no Sertão.

Delegado Carlo Marcus comandou a operação no Sertão

Leia matéria completa sobre o assunto na edição impressa do Diario desta terça-feira