Organização do protesto monitorada pelas redes sociais

O serviço de inteligência da Secretaria de Defesa Social (SDS) está monitorando os passos da organização do protesto desta quinta-feira no Recife. As redes sociais são um dos instrumentos. “As informações abertas dos perfis estão sendo acompanhadas pela inteligência”, admitiu o secretário Wilson Damázio.

Alegando questão estratégica, Damázio não divulgou o número de policiais que vão participar do esquema montado para fazer a segurança do protesto. “Será o suficiente para manter a tranquilidade”, disse. Em reunião da Polícia Militar, realizada ontem, o comando geral da PM explicou que todos os 21 batalhões e companhias sediadas na Região Metropolitana estarão de prontidão.

Secretário garantiu pagamento das bolsas. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A.Press

Secretário confirmou monitoramento das redes. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A.Press

Os policiais, segundo o esquema da PM, serão distribuídos ao longo do percurso da manifestação. Grande parte deles atua na polícia comunitária. O Batalhão de Choque e o Regimento de Polícia Montada vão ficar em locais estratégicos, podendo entrar em ação caso o comandante geral da PM, coronel Carlos Pereira, ordene. Não haverá armas letais e a corporação não utilizará balas de borracha.

O contigente policial demonstra uma preocupação não só com a multidão que deve participar do protesto, mas com possíveis atos de vandalismo. “A procedência é grave. Temos informação de que entidades e grupos de fora do estado, que patrocinam badernas, se mobilizam para infiltrar pessoas”, informou Damázio. Se houver vandalismo, acrescentou, a polícia terá que agir.

O esquema envolve ainda o Corpo de Bombeiros, a Guarda Municipal do Recife e a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU). A presidente da CTTU, Taciana Ferreira, diz que os agentes de trânsito vão acompanhar a manifestação e, caso necessário, mudarão o tráfego dos ônibus das vias principais, como a Avenida Conde da Boa Vista, para as paralelas. Isso para facilitar a passagem dos manifestantes.

Do Diario de Pernambuco, por Jailson da Paz