SDS não tem prazo para convocar aprovados no concurso da PM de 2009

O grupo de aprovados no último concurso da Polícia Militar de Pernambuco, realizado em 2009, e que ainda não foi contratado pelo governo do estado, infelizmente, vai ter que esperar mais um pouco por boas notícias. O secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, afirmou ao blog que, por enquanto, as novas contratações estão sendo analisadas pelo governo. Isso faz com que não se tenha uma data definida para que os reservas iniciem o Curso de Formação de soldados.

Damázio não tem data para contratações. Foto: wagner Oliveira/DP/D.A Press

Damázio não tem data para contratações. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

“O Pacto pela Vida é uma política pública que um dos seus pilares é o recompletamento das polícias. Neste ano de 2013, nós já contratamos 2 mil novos policiais. Agora, temos que seguir a responsabilidade fiscal do estado. As novas contratações dependem de um estudo que está sendo feito pela Secretaria de Administração do estado e pela Fazenda. Ao secretário de Defesa Social cabe dizer das suas necessidades. Agora, as minhas necessidades não podem ser supridas em detrimento, em prejuízo do equilíbrio da folha de pagamento”, ressaltou Damázio.

Questionado se os aprovados em 2009 estariam na Polícia Militar antes da Copa de 2014, o secretário disse que esse tempo não dependeria dele. “Nós estamos trabalhando para fazer novas contratações. Agora, eu não posso adiantar se vão ser feitas ou não, porque não depende só de mim. Depende também desse estudo que o núcleo do governo está fazendo”, finalizou. Alô, então, Secretaria de Administração e da Fazenda, quando serão feitas as contratações? Os aprovados e a população esperam por essa resposta e por mais PMs nas ruas de Pernambuco.

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Policiais civis podem fazer greve

O presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis, Janio Bosco Gandra, afirmou que o mais provável é que o governo federal force a aprovação da regulamentação da aposentadoria das atividades de risco no modelo que ele propôs Projeto de Lei Complementar (PLP) 330/06). Nesse, caso, afirmou, a única alternativa para os servidores será convocar uma greve geral dos profissionais que atuam em atividades de risco no País.

O governo propõe que somente tenham aposentadoria como atividade de risco policiais e agentes penitenciários. Aqueles que ingressaram no serviço público a partir de 2003 não teriam direito a se aposentar com vencimentos integrais nem reajustes iguais aos dos agentes na ativa. Os policiais querem manter a integralidade e a paridade nas aposentadorias e querem ver incluídos nas atividades de risco os auditores, oficiais de justiça e agentes de segurança. As entidades dessas categorias estão reunidas em audiência pública na Comissão de Trabalho, de Administração Pública e Serviço Público.

Da Agência Câmara