Ambulantes da Agamenon serão cadastrados pela Polícia Militar

A Polícia Militar vai passar a recolher os dados de vendedores ambulantes que circulam pela Avenida Agamenon Magalhães, no Centro do Recife, para ajudar a identificar suspeitos de assaltos na região. Na noite da última terça-feira, um adolescente de 13 anos que se passava por vendedor de pipocas para assaltar foi apreendido. A partir de segunda-feira, os policiais vão consultar vendedores, solicitando nome, telefone, endereço e identidade. O objetivo é criar uma rede para facilitar o direcionamento das rondas.
Medida pretende reduzir assaltos na avenida. Foto: Edvaldo Rodrigues/DP

Medida pretende reduzir assaltos na avenida. Foto: Edvaldo Rodrigues/DP

A medida vai começar pelo 16º Batalhão da PM, responsável por Santo Antônio, São José, Bairro do Recife, Joana Bezerra, Coelhos, Ilha do Leite, Paissandu, Boa Vista, Soledade e Santo Amaro. Com o levantamento de possíveis antecedentes criminais será mais fácil investigar aqueles que  roubam fingindo ser comerciantes.

“Vamos começar com uma pesquisa de campo e contamos com a colaboração dos ambulantes que desejam fornecer seus dados. Além de facilitar nosso trabalho, essa medida vai dar mais segurança a eles e aos transeuntes. Aqueles que se aproveitam vendendo água ou pipoca para assaltar não são assíduos na região. Com a identificação dos que exercem atividade econômica fica muito mais fácil de montar uma dinâmica na ronda e direcionar nosso trabalho”, explica o capitão Diogo Racticliff.

Será criado um grupo no WhatsApp com os ambulantes cadastrados e a polícia para repassar informações e ocorrências. Segundo Racticliff, a população deve colaborar informando sobre assaltos, inclusive na Delegacia interativa, através do site www.servicos.sds.pe.gov.br/delegacia, ou pelo 190.

A assessoria da PM informou que o policiamento na avenida é feito por uma viatura que fica em frente à Fábrica Tacaruna. Três duplas de policiais com cães também fazem o policiamento no trecho até o Viaduto Capitão Temudo e um trio da Companhia Independente de Policiamento com Motos realiza rondas. Outros reforços são a Plataforma de Observação Elevada em frente ao Hospital Português e as rondas da

Patrulhas do Bairro.

Projeto quer criar cadastro nacional para assassinos de policiais

Da Agência Câmara

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4535/16, do deputado Capitão Augusto (PR-SP), que cria o Cadastro Nacional de Homicidas de Policiais. Pela proposta, o cadastro reunirá informações relativas a condenados pelo crime de homicídio praticado contra policiais, no exercício da função ou em razão dela.

PMs mortos em serviço são homenageados. Foto: Ines Campelo/DP

PMs mortos em serviço são homenageados. Foto: Ines Campelo/DP

Ainda conforme o texto, o Cadastro Nacional de Homicidas de policiais será mantido pelo Poder Executivo e operado em convênio com órgãos de segurança pública de estados e municípios. O cadastro será alimentado pelos órgãos de segurança pública das unidades de Federação, Ministério Público e Poder Judiciário.

Segundo o autor, “centenas de agentes do Estado estão sendo executados, somente por serem identificados como policiais”. Conforme Capitão Augusto, principalmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, “dia após dia nos deparamos com execuções de integrantes das forças policiais”.

O deputado afirmou que a Lei 13.142/15, que classificou como crime hediondo o homicídio de policiais, “já constituiu um importante avanço, mas é preciso avançar ainda mais”. Ainda de acordo com ele, o Ministério de Justiça já opera a Rede de Integração Nacional de Informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização, “não havendo custos para que, nessa rede, haja a necessária adaptação, visando à inclusão dos homicidas dos policiais”.

Flanelinhas do Bairro do Recife terão que trabalhar padronizados

Por Raphael Guerra, do Diario de Pernambuco

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) determinou prazo de 45 dias para que a Prefeitura do Recife lance o projeto piloto de cadastramento e monitoramento dos flanelinhas. Em audiência púbilca ontem foi definido que os guardadores de carros terão crachás obrigatório, numeração e camisas padrozinadas.

Um número de telefone será divulgado para que os motoristas denunciem irregularidades. Câmeras da Secretaria de Defesa Social também vão ajudar na identificação de possíveis extorsões.

Guardadores serão todos cadastrados. Everson Verdiao/Esp.DP/D.A.Press

Guardadores serão todos cadastrados. Everson Verdiao/Esp.DP/D.A.Press

O Bairro do Recife será o primeiro a receber a ação, em janeiro de 2015. No entanto, ainda não ficou decidido se os flanelinhas atuarão nas áreas de Zona Azul, visto que os motoristas já pagam o valor do talão. “Vamos começar a avaliar nos finais de semana”, disse a secretária executiva de Controle Urbano, Cândida Bonfim. A previsão é de que, já no mês seguinte, o mesmo aconteça em outras ruas.

No credenciamento, os guardadores serão fotografados e devem apresentar RG, CPF e comprovante de residência. É necessário ter mais de 18 anos. A Polícia Civil terá a função de verificar os antecedentes criminais e possíveis mandados de prisão em aberto.
“O objetivo não é criminalizar os flanelinhas”, afirmou Cândida, que lembrou ainda que os motoristas não são obrigados a pagar pela vaga de estacionamento.

Haverá placas indicativas nas ruas em que houver os guardadores cadastrados. Cândida afirmou também que todos devem passar por capacitação junto ao Sebrae, com cursos de atendimento ao público e marketing pessoal.

Inicialmente, Cândida Bonfim informou que seria definido um valor mínimo e um máximo que os flanelinhas poderiam cobrar aos motoristas. Porém, após reunião na prefeitura, houve o recuo da decisão. “Não haverá um valor instituído a ser cobrado”, disse nota oficial da Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano.

Essa foi a segunda audiência pública convocada pelo MPPE para discutir as irregularidades praticadas por flanelinhas no Recife.