Piratas são o novo perigo da Via Mangue

Por Jailson da Paz, da coluna Diário Urbano

O temor de ataque pirata está de volta ao Recife. Ao contrário do período colonial, as embarcações surgem no meio do manguezal e não do mar. Precisamente na área que margeia a Via Mangue, em Boa Viagem. Na tarde da última terça-feira, um barco ancorou nas imediações da Rua Alexandrino Martins Rodrigues. Ladrões desceram da embarcação, cruzaram a via e assaltaram uma pessoa que, de carro, deixava uma empresa.

Assaltos foram vistos pelo menos duas vezes esta semana. Foto: Peu Ricardo/Esp. DP

Assaltos foram vistos pelo menos duas vezes esta semana. Foto: Peu Ricardo/Esp. DP

Pouco demorou para policiais militares aparecerem no local. Ouviu-se três disparos. No começo da noite, segundo testemunhas, ainda era possível ver a embarcação no lugar onde havia sido deixada antes do crime. Cena essa semelhante à registrada na semana passada, quando os piratas assaltaram um casal na Rua Irene Ramos Gomes de Matos, interligada à Alexandrino Martins Rodrigues, e conseguiram retornar ao barco.

As duas ocorrências reforçam o que a sabedoria popular alerta: “ladrão dorme de olho aberto”. E a polícia, caso queira reduzir a área de alcance do ladrão ou agir rápido, como nessa terça-feira, também não pode fechar o olho. Se cochilar, os piratas partirão em suas barcaças com a mesma tranquilidade que têm chegado às margens da Via Mangue.

Polícia prende casal suspeito de tentar vender menina de 2 anos

Mil e quinhentos reais, um notebook e dez parcelas de R$ 200. Foram esses os valores cobrados por um casal ao tentar vender a própria filha, de dois anos. Os dois foram presos em flagrante, na noite de ontem, na Estação do Metrô de Jaboatão, quando entregariam a menina a Sandrine Costa Ananias, de 24 anos, de Campina Grande, na Paraíba, que fez a denúncia à polícia.

Criança será entregue ao Conselho Tutelar de Jaboatão (ROBERTO RAMOS/DP/D.A PRESS)

A estudante de Serviço Social viu o anúncio da criança em uma página do Facebook sobre adoção, a qual costuma entrar para fazer trabalhos científicos. Sandrine Costa estranhou a oferta na rede social e começou a conversar com a mãe, a manicure T.B.P., de 23 anos. Ofereceu-lhe ajuda no valor de R$ 200 para que ela não vendesse a menina. A postagem foi feita na última sexta-feira. A mãe ainda tentou negociar com pessoas de Goiás e do Espírito Santo, além da Paraíba.

“Falei com ela na própria sexta e, no domingo, ela voltou a falar comigo querendo fechar negócio. Afirmou que um casal teria ofertado R$ 5 mil. Eu disse que não tinha esse valor. Ofereci R$ 1,5 mil, um notebook e inventei que pagaria o restante em dez vezes de R$ 200. Ela aceitou. Então procurei o Ministério Público e a Polícia Civil da Paraíba para denunciar”, contou Sandrine.

Por Larissa Rodrigues, do Diario de Pernambuco