Índice de assassinato de jovens negros preocupa autoridades brasileiras

A violência contra a juventude negra foi debatida pela Comissão de Direitos Humanos do Senado, nessa quinta-feira. De acordo com o estudo A Cor dos Homicídios no Brasil, feito pelo coordenador da área de estudos da violência da Faculdade Latino-Americana (RJ), Júlio Jacobo Waiselfisz, de 2001 a 2010, enquanto a morte de jovens brancos no país caia 27,1%, a de negros crescia 35,9%.

Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Com base em dados do Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde, a pesquisa revela que no Brasil as maiores vítimas de violência são jovens negros, com baixa escolaridade. O racismo é a maior motivação para os crimes. Alagoas, Espírito Santo, Paraíba, Pará, Distrito Federal e Pernambuco são as unidades da Federação que mais registram casos de homicídios contra negros.

Outro dado da pesquisa mostra que em 2010 quase 35 mil negros foram assassinados no país. “Os números deveriam ser preocupantes para um país que aparenta não ter enfrentamentos étnicos, religiosos, de fronteiras, raciais ou políticos. Representam um volume de mortes violentas bem superior ao de muitas regiões do mundo, que atravessaram conflitos armados internos ou externos” avalia o pesquisador.

“É uma situação alarmante que coloca o Brasil entre piores lugares do mundo em relação a homicídio – sétimo lugar – mas em relação a morte de jovens negros, nós somos um dos primeiros países. O governo reconhece que é um problema histórico que afeta especificamente a juventude negra”, disse Fernanda Papa, da Secretaria Nacional da Juventude da Presidência da República.

Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Segundo Fernanda, a criação do Plano Juventude Viva, no ano passado, foi uma primeira resposta do governo federal ao problema. Em diferentes programas, a estratégia tem cerca de 40 ações em conjunto com estados e municípios com objetivo de colocar a juventude negra na pauta das políticas públicas.

Representantes de vários movimentos sociais cobraram uma ação mais forte nas áreas de educação e segurança para frear a violência contra jovens negros. “O racismo é um problema que vai além dos livros. Falta um grande pacto social para que as políticas públicas toquem as pessoas de uma maneira geral. Não adianta só chegar a verba, tem que chegar o verbo para que haja uma transformação”, disse o rapper e escritor Gog.

Da Agência Brasil

Aplausos para o robô da Copa

Mais de 30 autoridades da segurança pública de Pernambuco participaram da entrega dos equipamentos de segurança que serão utilizados durante a Copa das Confederações no estado. Depois de uma breve explicação sobre qual a finalidade de cada produto do arsenal, uma apresentação do robô que vai trabalhar para encontrar e detonar explosivos se for necessário chegou a ser constrangedora.

Robô foi a estrela da apresentação. Foto; Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Robô foi a estrela da apresentação. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Acionado por um controle remoto, o bichinho ficou rodando de um lado para o outro cercado por várias pessoas durante quase dez minutos. Como ainda não havia recebido o canhão que o faz efetuar os disparos para uma detonação, o robô só fazia andar e levantar os “braços”. Sem terem o que falar, começaram a aplaudir a performance do equipamento. Pouco depois desse momento, duas autoridades policiais deixaram a sala de exibição.

Será feita uma enquete para escolher o nome do robô

Será feita uma enquete para escolher o nome do robô. Foto: Wagner Oliveira

Ao passar perto de mim, uma dessas autoridades me disse a seguinte frase: “eu que não vou ficar aqui fazendo festa para um robô”. A segunda pessoa, com uma farda oficial, disse: “o robôzinho virou a vedete, agora”. Isso sem falar na quantidade de pessoas que estavam filmando e fotografando o vai e vem do robô. Ao final, alguém perguntou se o equipamento já havia sido batizado. A resposta veio rápida. Uma enquete será realizada pela PM para escolher o nome da nova celebridade.

 

Polícia e Judiciário discutem integração durante café da manhã

As autoridades de segurança pública do estado estiveram reunidas num café da manhã nessa segunda-feira num encontro com representantes do Poder Judiciário do estado. O encontro, que serviu para integrar ainda mais as forças do sistema de justiça criminal, aconteceu no gabinete do chefe de polícia, Osvaldo Morais.

Estiveram presentes o secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, os desembargadores Fausto Freitas, Fausto Campos e Itabira Brito, alguns representantes do Ministério Público e os comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, Luís Aureliano e Carlos Eduardo Casa Nova.

Após o bate-papo, autoridades mataram a fome matinal. Foto: Divulgação

Também estiveram presentes no café o secretário executivo de Defesa Social, Alessandro Carvalho, o gestor da Polícia Científica, Francisco Sarmento, além de juízes, promotores e vários oficiais e delegados de polícia que fazem parte do alto escalão dos órgãos operativos da secretaria.

O chefe de polícia, Osvaldo Morais, chamou a atenção para a importância do agradecimento aos contribuem para o êxito do Pacto Pela Vida. “Esse momento é singular para que possamos nos congraçar com alegria e companheirismo”, disse.

Secretário Wilson Damázio falou sobre parceria. Foto: Divulgação

Já o desembargador Fausto Campos ressaltou que o Poder Judiciário está engajado com as polícias e Ministério Público no combate à criminalidade. A palavra integração foi o tom do discurso do secretário de Defesa Social, Wilson Damázio.

Para ele, é destaque o trabalho pioneiro realizado em Pernambuco com os órgãos de segurança pública e justiça. “Ver os poderes públicos integrados é um motivo de orgulho. O nosso trabalho é exemplo para outros estados”, salientou Damázio, que encerrou sua fala prometendo outros encontros como aquele.