Defensores públicos do estado iniciam mutirão da PAISJ

Teve início na manhã desta segunda-feira o mutirão da Defensoria Pública na Penitenciária Agroindustrial São João (PAISJ), em Itamaracá, na Região Metropolitana do Recife. A ação, resultado da parceria entre a Secretaria de Ressocialização (Seres) e a Defensoria Pública do Estado, visa levar aos detentos da unidade prisional – que não têm advogado particular – a avaliação dos processos e possibilidades de benefício.

Foto: Fernando Portto/ SJDH​

Foto: Fernando Portto/ SJDH​

Até o final deste mês, 25 defensores estarão na unidade recebendo os reeducandos, que estão cumprindo o regime semiaberto, e revendo seus processos com relação à possibilidade de direito ao perdão total da pena (indulto) e perdão parcial da pena (comutação), ambos atendem a requisitos como tempo de cumprimento e comportamento do detento.

“O mutirão em indulto e comutação é inédito numa unidade prisional. Essa ação é essencial para desafogar o sistema e informar os detentos de direitos que muitas vezes não sabem que os têm”, destacou o defensor e coordenador da ação, Fernando Nunes Debli. A previsão é de atender 500 reeducandos por semana.

Com informações da assessoria da Defensoria Pública do Estado

Doméstica foi morta por bombeiro após discussão passional

A motivação do assassinato da doméstica Karina Francisca Santos da Silva, 26 anos, segundo a polícia, foi passional. Em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o delegado Mauro Cabral afirmou que o bombeiro militar José Itamar dos Santos, 48, confessou que teria assassinado Karina, com quem teria um relacionamento amoroso, e deixado o corpo num matagal às margens da BR-232, entre os municípios de Jaboatão dos Guararapes.

Suspeito confessou crime e foi levado para o Creed. Foto: Reprodução/TV Clube

Suspeito confessou crime e foi levado para o Creed. Foto: Reprodução/TV Clube

Segundo o delegado, depois de sair de casa para ir trabalhar, Karina teria se encontrado com o patrão e entrado no carro dele. “Eles começaram a conversar dentro do carro e tiveram uma discussão. Foi então que ele resolveu matar a doméstica. Eles teriam discutido, segundo ele, porque matinha uma relação amorosa e a vítima o estava pressionando para que ele terminasse o casamento para ficar com ela. Foi então que ele a matou e enterrou o corpo”, afirmou Mauro Cabral.

A família da vítima, no entanto, não acredita na hipótese de um relacionamento entre os dois. “Ele nunca me enganou. Minha irmã nunca teve caso com ele, nunca. Ele que tinha vontade de ter um caso com ela, mas ela não queria. Ele falava para nós que tinha ela como uma filha”, desabafou o irmão de Karina, Francisco Silva.

O bombeiro militar foi preso e prestou depoimento à polícia na última sexta-feira. Ele indicou a localização do corpo, que estava em avançado estado de decomposição e vai responder por assassinado e ocultação de cadáver. O corpo de Karina será sepultado nesta terça-feira, no Cemitério da Muribeca, em Jaboatão.

Karina tinha 26 anos e traabalhava na casa do suspeito. Foto: Polícia Civil/Divulgação

Karina tinha 26 anos e traabalhava na casa do suspeito. Foto: Polícia Civil/Divulgação

A vítima estava desaparecida desde 22 de janeiro. A última informação que a família teve foi de que ela estava indo ao trabalho, no bairro do Arruda, onde também morava. Antes do expediente, a doméstica enviou uma mensagem ao noivo informando que estava indo trabalhar e que falaria novamente com ele quando chegasse ao destino. Como as notícias não chegaram, os familiares procuraram a Polícia Civil e divulgaram a foto dela pelas redes sociais e em cartazes espalhados pelo Recife.