Doméstica foi morta por bombeiro após discussão passional

A motivação do assassinato da doméstica Karina Francisca Santos da Silva, 26 anos, segundo a polícia, foi passional. Em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o delegado Mauro Cabral afirmou que o bombeiro militar José Itamar dos Santos, 48, confessou que teria assassinado Karina, com quem teria um relacionamento amoroso, e deixado o corpo num matagal às margens da BR-232, entre os municípios de Jaboatão dos Guararapes.

Suspeito confessou crime e foi levado para o Creed. Foto: Reprodução/TV Clube

Suspeito confessou crime e foi levado para o Creed. Foto: Reprodução/TV Clube

Segundo o delegado, depois de sair de casa para ir trabalhar, Karina teria se encontrado com o patrão e entrado no carro dele. “Eles começaram a conversar dentro do carro e tiveram uma discussão. Foi então que ele resolveu matar a doméstica. Eles teriam discutido, segundo ele, porque matinha uma relação amorosa e a vítima o estava pressionando para que ele terminasse o casamento para ficar com ela. Foi então que ele a matou e enterrou o corpo”, afirmou Mauro Cabral.

A família da vítima, no entanto, não acredita na hipótese de um relacionamento entre os dois. “Ele nunca me enganou. Minha irmã nunca teve caso com ele, nunca. Ele que tinha vontade de ter um caso com ela, mas ela não queria. Ele falava para nós que tinha ela como uma filha”, desabafou o irmão de Karina, Francisco Silva.

O bombeiro militar foi preso e prestou depoimento à polícia na última sexta-feira. Ele indicou a localização do corpo, que estava em avançado estado de decomposição e vai responder por assassinado e ocultação de cadáver. O corpo de Karina será sepultado nesta terça-feira, no Cemitério da Muribeca, em Jaboatão.

Karina tinha 26 anos e traabalhava na casa do suspeito. Foto: Polícia Civil/Divulgação

Karina tinha 26 anos e traabalhava na casa do suspeito. Foto: Polícia Civil/Divulgação

A vítima estava desaparecida desde 22 de janeiro. A última informação que a família teve foi de que ela estava indo ao trabalho, no bairro do Arruda, onde também morava. Antes do expediente, a doméstica enviou uma mensagem ao noivo informando que estava indo trabalhar e que falaria novamente com ele quando chegasse ao destino. Como as notícias não chegaram, os familiares procuraram a Polícia Civil e divulgaram a foto dela pelas redes sociais e em cartazes espalhados pelo Recife.

Cenas de guerra entre torcidas uniformizadas nos Aflitos

Do Superesportes

Mais uma noite de futebol em Pernambuco terminou manchada pela violência das torcidas organizadas. Poucos minutos após o fim do jogo entre Santa Cruz e Paysandu, vencido pela equipe paraense, facções dos dois clubes e do Náutico se encontraram no bairro dos Aflitos, em frente à sede alvirrubra, e protagonizaram cenas de selvageria que provocaram terror entre moradores da região.

Cenário de guerra aconteceu na sede do Náutico. Fotos: Roberto Ramos/DP/D.A Press

Confusão aconteceu na sede do Náutico. Fotos: Roberto Ramos/DP/D.A Press

As imagens do conflito rapidamente viralizaram graças às redes sociais, e nelas é possível ver uma grande quantidade de pessoas ligadas à Inferno Coral invadindo a sede do Náutico através do portão da Avenida Rosa e Silva. Tudo começou quando a “Terror Bicolor” deixou o Arruda logo após o Paysandu fazer o segundo gol, que lhe daria a vitória. Diversos membros da Inferno Coral, então, perseguiram a facção paraense até a sede do Timbu, que teria sido ponto de apoio para a torcida organizada do Papão ao longo da tarde anterior à partida.

Comércio nos Aflitos teve a porta de vidro danificada

Comércio nos Aflitos teve a porta de vidro danificada

Segundo fontes que estavam presentes na hora do conflito, a quantidade de membros da Inferno Coral era muito superior à das facções de Náutico e Paysandu juntas – uma impressão que também fica clara nos vídeos. O prédio da sede alvirrubra não sofreu maiores danos, mas pelo menos dois carros estacionados no local foram depredados, bem como uma loja do outro lado da rua – esta, tomada por uma enorme quantidade de pedras. Logo chegaram várias viaturas da Polícia Militar, que dissiparam a multidão em direção à Rua da Angustura e gradualmente acalmaram os ânimos.

asdklaDKJAS

Várias viaturas da PM foram acionadas para a ocorrência

Em conversa com a reportagem do Superesportes, o diretor de patrimônio do Náutico, Roberto Andrade, explicou que não foi possível para o clube impedir que membros da Fanáutico, organizada alvirrubra, entrassem na sede. “Alguns membros são sócios e estavam à paisana, não tinha como proibir”, alegou. Perguntado como a Terror Bicolor, do Paysandu, recebeu abrigo no local, Andrade justificou que os paraenses são “parceiros” da facção timbu. E prometeu que, finalmente, serão tomadas providências para impedir que novos incidentes como esse aconteçam. “A partir de agora, vai se tomar providências, proibir de entrar”, afirmou.

Alguns minutos depois do primeiro contato com a reportagem, Roberto Andrade voltou para contar mais detalhes. Ele fez questão de garantir que não partiu do Náutico o apoio logístico à facção do Paysandu. “Na verdade, a Terror não ficou nos Aflitos, eles foram apenas almoçar, ficaram um pouco e foram cedo para o estádio. Voltaram porque eles disseram para a PM que os Aflitos eram ponto de apoio deles, mas não foi o Náutico que deu guarida”, enfatizou.

Apesar da presença de pelo menos uma centena de torcedores no conflito, apenas três torcedores foram conduzidos pela Gaeco à Central de Flagrantes. Segundo o subcomandante do 23º Batalhão da PM, Major Daniel Dias, “a prioridade foi assegurar a integridade física da torcida do Paysandu, que estava em minoria, sendo atacada pela Inferno Coral”. A Secretaria de Defesa Social (SDS) fará coletiva de imprensa às 16h desta quarta-feira para falar sobre as providências a serem tomadas depois desse episódio de violência.

Condenados acusados da morte de torcedor atingindo por vaso sanitário

Da equipe do Superesportes

Ao fim de 13 horas de audiência, o plenário da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Rodolfo Aureliano, foi tomado pelo choro e pela emoção. Se no dia 2 de maio de 2014, quando Paulo Ricardo Gomes da Silva, então com 26 anos, havia saído de casa para assistir a um jogo de futebol e nunca mais voltou, sua família chorou seu assassinato brutal e bárbaro, ontem, as lágrimas foram de redenção.

Foto: Hesiodo Goes/Esp/ D.A Press

Réus estão presos no Cotel, em Abreu e Lima. Foto: Hesiodo Goes/Esp/ D.A Press

Ao ouvir a sentença dos assassinos, as lágrimas foram de alívio pela sensação de justiça. Por outro lado, houve o choro de dor dos familiares dos três condenados ao conhecerem do juiz Jorge Luiz dos Santos Henriques as sentenças de Everton Filipe, Luiz Cabral e Waldir Firmo Júnior pelo homicídio duplamente qualificado de Paulo Ricardo e, ainda, por três tentativas de homicídio. Juntos, eles terão mais de 78 anos de pena.

Desde cedo, antes mesmo do horário previsto para o início da audiência do Tribunal do Júri – marcado para as 9h -, inúmeros cidadãos e cidadãs se juntavam, à entrada do auditório da 2ª Vara do Júri, aos familiares e amigos da vítima.

O Ministério Público, através do promotor Roberto Brayner e da promotora Dalva Cabral, apresentaram seus argumentos acerca da autoria do delito e da forma covarde e fútil como o crime foi cometido.

Defesa em vão
Enquanto isso, os três advogados de defesa, no papel que lhes cabia, tentavam convencer o Júri que os três acusados haviam cometido sim o crime, mas com “culpa consciente”. Alegavam que – embora Everton Filipe, Luiz Cabral e Waldir Firmo tenham percorrido cerca de 120 metros com dois vasos sanitários nas mãos e atirado os objetos do alto da arquibancada, justamente no local onde passavam torcedores adversários – eles não tinham intenção de matar alguém.

Após as explanações de acusação e defesa, o juiz Jorge Luiz dos Santos Henriques formulou os quesitos – 72 no total – a serem respondidos pelos jurados. Eles foram encaminhados a uma sala secreta, onde permaneceram cerca de três horas formulando, portanto, o veredicto. No fim, prevaleceu o argumento do Ministério Público, que viu os três acusados serem condenados na forma da denúncia.

No caso de Everton Filipe, cujo defensor alegava que sequer havia cometido homicídio (afirmando que apenas tinha praticado dano, ao arrancar os vasos sanitários), pesou contra ele – que teve a pena mais dura – o fato de não ser réu primário (condenado anteriormente por porte ilegal de armas), além de seu envolvimento anterior em brigas de torcida.

Acusados de matar rapaz com vaso sanitário foram denunciados pelo MPPE

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) já ofereceu a denúncia contra os três acusados da morte de Paulo Ricardo Gomes da Silva, 26 anos, atingido por um dos dois vasos sanitários jogados do anel superior do estádio do Arruda. Everton Filipe Santiago, 23, Luiz Cabral de Araújo Neto, 30, e Waldir Pessoa Firmo, 34, foram indiciados por homicídio qualificado e por outras três tentativas, já que três pessoas ficaram feridas no episódio.

Polícia quer comprovar depoimentos dos suspeitos. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Polícia indiciou os três envolvidos na morte. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

O crime aconteceu depois da partida entre Santa Cruz e Paraná, no dia 2 de maio – uma sexta-feira, à noite. Os três, que confessaram participação no assassinato, seguem presos no Centro de Triagem, em Abreu e Lima, onde devem aguardar pelos julgamentos. De acordo com a delegada Gleide Ãngelo, o inquérito foi remetido para avaliação do MPPE na sexta-feira da semana passada. A polícia espera apenas pelo laudo da reprodução simulada realizada no último dia 12 com a presença de dois dos três suspeitos para também juntá-lo ao inquérito.

“Não temos dúvidas da participação deles na morte de Paulo Ricardo. Mesmo que somente dois tenham jogado as privadas, os três irão responder pelos mesmos crimes. Estamos apenas esperando o laudo do Instituto de Criminalística (IC)”, ressaltou Gleide Ângelo, que apurou o caso juntamente com o delegado Alfredo Jorge, também do DHPP. Na denúncia, o promotor Eduardo Tavares requisitou a manutenção da prisão preventiva dos três envolvidos.

O crime

Na investigação, os delegados descobriram que os acusados retornaram ao estádio pelo portão 10, que dá acesso direto ao anel superior, antes do término do jogo. Eles haviam saído do campo, viram uma briga e resolveram voltar para jogar pedras no grupo que estava brigando. Como não acharam pedras, resolveram atirar os vasos.

Na reconstituição, foi esclarecido o local exato de onde os vasos sanitários foram jogados. Depois de arrancarem as privadas do banheiro feminino, os suspeitos caminharam mais de 100 metros no anel superior, de onde atiraram os objetos. Everton, De acordo com a polícia, não jogou as privadas. Foram Luiz Cabral e Waldir que jogaram os objetos sobre os torcedores do Sport e do Paraná. Depois disso, os três deixaram o campo em dois minutos pelo portão 11.

Não restam mais dúvidas sobre crime no estádio do Arruda

As duas horas da reconstituição da morte do soldador naval Paulo Ricardo Gomes da Silva, 26 anos, foram suficientes para a polícia definir o papel de cada um dos três suspeitos envolvidos no crime. Apesar de Waldir Pessoa Firmo Júnior, 34, não ter comparecido à reprodução simulada, os outros dois envolvidos Everton Filipe Santiago, 23, e Luiz Cabral de Araújo Neto, 30, repetiram tudo o que fizeram em 2 de maio. O laudo da perícia feita na noite de ontem tem o prazo de até dez dias para ser concluído.

Delegados aguardam agora os laudos que estão sendo concluídos pelo IC e pelo Instituto de Identificação Tavares Buril (Ricardo Fernandes/DP/D.A Press)

Ao contrário do que havia sido dito inicialmente, os suspeitos retornaram ao estádio pelo portão 10, que dá acesso direto ao anel superior, e não pelo 9 – entrada do anel inferior. Eles saíram com a partida em andamento e voltaram antes do seu término. Ainda na reconstituição, foi esclarecido o local exato de onde os vasos sanitários foram jogados. Depois de arrancarem as privadas do banheiro feminino, os suspeitos caminharam mais de 100 metros pelo corredor do anel superior de onde jogaram os objetos.

 

Um policial civil fez o papel de Waldir durante a reprodução simulada. Luiz Cabral e Waldir jogaram os vasos no mesmo momento. Segundo fontes do Diario, Luiz balançou a privada ao lado do corpo antes de arremessá-la. Waldir levantou o objeto até o peito e o jogou. Depois disso, deixaram o campo em dois minutos pelo portão 11. Cada um seguiu um destino diferente.

Leia matéria completa sobre o caso no Superesportes

Polícia fará reconstituição do crime no estádio do Arruda nesta segunda-feira

A reconstituição do crime que vitimou o soldador naval Paulo Ricardo Gomes da Silva, 26 anos, que acontecerá na próxima segunda-feira, vai ajudar a polícia a comprovar tudo o que foi dito em depoimento pelos três presos até o momento.

Polícia quer comprovar depoimentos dos suspeitos. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Polícia quer comprovar depoimentos dos suspeitos. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

A reprodução simulada será feita por volta das 18h. Mesmo na prisão, Everton Filipe Santiago, 23, Luiz Cabral de Araújo Neto, 30, e Waldir Pessoa Firmo, 34, deverão comparecer ao estádio do Arruda, de onde lançaram os dois vasos sanitários que causaram uma morte e feriram mais três pessoas para refazer os passos do ato brutal que praticaram.

 

Os advogados de Everton, Luiz Cabral e de Waldir já receberam as notificações para que seus clientes compareçam à reprodução simulada. Os pedidos também já foram encaminhados à Justiça. Para encerrar as investigações, o DHPP aguarda ainda os laudos do IC e do Instituto de Identificação Tavares Buril.

Leia matéria completa sobre o assunto na edição do Superesportes do Diario de Pernambuco deste sábado.

 

Parentes e amigos se despedem do torcedor que morreu atingido por privada

Assista ao vídeo feito pela equipe do Diario de Pernambuco durante o sepultamento do corpo do torcedor do Sport Paulo Ricardo Gomes, 26 anos, que morreu na noite da última sexta-feira depois de ter sido atingido por uma privada na cabeça. O objeto foi jogado de dentro do estádio do Arruda, após a partida entre Santa Cruz e Paraná. A delegada Gleide Ângelo está à frente das investigações. O Disque-Denúncia e a Federação Pernambucana de Futebol estão oferecendo R$ 5 mil por informações que levem à prisão do(s) suspeito(s) de ter cometido o crime.

Veja o vídeo do sepultamento:

Leia mais sobre o assunto em:

Câmera da SDS registra momento em que torcedor é atingido por privada

Delegada Gleide Ângelo investiga morte do torcedor do Sport

Câmera da SDS mostra momento em que torcedor é atingido por privada

A Secretaria de Defesa Social (SDS) divulgou na manhã deste sábado as imagem feitas pelas câmeras localizadas na Rua Petronila Botelho que mostram o momento em que o torcedor Paulo Ricardo Gomes, 26 anos, foi atingido na cabeça por um vaso sanitário atirado das arquibancadas do Arruda.

De acordo com as imagens, a vítima não estaria envolvida em uma briga com outros torcedores e, sim, junto a outros torcedores do Paraná Clube que estavam sendo escoltados por policiais militares.

O medo nosso a cada Clássico

Esse não é um blog esportivo. Aqui, o espaço foi aberto para falarmos de segurança pública e também, e principalmente, da falta dela. Desde o final do clássico realizado na tarde deste domingo, no estádio do Arruda, entre o Santa Cruz e o Sport, os relatos de violência não param de surgir nas redes sociais. São roubos, brigas, depredações, ameaças e agressões que ferem muito mais que o corpo. Sair de casa em dias de grandes jogos tem sido coisa muito arriscada nos últimos tempos.

E não digo isso sem fundamentos, não. Lembro do caso do torcedor do Náutico que foi baleado em frente ao estádio dos Aflitos num sábado em que eu estava de plantão. Dias depois, uma criança foi atingida por uma pedrada na cabeça quando estava dentro de um ônibus. A pedra foi atirada por torcedores de um time rival ao de algumas pessoas que estavam com camisas dentro do coletivo. Nos dois casos, graças a Deus, não houve morte. E se houvesse, o que será que teria mudado? A quem compete por um fim a essa violência fora dos estádios?

É certo que não temos polícia suficiente para monitorar todos os lugares do Grande Recife em dias de jogos. Mas acredito que pode haver mais esforço e força de vontade para resolver o problema. Se a Polícia Militar sozinha não consegue manter a tranquilidade na rua, que venha ajuda de outros órgãos e instituições que possam evitar essa baderna. O que não podemos é assistir a essas cenas todas as vezes que dois grandes times pernambucanos se enfrentam para jogar uma partida de futebol e levar alegria aos seus torcedores.

Aproveito a oportunidade para perguntar a vocês que acompanham o blog se têm alguma sugestão que possa ser útil para mudar essa realidade. Fiquem à vontade para comentar essa notícia. Obrigado.