Caso Artur Eugênio: dois acusados foram condenados

Após a condenação de dois dos quatro acusados presos pela morte do médico Artur Eugênio Pereira, 36 anos, a expectativa da família agora é para que acontece o julgamento dos outros dois réus. O júri popular que estava sendo realizado desde a última quarta-feira condenou Cláudio Amaro Gomes Júnior a 34 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. Já Lyferson Barbosa da Silva foi condenado a 26 anos e quatro meses de detenção, também em regime fechado.

Os pais do médico acompanharam o julgamento. Foto: Karina Morais/Esp.DP

Os pais do médico acompanharam o julgamento. Foto: Karina Morais/Esp.DP

A sentença foi anunciada às 4h desta segunda-feira. Logo após o anúncio, os defensores dos dois réus recorreram da decisão, para tentar diminuir as penas. A juíza Inês Maria de Albuquerque Alves, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Jaboatão dos Guararapes, pediu várias vezes aos presentes para evitarem manifestações. A viúva do cirurgião, Carla Azevedo, gesticulou em agradecimento pela decisão. O julgamento que durou cinco dias aconteceu no Fórum de Jaboatão dos Guararapes.

Artur Eugênio foi encontrado morto no dia 12 de maio de 2014, na BR-101, no bairro de Comporta, Jaboatão. Segundo denúncia do Ministério Público, o crime teria sido motivado por desentendimentos entre ele e Cláudio Amaro Gomes, seu ex-chefe. Cláudio teria contado com a ajuda do filho, que teria pago Jailson para contratar outros dois envolvidos, Lyferson e Flávio Braz, para matar Artur Eugênio. Flávio morreu numa troca de tiros com a Polícia Militar no dia oito de fevereiro do ano passado.

Médico foi assassinado no dia 12 de maio de 2014. Foto: Tv Clube/Reprodução

Médico foi assassinado no dia 12 de maio de 2014. Foto: Tv Clube/Reprodução

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decidiu que o cirurgião Cláudio Amaro Gomes, acusado de ser mandante da morte do colega Artur Eugênio, irá a júri popular juntamente com Jailson Duarte César, também envolvido no assassinato. O Poder Judiciário negou um recurso protocolado pelos réus, que tentavam evitar o tribunal do júri. A data da sessão ainda não foi definida e a defesa de ambos pode recorrer.

Cláudio Amaro está preso no Centro de Observação e Triagem, em Abreu e Lima, desde junho de 2014. O médico responde por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima). Jailson Duarte César responde por homicídio duplamente qualificado e dano qualificado.

Júri do assassinato do cirurgião Artur Eugênio é adiado

Foi adiado para o dia 21 de setembro o júri popular do caso do assassinato do médico  Artur Eugênio de Azevedo. A decisão foi apresentada pela juíza Inês Maria de Albuquerque, por volta das 11h desta quarta-feira, diante da ausência do advogado de defesa do réu Cláudio Amaro Gomes Júnior. Antes do início da sessão, a defesa do acusado apresentou um atestado médico alegando que o advogado Luiz Miguel dos Santos estava com problemas de saúde.

Família de Artur estava no fórum para acompanhar o julgamento. Foto: Karina Morais/Esp.DP

Família de Artur estava no fórum para acompanhar o julgamento. Foto: Karina Morais/Esp.DP

O atestado, assinado por um médico ortopedista de cirurgia de joelho/medicina esportiva, informava que Luiz Miguel precisava ficar afastado das atividades por quatro dias, a partir do dia 13 de setembro. O que impossibilitou a presença do advogado no Fórum de Jaboatão dos Guararapes. No atestado apresentado, foi informado o Código Internacional de Doença (CID) de número M255, que corresponde a dor articular.

O julgamento seria de Cláudio Amaro Gomes Júnior e Lyferson Barbosa da Silva, dois dos cinco acusados pela morte do cirurgião Artur Eugênio de Azevedo. O acusado Cláudio Amaro Gomes Júnior será julgado por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) em concurso material com furto qualificado mediante fraude com comunicação falsa do crime e dano qualificado pelo uso de substância inflamável. Já o acusado Lyferson Barbosa da Silva responderá por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) em concurso material com o crime de dano qualificado.

Acusados da morte de médico serão julgados a partir desta quarta-feira

Dois acusados pela morte do cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo, 36 anos, sentarão hoje no banco dos réus. O júri popular dos acusados Cláudio Amaro Gomes Júnior e Lyferson Barbosa da Silva acontece no Fórum de Jaboatão dos Guararapes e pode durar até sete dias. O crime que teve repercussão em todo o estado chocou também a comunidade médica depois que a Polícia Civil concluiu a investigação.

Os dois acusados do meio serão julgados primeiro. Foto: Reprodução/ TV Clube

Os dois acusados do meio serão julgados primeiro. Fotos: Reprodução/ TV Clube

O inquérito apontou que o médico Cláudio Amaro Gomes, que já havia sido chefe de Artur, seria o mandante do crime. Além dele, foram apontados no crime o seu filho Cláudio Júnior, Lyferson, e Jailson Duarte Cesar. Os quatro estão presos no Centro de Triagem, em Abreu e Lima. Havia um quinto envolvido, Flávio Braz de Souza, morto em troca de tiros com a polícia em fevereiro do ano passado, antes da decretação das prisões.

Os outros dois acusados, Cláudio Amaro Gomes e Jailson Duarte aguardam recurso da decisão de irem a júri popular. O pedido está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). O médico Artur Eugênio foi assassinado no dia 12 de maio de 2014. O corpo do cirurgião foi encontrado na BR-101, no bairro de Comporta, no município de Jaboatão dos Guararapes. Segundo a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o crime teria sido motivado por desentendimentos profissionais entre Cláudio Amaro e a vítima. Os acusados negam participação no assassinato.

Médico foi assassinado no dia 12 de maio de 2014. Foto: Tv Clube/Reprodução

Artur Eugênio foi assassinado no dia 12 de maio de 2014

No início deste mês, a esposa e os pais de Artur concederam uma entrevista para falar sobre o julgamento. “Espero que agora esteja chegando ao final. Esse processo todo nos desgasta e reviver tudo isso, voltar a discutir em detalhes, é extremamente doloroso. Como se fosse mexer em uma ferida aberta. Mas a família está unida e se mantendo forte”, disse a médica Carla Azevedo, esposa de Artur, no dia da coletiva.

O médico Cláudio Amaro Gomes responderá por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima). O acusado Cláudio Amaro Gomes Júnior será julgado por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) – em concurso material com furto qualificado mediante fraude com comunicação falsa do crime e dano qualificado pelo uso de substância inflamável, material usado para queimar o carro da vítima, que também foi roubado.

Já os acusados Lyferson Barbosa da Silva e Jailson Duarte César responderão por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) em concurso material com o crime de dano qualificado. Para a decisão de pronúncia, a juíza Inês Maria de Albuquerque Alves, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, levou em consideração os laudos periciais dos fatos anexados aos autos, além da audiência de instrução e julgamento realizada em sete datas entre os dias 14 de outubro de 2014 e 10 de junho de 2015. Nas audiências foram interrogados os réus e ouvidas cerca de 60 testemunhas.

O delegado Guilherme Caraciolo, que investigou o crime, disse na conclusão do caso que Artur sabia de muitas coisas erradas cometidas por Cláudio Amaro e não concordava com nenhuma delas. Eles chegaram, inclusive, a romper uma sociedade e Artur pretendia mover um processo por assédio moral contra Cláudio. No dia da apresentação do inquérito, Caraciolo falou que o superfaturamento de cirurgias e o recebimento de percentual do valor pago pelos convênios em casos onde o paciente precisasse de internação na UTI estavam entre as supostas acusações feitas contra Cláudio Amaro.

Ainda segundo a polícia, a descoberta desses fatos por Artur Eugênio teria levado Cláudio Gomes a tramar sua morte. Segundo a polícia, Flávio foi a pessoa que atirou em Artur. Jailson foi o responsável por apresentar Lyferson e Flávio a Cláudio Amaro Júnior. O Valor acertado para e execução da vítima pode ter chegado a até R$ 100 mil. A arma utilizada no crime, uma pistola 9mm que pertencia a Flávio, nunca foi encontrada pela polícia.

Viúva de Artur Eugênio e advogado darão coletiva sobre júri de acusados

A viúva do médico Artur Eugênio, assassinado no dia 12 de maio de 2014, dará uma coletiva de imprensa, na próxima quinta-feira, junto com o seu advogado, Daniel Lima. Na ocasião, o advogado apresentará sua linha de acusação para o júri popular de dois acusados pelo crime. Serão julgados entre os dias 14 e 19 de setembro os acusados Cláudio Amaro Gomes Júnior e Lyferson Barbosa da Silva. Os outros dois acusados, o médico Cláudio Amaro Gomes e Jailson Duarte Cesar serão julgados em outra data. Todos negam envolvimento na morte de Artur Eugênio.

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Os quatro estão presos preventivamente no Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima. Havia um quinto envolvido no crime, Flávio Braz de Souza, morto em troca de tiros com a polícia antes da decretação das prisões. A polícia concluiu que o médico Cláudio Amaro pediu ao filho Cláudio Júnior que contratasse pessoas para matar Artur Eugênio. A motivação seriam desavenças profissionais entre a vítima e o suposto mandante. Os suspeitos foram indiciados por sequestro, homicídio, roubo, associação criminosa, estelionato e comunicação falsa de crime.

O delegado Guilherme Caraciolo, que investigou o crime, disse na conclusão do caso que Artur sabia de muitas coisas erradas cometidas por Cláudio Amaro e não concordava com nenhuma delas. Eles chegaram, inclusive, a romper uma sociedade e Artur pretendia mover um processo por assédio moral contra Cláudio. No dia da apresentação do inquérito, Caraciolo falou que o superfaturamento de cirurgias e o recebimento de percentual do valor pago pelos convênios em casos onde o paciente precisasse de internação na UTI estavam entre as supostas acusações feitas contra Cláudio Amaro.

Ainda segundo a polícia, a descoberta desses fatos por Artur Eugênio teria levado Cláudio Gomes a tramar sua morte. Segundo a polícia, Flávio foi a pessoa que atirou em Artur. Jailson foi o responsável por apresentar Lyferson e Flávio a Cláudio Amaro Júnior. O Valor acertado para e execução da vítima pode ter chegado a até R$ 100 mil. A arma utilizada no crime, uma pistola 9mm que pertencia a Flávio, nunca foi encontrada pela polícia. Artur foi encontrado morto às margens da BR-101, em Comportas, Jaboatão dos Guararapes, no dia 12 de maio de 2014.

Artur Eugênio: um ano da morte lembrado com missa

Nesta terça-feira está completando um ano do assassinato do cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo, 36 anos. Para lembrar a data, parentes e amigos participarão hoje às 19h30 de uma missa em memória de Artur. A celebração será realizada na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no bairro da Ilha do Leite. Alguns outdoors com a foto do médico foram espalhados pelas ruas da capital.

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Dois meses e 17 dias após o crime, a Polícia Civil de Pernambuco apresentou a conclusão do inquérito que apurou o homicídio. Cinco pessoas foram indiciadas pelo assassinato frio e covarde que causou grande revolta na sociedade, sobretudo na classe médica. Artur, segundo a polícia, foi morto a mando do também médico Cláudio Amaro Gomes, 57.

De acordo com o delegado Guilherme Caraciolo, responsável pelas investigações, motivado por inveja e perda de espaço profissional o renomado médico Cláudio Amaro Gomes pediu ao seu filho Cláudio Amaro Gomes Júnior, 32, que contratasse duas pessoas para matar Artur. “Ele estava disposto a destruir a carreira de Artur, como não estava conseguindo resolveu partir para a execução da vítima”, disse o delegado durante a apresentação da conclusão do caso.

Garrafa foi encontrada perto do carro da vítima. Foto: Allan Torres/DP/D.A Press

Garrafa foi encontrada perto do carro da vítima. Foto: Allan Torres/DP/D.A Press

Além do médico Cláudio Amaro Gomes e do filho dele, o bacharel em direito Cláudio Amaro Gomes Júnior, apontados como mandantes, outras três pessoas foram indiciadas pelo assassinato do médico Artur Eugênio. São eles: Lyferson Barboza da Silva, 26, Jailson Duarte Cesar, 29, e Flávio Braz de Souza, 32 (morto em troca de tiros com a polícia). Segundo a investigação, Flávio atirou em Artur e Jailson apresentou Lyferson e Flávio a Cláudio Amaro Júnior. O Valor acertado para e execução da vítima pode ter chegado até a R$ 100 mil.

Os suspeitos foram enquadrados nos crimes de sequestro, homicídio, roubo, associação criminosa, estelionato e comunicação falsa de crime. Os quatro suspeitos seguem presos e esperam pelo julgamentono que pode acontecer até o final deste ano. Como havia sido antecipado pelo blog e pelo Diario de Pernambuco, uma perícia papiloscópica feita numa garrafa encontrada perto do carro do médico encontrou as digitais de Cláudio Amaro Júnior no objeto, o que o coloca no local onde o veículo de Artur foi incendiado, no bairro da Guabiraba.

Viúva de Artur Eugênio espera que a Justiça seja feita

“Agora espero que a Justiça seja feita. Quero que ele seja julgado, condenado e pague por tudo que fez.” O desabafo é da médica Carla Azevedo, viúva de Artur, em relação à participação de Cláudio Amaro Gomes na morte. De acordo com o delegado, mesmo os suspeitos da morte não tendo confessado participação, uma testemunha viu o momento em que o médico Cláudio Amaro entregou um pacote de dinheiro para o filho Cláudio Amaro Júnior, que repassou para os executores.

Carla Azevedo contou que o marido e Cláudio Gomes tinham divergências. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

A médica Carla Azevedo espera que os suspeitos do crime sejam punidos. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

De acordo com o advogado Bruno Lacerda, que defende o médico Cláudio Gomes, seu cliente negou em depoimento que participasse de qualquer esquema ilícito de pedido de materiais. “Doutor Cláudio disse que jamais fez nada ilegal nem participou de esquema fraudulento. Ele contou que toda movimentação de pedido de materiais é controlada pelo hospital e que era impossível haver alguma fraude”, afirmou Lacerda.

O advogado disse que não vê necessidade do médico ficar na prisão. “Ele não oferece perigo à sociedade. Caso a prisão preventiva seja acatada pela Justiça, vamos entrar com um pedido de habeas corpus”, adiantou.

Médico Cláudio Gomes suspeito de superfaturar operações

O superfaturamento de cirurgias e o recebimento de percentuais do valor pago por convênios pela internação de pacientes na UTI estão entre as novas acusações contra o cirurgião torácico Cláudio Amaro Gomes, 57 anos, preso por tramar a morte do colega Artur Eugênio Azevedo, 36. Segundo a polícia, a descoberta desses desvios por Artur levou Cláudio a planejar o crime.

 (FOTOS: REPRODUÇÃO TV CLUBE)

A vítima foi encontrada morta a tiros em 12 de maio, às margens da BR-101, em Jaboatão. A conclusão do inquérito foi apresentada ontem pelo delegado Guilherme Caraciolo. Uma das testemunhas ouvidas pela polícia disse que escutou de Artur que Cláudio fazia pedidos excessivos de materias para procedimentos cirúrgicos.

Segundo Caraciolo, um dos exemplos do superfaturamento dos pedidos feitos aos convênios foi constatado numa cirurgia de lobectomia pulmonar. A testemunha soube através de um convênio que o custo com material seria de cerca de R$ 30 mil caso a cirurgia fosse realizada em João Pessoa, mas que chegava a R$ 120 mil se feita por Cláudio Amaro no Recife.


Jailson e Flávio ainda não foram presos pelo crime que vitimou Artur Eugênio

“A testemunha disse que o principal custo desses materiais é um tipo de cola que nem era utilizada nas cirurgias, mas que era socilitada. Artur era um arquivo ambulante das coisas erradas que Cláudio fazia no decorrer da sua vida profissional”, afirmou o delegado.

Caraciolo explicou que Artur desfez a sociedade com Cláudio por não aceitar as “falcatruas” praticadas pelo médido. “Antes de Artur, vários médicos já tinham desistido de trabalhar com ele”, comentou Caraciolo. As desavenças entre a vítima e Cláudio Gomes motivaram a abertura de um processo administrativo no Hospital das Clínicas, onde Artur foi reprovado na avaliação de Cláudio.

“Artur comentou com colegas que era perseguido por Cláudio e que iria processá-lo por assédio moral. Ele disse isso duas semanas antes de ser morto”, ressaltou o delegado.

Para a polícia, não restam dúvidas sobre o crime. Além do médico Cláudio Amaro Gomes e do filho dele, o bacharel em direito Cláudio Amaro Gomes Júnior, 32, os mandantes, outras três pessoas foram indiciadas.

A polícia também pediu as prisões preventivas de Lyferson Barboza da Silva, 26, Flávio Braz de Souza, 32, Jailson Duarte Cesar, 29. Flávio teria atirado em Artur. Jailson apresentou Lyferson e Flávio a Cláudio Amaro Júnior. O valor acertado para e execução da vítima pode ter chegado a até R$ 100 mil.

Passo a passo

Imagens do Hospital de Câncer mostram Cláudio Amaro Júnior no dia 12 de maio. Ele entra no ambulatório, confere se Artur está no local e volta às 18h26 para o estacionamento, onde Flávio Braz o aguarda num Celta.

Artur Eugênio deixa o ambulatório às 19h56. Cláudio Júnior e Flávio tentam ligar o carro para segui-lo. Eles empurram o Celta e esperam o cirurgião do lado de fora do hospital, antes de segui-lo ao Hospital Português

Os últimos registros feitos da vítima e dos suspeitos mostram o Celta com os suspeitos emparelhando o Golf de Artur na porta do prédio do médico. Flávio e Lyferson entram no carro de Artur e o levam ao local da execução

Caso Artur Eugênio: trama esclarecida pela polícia

Depois de dois meses e 17 dias da morte do cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo, 36 anos, a Polícia Civil de Pernambuco apresentou a conclusão do inquérito que apurou o crime. Cinco pessoas foram indiciadas pelo assassinato frio e covarde que causou grande revolta na sociedade, sobretudo na classe médica. Artur, segundo a polícia, foi morto a mando do também médico Cláudio Amaro Gomes, 57.

Caso foi apresentado na sede da Polícia Civil. Fotos: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Caso foi apresentado na sede da Polícia Civil. Fotos: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

De acordo com o delegado Guilherme Caraciolo, responsável pelas investigações, motivado por inveja e perda de espaço profissional o renomado médico Cláudio Amaro Gomes pediu ao seu filho Cláudio Amaro Gomes Júnior, 32, que contratasse duas pessoas para matar Artur. “Ele estava disposto a destruir a carreira de Artur, como não estava conseguindo resolveu partir para a execução da vítima”, disse o delegado durante a apresentação do caso.

Delegado Guilherme Caraciolo falou sobre as investigações

Delegado Guilherme Caraciolo falou sobre as investigações

Além do médico Cláudio Amaro Gomes e do filho dele, o bacharel em direito Cláudio Amaro Gomes Júnior, apontados como mandantes, outras três pessoas foram indiciadas pelo assassinato do médico Artur Eugênio. São eles: Lyferson Barboza da Silva, 26, Flávio Braz de Souza, 32, e Jailson Duarte Cesar, 29. Segundo a polícia, Flávio atirou em Artur e Jailson apresentou Lyferson e Flávio a Cláudio Amaro Júnior. O Valor acertado para e execução da vítima pode ter chegado até a R$ 100 mil.

Perito do IITB Sidney Bezerra explicou como encontrou digitais de um suspeito

Perito do IITB Sidney Bezerra explicou como encontrou digitais de um suspeito

Apenas os dois últimos suspeitos (Flávio e Jailson) continuam em liberdade, mas já tiveram o pedido de prisão preventiva solicitado à Justiça, assim como os outros envolvidos. Os suspeitos foram enquadrados nos crimes de sequestro, homicídio, roubo, associação criminosa, estelionato e comunicação falsa de crime. Os outros três seguem presos no Centro de Triagem, em Abreu e Lima.

Como havia sido antecipado pelo blog e pelo Diario de Pernambuco, uma perícia papiloscópica feita numa garrafa encontrada perto do carro do médico encontrou as digitais de Cláudio Amaro Júnior no objeto, o que o coloca no local onde o veículo de Artur foi incendiado, no bairro da Guabiraba.

Leia mais sobre o caso no site do Diariodepernambuco.com.br e na edição impressa do Diario de Pernambuco desta quarta-feira

Polícia busca agora último suspeito da morte do médico Artur Eugênio

Um dos homens suspeitos de ser o executor do assassinato do médico Artur Eugênio Azevedo, 36 anos, foi preso. Lyferson Barboza da Silva, 26, conhecido da polícia por integrar quadrilhas especializadas em assaltos a bancos, foi encaminhado ao Cotel, em Abreu e Lima, em cumprimento de mandado expedido pela Justiça.

Lyferson já era investigado por participação na tentativa de assalto a um carro-forte no Shopping Guararapes, em Jaboatão, no dia 2 de junho, que resultou na morte de uma idosa de 90 anos. A análise pericial de impressões digitais teria confirmado os dois crimes. Um segundo suspeito de executar Artur está sendo procurado. A polícia já teria a identidade dele.

O médico Cláudio Amaro Gomes, 57, e o filho dele, o bacharel em direito Cláudio Amaro Gomes Júnior, 32, seguem presos no Cotel. Eles foram detidos um dia após o crime no shopping. Ambos são apontados como mandantes da morte de Artur, assassinado em 12 de maio.

Uma das motivações seria desavenças profissionais entre os dois profissionais de saúde. O delegado Guilherme Caraciolo informou que só irá se pronunciar oficialmente sobre o caso quando concluir o inquérito policial.

Justiça mantém prisão de suspeitos de matar médico Artur Azevedo

A juíza Gisele Vieira de Resende, que está substituindo a juíza Inês Maria de Albuquerque, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Jaboatão dos Guararapes, manteve a prisão dos suspeitos da morte do médico Artur Eugênio Azevedo, 36 anos. O pedido foi feito pelo delegado Guilherme Caraciolo, que está à frente das investigações.

Médico está detido no Cotel. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Médico está detido no Cotel. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

O médico Cláudio Amaro Gomes, 57, e o filho o bacharel em direito Cláudio Amaro Gomes Júnior, 32, estavam presos por 30 dias, mas a polícia pediu a prorrogação por mais 30 dias, o que foi acatado pela Justiça. Enquanto isso, pai e filho seguem presos no Centro de Triagem, em Abreu e Lima, no Grande Recife.

Filho do médico participou diretamente do crime. Foto: Guilherme Verissimo/Esp.DP/D.A Press

Filho do médico participou diretamente do crime. Foto: Guilherme Verissimo/Esp.DP/D.A Press

O delegado segue com as investigações por mais 30 dias. Ele espera identificar e prender os dois executores do crime. Pai e filho estão presos desde o dia 3 de junho. A defesa do médico tentou por duas vezes pedir sua liberdade, mas a Justiça negou.

Delegado Guilherme Caraciolo está à frente do caso. Fotos: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Delegado Guilherme Caraciolo está à frente do caso. Fotos: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Artur Eugênio era casado e deixou um filho pequeno. Ele foi arrastado por dois homens na entrada do prédio onde morava, na Rua dos Navegantes, em Boa Viagem, depois de largar do plantão no Real Hospital Português (RHP). Uma dupla em um carro interceptou o Golf preto que pertencia ao médico, de placas OYS-1564, e dois homens, um deles armado, entraram no veículo.

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Médico tinha 36 anos, era casado e deixou um filho pequeno. Foto: Arquivo Pessoal

Na sequência, o carro saiu em alta velocidade com os suspeitos e a vítima. As câmeras de monitoramento do prédio registraram a ação. Ele foi encontrado morto na noite da segunda-feira, dia 12 de maio, às margens da BR-101, em Jaboatão dos Guararapes. O carro foi localizado um dia depois, no dia 13, carbonizado, no bairro da Guabiraba, Recife.