Delegados da Civil deixam plantões

A Associação de Delegados de Polícia de Pernambuco (Adeppe) anunciou ontem que cerca de 200 delegados não trabalharão mais no Programa de Jornada Extra da Segurança, um sistema de horas extras acordado entre a categoria e o estado. Segundo a entidade, 90 delegacias ficarão fechadas em todo o estado como resultado da decisão. A Secretaria de Defesa Social anunciou, no entanto, que fará uma nova escala.

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Delegados estão inconformados com estrutura da PCPE. Arte/DP

Em entrevista coletiva concedida ontem, o presidente da Adeppe, Francisco Rodrigues, também apresentou uma campanha publicitária na qual a associação vai divulgar números da violência em Pernambuco. “A segurança pública do estado tem como base de seu funcionamento o PJES, que nada mais é que um programa de pagamento de horas extras que não remunera corretamente os servidores”, opinou Francisco.

Segundo ele, os delegados estão inconformados com a atual estrutura da Polícia Civil, que estaria trabalhando “basicamente em flagrantes” ao invés de investigar. De acordo com levantamento da Adeppe, 10 delegacias vão fechar na região da Mata Norte, assim como 13 na Mata Sul, 14 no Agreste e aproximadamente 50 no Sertão.

Através de sua assessoria de comunicação, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informou que já tem um plano de contingenciamento pronto para refazer as escalas nestas unidades policiais.

Delegados da Polícia Civil deixam o Programa de Jornada Extra

Um protesto dos delegados da Polícia Civil do Grande Recife deixou, na semana passada, duas delegacias de Jaboatão dos Guararapes sem atendimento ao público durante o fim de semana. Vários delegados estão entregando os plantões do Programa de Jornada Extra de Segurança (PJES). Os policiais afirmam que não têm condições ideais de trabalho e que o valor pago pela jornada extra é muito baixo.

Os policiais pernambucanos dizem que recebem o terceiro salário mais baixo do país. A decisão de entregar os plantões, segundo os delegados, foi comunicada à chefia da Polícia Civil duas semanas antes do início do mês de maio. Eles informaram que deixariam o PJES a partir do dia 1º desse mês, tendo em vista o descontentamento com o governo do estado.

Unidades que funcionam com plantões podem ser prejudicas. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Unidades que funcionam com plantões podem ser prejudicas. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

“O governo anterior disse que, ao final do seu mandato, deixaria a classe dos delegados com um dos salários melhores do país. Mas não foi isso que aconteceu, pelo contrário, hoje os delegados de Pernambuco têm o segundo pior salário; em contrapartida, têm uma das maiores cobranças e trabalham para manter os números do Pacto pela Vida”, contou um delegado, que preferiu não ter o nome publicado.

Em desabafo ao blog, os delegados se queixaram de que sempre foram cobrados pelo governo para cumprir as metas do programa de segurança, sobretudo na redução de assassinatos, mas que não receberam o devido reconhecimento. Atualmente, Pernambuco é o único estado do Nordeste onde o número de homicídios está diminuindo.
Cobranças de redução de crimes são feitas nas reuniões do Pacto pela Vida. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Cobranças de redução de crimes são feitas nas reuniões do Pacto pela Vida. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

“Estamos cansados. Muitos estão doentes, afastados com depressão, estresse etc. Entramos para a polícia para trabalharmos e servimos à população, mas antes de tudo fazemos parte dessa população, temos família e direitos a termos qualidade de vida”, disse um delegado ao blog.

O chefe da Polícia Civil de Pernambuco, delegado Osvaldo Morais, afirmou que foi baixada uma portaria autorizando as diretorias de polícia a escalar policiais para trabalharem no esquema 12h por 36h ou 24h por 72h. A medida vai ser posta em prática nas unidades onde haja entrega dos PJES. Como o serviço de delegacia é essencial à população e não pode ser omitido, os policiais não poderam se recusar a trabalhar. Só que agora, no lugar de hora extra em dinheiro, receberão folgas.

Mulher é agredida durante assalto em supermercado na Madalena

Frequentar shoppings e supermercados, onde muitas vezes pagamos até um pouco mais caro pelos produtos, já foi sinônimo de um pouco de segurança. Isso porque como os estabelecimentos são particulares, supomos que eles tenham seguranças para garantir que os seus clientes façam suas compras e voltem para casa com tranquilidade. No entanto, uma cena registrada no final da noite dessa segunda-feira no Recife deixou muita gente revoltada.

Polícia chegou ao local após o suspeito ser detido. Foto: Augusto Farias/Facebook

Polícia chegou ao local após o suspeito ser detido. Foto: Augusto Farias/Facebook

Um homem de 39 anos foi detido ao tentar assaltar e espancar uma senhora no estacionamento coberto de um supermercado na Rua Benfica, no bairro da Madalena. Clientes da loja viram a ação e conseguiram deter o suspeito. Ele só não foi linchado porque os funcionários do estabelecimento impediram a fúria dos clientes. O suspeito foi levado para Delegacia da Várzea, após a chegada da Polícia Militar.

Segundo relatos postados no facebook, a senhora que foi vítima chegou e ser ferida no olho por uma chave, o que deixou os demais clientes ainda mais revoltados. A mulher, que não teve o nome revelado, teria sido levada para um hospital particular e estaria passando bem. Ainda segundo os depoimentos das pessoas que comentaram e compartilharam a notícia nas redes sociais, a tentativa de assalto aconteceu num conhecido supermercado na Madalena, no entanto, como ainda não tenho informação confirmada pela polícia e nem mantive contato com a rede de lojas (devido ao horário da publicação da nota), não irei publicar o nome do supermercado ainda.

Notícia publicada às 3h30. Esse post será atualizado quando obtiver mais informações.