PMs e bombeiros seguem em greve. Exército e Força Nacional são acionadas

Os PMs e bombeiros do estado rejeitaram nesta quarta-feira a proposta do governo e vão continuar em greve. Após a pauta de negociação ter caído para apenas quatro pontos e a gestão estadual anunciar que cederia na elaboração do Plano de Cargos e Carreira, no reajuste salarial e na reforma do Hospital da Polícia Militar, os grevistas optaram por manter a paralisação.

PMs não aceitaram propostas do governo. Credito: Allan Torres/Esp. DP/D.A.Press

PMs não aceitaram propostas do governo. Credito: Allan Torres/Esp. DP/D.A.Press

Os militares, que já têm 14,55% de aumento garantidos por um acordo de 2012 a ser creditado no próximo mês, exigem 50% a mais no salário dos soldados e 30% para os oficiais. Além disso, também seria avaliado o acréscimo no salário base para ativos e inativos sobre o risco de vida. De acordo com o governo do estado, por ser época de eleições, nenhum reajuste é permitido.

A partir desta quinta-feira (15), o Exército e a Força Nacional estarão nas ruas de Pernambuco. O anúncio foi feito pelo governador João Lyra Neto em coletiva de imprensa a respeito da greve dos policiais militares e bombeiros, na noite desta quarta (14). O procurador Geral do Estado, Thiago Norões, foi despachar o pedido de ilegalidade da greve diretamente com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Frederico Neves.
João Lyra fez anúncio na noite desta quarta-feira. Credito: Roberto Ramos/DP/D.A Press

João Lyra fez anúncio na noite desta quarta-feira. Credito: Roberto Ramos/DP/D.A Press

Segundo o governador, o reforço para a manutenção da ordem chegará durante a madrugada. Não foram divulgados quantos homens serão responsáveis pelo trabalho. Até mesmo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, virá ao estado.

PMs e bombeiros prometem ato e ameaçam entrar em greve

PMs e bombeiros prometem realizar nesta sexta-feira uma mobilização para reivindicar melhorias para a categoria. A ação está marcada para as 13h, no Memorial de Medicina, no Derby. O objetivo é seguir até a Assembleia Legislativa, onde entregarão a pauta. Apesar do movimento não ser organizado por nenhuma associação, o assunto é discutido pela Defesa Social.

Ontem, o governador João Lyra Neto se reuniu com comandantes de todos os batalhões e disse que estaria disposto a conversar com a tropa. Panfletos divulgados nas redes sociais sinalizam para uma paralisação se os pedidos não forem atendidos.

“Estamos tranquilos. Tudo que foi acordado está sendo cumprindo. Se há novas pautas, temos que recebê-las. Se chegar uma demanda, vamos analisar”, declarou. Ainda segundo Lyra, o governo não pode abrir nova negociação porque existem orçamentos e previsões financeiras.

Segundo fontes da cúpula da PM, um novo encontro com a categoria está previsto para hoje. Representantes da polícia devem se reunir com o presidente da Assembleia, Guilherme Uchôa, para discutir um plano de carreiras para os praças, uma queixa constante dos militares. Um reajuste de 14% para os PMs está previsto para o mês de junho.