Polícia Federal entrará no caso do promotor Thiago Faria

A investigação da morte do promotor de Justiça Thiago Faria Soares, 36 anos, vai ser concluída pela Polícia Federal (PF). A decisão foi tomada em conjunto entre a Procuradoria Geral da República (PGR), Secretaria de Defesa Social (SDS), e Ministério Público de Pernambuco (MPE). Para os agentes federais iniciarem as investigações, resta apenas que o governo do estado encaminhe um ofício ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirmando que abre mão do direito de continuar apurando as circunstâncias do crime que teve repercussão nacional.

Homem que matou Thiago Faria estaria no banco traseiro do carro. Fotos: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Homem que matou Thiago Faria estaria no banco traseiro do carro. Fotos: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Na próxima segunda-feira, o assassinato do promotor completa seis meses. Para a Polícia Civil, que esteve à frente do caso por quatro meses, o que restava saber era quem foi a pessoa responsável pelos tiros que mataram o promotor no dia 14 de outubro do ano passado.

O pedido de federalização do caso foi feito pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPPE no mês de fevereiro sob a alegação de que os delegados que estavam à frente das investigações não estariam fazendo um bom trabalho, o que causou um mal-estar entre a PC e o MPPE. Agora, o inquérito que estava em poder do MPPE há quase dois meses será encaminhado para um delegado da Polícia Federal. Também passarão a acompanhar o inquérito, a partir de agora, o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça Federal.

Polícia continua buscando suspeitos. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Polícia continua buscando suspeitos. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Quatro promotores que estavam acompanhando as investigações tiveram os nomes publicados no Diário Oficial dessa quarta-feira determinando que os mesmos voltassem às suas promotorias titulares e deixasse a 35ª Promotoria Criminal da Capital. Com isso, os promotores Guilherme Vieira Castro (Sertânia), Tathiana Barros Gomes (Cabo de Santo Agostinho) Epaminondas Ribeiro Tavares (Abreu e Lima) pediram para deixar de fazer parte do Gaeco.

Além disso, Marcelo Grenhalgh de Cerqueira Lima e Moraes (São José da Coroa Grande), que estava em Itaíba desde a morte de Thiago, também foi dispensado do cargo. Nos corredores do MPPE e da cúpula de segurança pública, a informação que circula é a de que as transferências ocorreram para afastar os mesmos das investigações.

Desde o início da apuração, apenas um homem foi preso, por suspeita de ser o executor do promotor. O agricultor Edmacy Cruz Ubirajara passou 60 dias sob custódia no Cotel e foi solto por falta de provas. O cunhado dele, o fazendeiro José Maria Pedro Rosendo, apontado pela polícia como o mandante do assassinato, está com a prisão decretada e segue foragido apesar do Disque-Denúncia estar oferecendo recompensa de R$ 10 mil por informações que levem à sua captura. Thiago foi assassinado na rodovia PE-300, quando seguia para o trabalho. Ele estava acompanhado da noiva, a advogada Mysheva Martins, e um tio dela. Ambos escaparam sem ferimentos.

Polícia Federal pode assumir investigação da morte do promotor de Itaíba

A Polícia Federal deve assumir as investigações sobre a morte do promotor Thiago Faria Soares, 36 anos, assassinado em 14 de outubro do ano passado, no município de Itaíba, no Agreste do estado. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) enviou um pedido de federalização ao Ministério da Justiça para que o caso passe a ser investigado por um delegado da PF.

Homem que matou Thiago Faria estaria no banco traseiro do carro. Fotos: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Thiago estava com a noiva e com um tio dela quando foi executado. Caso teve reprodução simulada em dezembro. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

As divergências entre o MPPE e a Polícia Civil sobre esse inquérito tiveram seu estopim no mês passado, quando a Associação do Ministério Público de Pernambuco (AMPPE) divulgou uma nota criticando o trabalho da polícia.

Os promotores do Gaeco já estiveram com o superintendente da PF em Pernambuco, delegado Marcello Diniz Cordeiro, para informar que eles pretendem direcionar a continuação do inquérito para os agentes federais. A resposta, no entanto, só será conhecida quando o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, der o seu parecer.

Segundo o chefe da Polícia Civil do estado, delegado Osvaldo Morais, há cerca de 15 dias os delegados responsáveis pelo inquérito pediram ao MPPE, mais uma vez, a prorrogação do prazo. O pedido ainda não foi atendido. “Oficialmente, não fomos informados sobre esse pedido de investigação pela Polícia Federal, mas o inquérito está há duas semanas com os promotores que estavam trabalhando em conjunto com os delegados”, afirmou Morais.

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Polícia Civil rebate críticas da AMPPE

Ligação entre crimes no Agreste está sendo investigada pela polícia

Depois de ter descartado a possibilidade de ligação entre o assassinato do promotor Thiago Faria e a morte da esposa de um primo de Mysheva Martins, ocorrida no dia 10 de dezembro de 2013, a polícia mudou de opinião e está investigando o caso. Um exame de balística foi solicitado ao Instituto de Criminalística (IC) para tentar identificar se o tipo de munição e a arma usados na execução de Lúcia de Fátima Gomes e Silva são os mesmos utilizados pelos assassinos do promotor.

Segundo fontes da polícia, caso esse resultado seja compatível, os investigadores já saberão os nomes dos executores de Thiago Faria. Isso porque os homens que mataram Lúcia foram identificados. A suspeita de relação entre os crimes foi levantada pelo modo da execução, semelhante à morte do promotor.

Lúcia de Fátima estava acompanhada do marido Genival Martins dos Santos, que dirigia seu veículo para o Sítio Salgado, na Zona Rural de Itaíba, quando elefoi surpreendido por três homens. Houve troca de tiros. Lúcia não resistiu. Genival, que havia saído da prisão poucos dias antes do atentado, foi encontrado em casa com uma espingarda e um revólver calibre 38. Ele foi autuado por tentativa de homicídio (por ter disparado contra os atiradores) e porte ilegal de armas.

Na época, a polícia alegou que a motivação do crime teria sido vingança, porque Genival seria responsável pelo assassinato do parente de um dos suspeitos de participarem do atentado contra ele. O exame de balística que está sendo feito pelo IC ainda não tem data para ficar pronto.

Do Diario de Pernambuco

Reconstituição do crime põe em dúvida depoimento da noiva do promotor

A reconstituição do assassinato do promotor de Itaíba, Thiago Faria Soares, realizada na manhã dessa segunda-feira, mostrou que a advogada Mysheva Martins, sua noiva, não teria condições de identificar com clareza a pessoa que atirou nele. A constatação de fontes do IC contradiz o depoimento de Mysheva à polícia no qual ela afirma ter reconhecido o agricultor Edmacy Cruz Ubirajara como o autor dos disparos.

A noiva de Thiago Faria participou ontem da simulação que refez o suposto caminho dela e do promotor, começando na cidade, passando pela fazenda e chegando à estrada, onde o Corsa dos bandidos emparelhou com o Hyundai da vítima e um dos criminosos disparou usando uma espingarda calibre 12. Mysheva se abaixou no momento dos tiros (PAULO PAIVA/DP/D.A.PRESS)

O assassinato ocorreu em 14 de outubro, na rodovia PE-300, em Águas Belas, Agreste do estado. A polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido motivado por disputa pelas terras da Fazenda Nova. O depoimento de Mysheva, que foi gravado pela polícia, chegou a motivar a prisão do suspeito, solto na semana passada por falta de provas. O laudo da simulação deve ficar pronto em até 30 dias. Já o inquérito ainda não tem data para ser concluído.

Segundo a perita do Instituto de Criminalística (IC) Vanja Coelho, que coordenou a reconstituição, durante mais de três horas peritos, auxiliares, fotógrafos e policiais civis refizeram os últimos passos de Thiago, Mysheva e do tio dela, Adaltivo Martins, que estaria de carona com o casal no dia do crime. “A reprodução simulada foi bastante frutífera e todos os resultados serão anexados ao inquérito policial num prazo entre 20 e 30 dias. Analisamos os ângulos de visão e refizemos tudo que as testemunhas disseram. Durante todo o tempo, Mysheva esteve bastante emocionada”, comentou Vanja.

 (PAULO PAIVA/DP/D.A.PRESS)

Outro elemento demonstrado na reconstituição é que o casal foi até a Fazenda Nova, onde Mysheva arrendou alguns hectares de terra, antes de seguir para Itaíba. Baseada apenas no depoimento da noiva do promotor e das testemunhas oculares da cena do crime, a reprodução simulada mostrou que havia três homens dentro do Corsa que interceptou o Hyundai do promotor na PE-300. A pessoa que efetuou os disparos estava sentada no banco traseiro do veículo, que não tinha placa dianteira.

 (PAULO PAIVA/DP/D.A.PRESS)

A delegada Josineide Confessor, que preside o inquérito juntamente com o delegado Alfredo Jorge, pouco falou sobre as investigações. “A reconstituição foi para esclarecer algumas dúvidas e confrontar com os depoimentos das testemunhas. Todas as diligências feitas até agora foram bastante proveitosas, no entanto, como o caso está sob segredo de Justiça, não podemos dar maiores detalhes”, ressaltou a delegada.

Reconstituição da morte do promotor de Itaíba acontece nesta segunda-feira

Dois meses e nove dias após a morte do promotor de Justiça de Itaíba Thiago Faria Soares, 36 anos, a Polícia Civil e o Instituto de Criminalística (IC) de Pernambuco irão realizar a reprodução simulada do momento do assassinato que segue em investigação, agora pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A reconstituição que será realizada na rodovia PE-300, na manhã desta segunda-feira, no horário aproximado ao do crime, vai ser fundamental, junto com os resultados dos laudos periciais, para a conclusão do inquérito policial.

Thiago Faria foi executado dentro do próprio carro. Foto: Anônimo

Thiago Faria foi executado dentro do próprio carro. Foto: Anônimo

Quatro delegados da PC e seis profissionais do IC, entre peritos, auxiliares e fotógrafo foram escalados para o trabalho. As investigações, que correm sob segredo de justiça, estão sendo conduzidas agora pelos delegados Josineide Confessor e Alfredo Jorge. No entanto, os delegados Salustiano Albuquerque e Rômulo Holanda, que iniciaram as investigações, deverão estar presentes para auxiliar nos trabalhos. A perita criminal Vanja Coelho estará à frente dos detalhes periciais. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) está acompanhando as investigações. A única pessoa que estava presa como suspeito do crime, Edmacy Cruz Ubirajara, 47, foi solto na semana passada por falta de provas.

Thiago Faria foi morto a caminho do trabalho. Foto: Reprodução/Facebook

Promotor foi morto a caminho do trabalho ao lado da noiva. Foto: Reprodução/Facebook

Edmacy, assim como a advogada Mysheva Martins, 30, noiva do promotor assassinado, e o tio dela que estava no carro na hora do crime foram convocados a participar da reconstituição. Porém, os três têm o direito de se recusarem a fazer parte da reprodução simulada. Caso eles não queiram participar, a polícia já tem pessoas que possam substituí-los. O crime aconteceu numa manhã de segunda-feira, como a de hoje, quando a cidade recebe uma grande quantidade de pessoas por causa da feira livre que acontece em quase todas as ruas do município.

Suspeito de matar promotor de Itaíba pode deixar prisão nesta quarta

Depois de esperar durante todo o dia de ontem pela soltura do agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, 47 anos, os parentes do homem suspeito de ter assassinado o promotor de Justiça de Itaíba Thaigo Faria Soares, 36, no dia 14 de outubro, no Agreste do estado, voltaram para casa sem levá-lo. Isso porque o alvará de soltura expedido pela 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) não chegou a tempo ao Fórum de Abreu e Lima para que Edmacy deixasse a prisão.

O homem, identificado como Edmacyr Cruz Ubirajara, foi reconhecido pela noiva da vítima, Mysheva Martins, que estava no carro do promotor na hora do crime. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Um problema no sistema eletrônico do TJSE impediu o envio da carta precatória para Pernamnbuco, o que só deve acontecer na manhã de hoje. Caso o documento seja recebido nesta quarta-feira, Edmacy, que até então tem sido apontado pela polícia pernambucana como o assassino do promotor, deverá deixar a unidade prisional onde está preso há dois meses. O mandante do crime, também segundo a polícia, o fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, continua foragido.

Família do suspeito aguardou na frente do Cotel, mas Edmacy não foi solto. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Enquanto o filho e os advogados de Edmacy estiveram no Fórum de Abreu e Lima, a esposa, uma irmã e uma sobrinha foram ao Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, na esperança de que ele fosse posto em liberdade. “Meu marido está 16 quilos mais magro, dorme num colchonete e chegou a adoecer dentro do presídio. Estamos anciosos pela saída dele. Edmacy não poderia ficar preso por um crime que ele não cometeu”, ressaltou a esposa, Solange Rodrigues Pereira, 46.

“A família está resolvendo se vai esperar esse alvará chegar aqui em Abreu e Lima ou se vai buscar lá em Sergipe. O que a gente mais quer agora é ver meu irmão livre dessa cadeia. Ele está preso mesmo sendo inocente. A propria Mysheva (noiva do promotor) está dizendo agora que não disse à polícia que foi meu irmão quem atirou no promotor”, afirmou a aposentada Neuza Ubirajara, 60.

A decisão judicial que determina a liberdade do agricultor foi assinada pelo juiz Diógenes Barreto. Em seu despacho, ele ressalta “o principal dado  concreto que motivou a ordem restritiva foi a suposta prática, pelo réu, de  novo delito na Justiça pernambucana. Porém, a consequência lógica daquelas investigações seria a propositura da respectiva ação penal. Conforme noticiado pelo Ministério Público, isso ainda não ocorreu. A demora em deflagrar a ação penal realmente gera incerteza quanto a autoria delitiva/participação de Edmacy no crime. Diante do exposto e tudo que dos autos consta, defiro o pleito de revogação da custódia cautelar do denunciado, devendo a autoridade policial colocá-lo imediatamente em liberdade”. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Pernambuco, o Fórum de Abreu e Lima não recebeu nenhuma comunicação do TJSE sobre a soltura de Edmacy Cruz até o final da tarde de ontem.

Thiago Faria foi morto a caminho do trabalho. Foto: Reprodução/Facebook

Águas Belas
Thiago Faria Soares, 36 anos, foi encontrado morto com pelo menos quatro tiros de espingarda calibre 12, em seu carro, um Hyundai, no Km 15 da PE-300, em Águas Belas, a caminho do Fórum de Itaíba, onde trabalhava. Segundo a polícia, ele estava no veículo com a noiva Mysheva Martins e o tio dela Adautivo Martins. Dois homens ocupando um Corsa teriam trancado o veículo do promotor e fizeram os primeiros disparos. Em seguida, voltaram e executaram Thiago Faria com tiros no rosto e no pescoço. Os Martins escaparam ilesos da emboscada. Ainda de acordo com a polícia, crime teria sido motivado por uma disputa por terras de parte de uma fazenda arrendada por Mysheva.

Suspeito de atirar em promotor deve deixar o Cotel nesta terça-feira

O homem suspeito de ter assassinado o promotor de Itaíba Thiago Faria Soares, 36 anos, pode deixar o Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, a qualquer momento. A família do agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, 47, passou o final da tarde desta segunda-feira na frente da unidade prisional, no entanto, o alvará de soltura expedido pela Justiça sergipana não chegou a tempo para que Edmacy deixasse o presídio onde está detido há dois meses.

O homem, identificado como Edmacyr Cruz Ubirajara, foi reconhecido pela noiva da vítima, Mysheva Martins, que estava no carro do promotor na hora do crime. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Edmacy Cruz Ubirajara foi apontado pela polícia pernambucana como o homem que atirou e matou o promotor de Itaíba, no dia 14 de outubro deste ano, na rodovia PE-300, no município de Água Belas, no Agreste. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Ressocialização (Seres), até o final da tarde, o oficial de justiça não havia apresentado nenhum documento à direção do presídio. “Conseguimos o alvará na Justiça de Sergipe e nesta terça-feira ele deve deixar a prisão. Estaremos aqui no Cotel logo cedo para esperar a saída dele”, explicou Edmacy Filho.

O alvará de soltura do estado de Sergipe, onde Edmacy já respondeu a outros crimes e estava, inclusive, em liberdade por força de um habeas corpus, segundo a família, determina que ele seja liberado do Cotel porque não houve provas de que ele havia cometido um novo delito em Pernambuco. “No mês de novembro, chegou um mandado de prisão preventiva para que ele ficasse preso porque teria praticado outro crime aqui, que seria a morte do promotor pela qual está sendo acusado, o que não ficou provado. Agora, a Justiça está determinando que ele deve ser solto”, explicou o filho do suspeito.

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Morte de promotor completa um mês nesta quinta-feira

Thiago Faria foi executado dentro do próprio carro. Foto: Anônimo

Thiago Faria foi executado dentro do próprio carro. Foto: Anônimo

Amanhã faz um mês que o promotor Thiago Faria Soares, 36 anos, foi assassinado com vários tiros de espingarda calibre 12, no município de Águas Belas, no Agreste do estado. De lá para cá, uma pessoa foi presa apontada com o executor do crime e outra continua sendo procurada numa caçada que ultrapassa os limites do estado. A Polícia Civil e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) firmaram um pacto de silêncio para não falar mais sobre as investigações.

Thiago Faria foi morto a caminho do trabalho. Foto: Reprodução/Facebook

Thiago Faria foi morto a caminho do trabalho. Foto: Reprodução/Facebook

Até agora, segundo fontes da polícia, mais de 50 pessoas foram intimadas a prestar depoimentos na Delegacia de Águas Belas, onde o crime está sendo investigado por quatro delegados. O Disque-Denúncia está oferecendo uma recompensa de R$ 10 mil por informações que levem à prisão do fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, apontado pela polícia como o mandante da assassinato.

Enquanto isso, o agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, 47, segue preso no Centro de Triagem, em Abreu e Lima. Ele foi detido após se apresentar à polícia, mas nega participação na morte do promotor. Segundo o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, delegado Osvaldo Morais, o inquérito que apura o assassinato ainda não foi concluído porque nenhuma perícia que está sendo realizada foi entregue aos delegados. Com isso, o prazo inicial de 30 dias para a conclusão do inquérito vai ser prorrogado por mais 30.

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A Justiça negou o pedido de revogação de prisão feito pelos advogados do agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, 47 anos, suspeito de ter assassinado o promotor Thiago Faria Soares, morto no dia 14 de outubro. Apesar da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) ainda não ter emitido nenhuma nota sobre o assunto, o filho e o sobrinho de Edmacy confirmaram que o pedido foi indeferido.

O homem, identificado como Edmacyr Cruz Ubirajara, foi reconhecido pela noiva da vítima, Mysheva Martins, que estava no carro do promotor na hora do crime. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

De acordo com o advogado Leandro Ubirajara, sobrinho de Edmacy e filho de Zé Maria (apontado como mandante do crime), a família ainda não sabe o motivo pelo qual a revogação da prisão temporária do agricultor foi negada. “Por enquanto, não iremos recorrer da decisão. Vamos esperar o término do prazo da prisão temporária, que será no dia próximo dia 15, para decidir o que iremos fazer”, destacou Leandro.

Leandro será ouvido nesta terça à tarde. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Leandro confirmou negativa da Justiça. Paulo Paiva/DP/D.A Press

Nessa quarta-feira, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) emitiu uma recomendação para que a Justiça não concedesse o relaxamento da prisão do suspeito de assassinar o promotor. O agricultor Edmacy Cruz Ubirajara está preso no Centro de Triagem Professor Everado Luna (Cotel), em Abreu e Lima, Região Metropolitana do Recife desde o dia 15 de outubro. O processo corre em segredo de Justiça, a pedido do MPPE. O pedido de revogação da prisão do agricultor foi solicitado no último dia 29 pelo advogado Anderson Flexa.

Delegados ouvirão 30 pessoas sobre morte de promotor nesta semana

Pelo menos 30 novos depoimentos estão previstos para acontecer até o final desta semana sobre as investigações da morte do promotor Thiago Faria Soares, 36 anos, assassinado no dia 14 deste mês, em Itaíba. Na tarde dessa terça-feira, o advogado Leandro Ubirajara, 28, foi ouvido pelos investigadores na Delegacia de Águas Belas. O depoimento durou aproximadamente três horas.

Thiago Faria foi morto a caminho do trabalho. Foto: Reprodução/Facebook

Thiago Faria foi morto a caminho do trabalho. Foto: Reprodução/Facebook

Além dele, pelo menos outras nove pessoas foram interrogadas por três delegados. Leandro é o filho mais velho de José Maria Pedro Rosendo Barbosa, o Zé Maria de Mané Pedo, que está sendo apontado pela polícia como o mandante do assassinato do promotor. Ele é a segunda da pessoa da família a ser ouvida pela polícia. Na semana passada, a esposa de Zé Maria, a dona de casa Jandira Cruz, 52, também prestou depoimento.

Apesar dos delegados que investigam o caso não estarem falando sobre o assunto, um dos policiais adiantou que essa semana terá depoimentos todos os dias da semana. Também nessa terça-feira, o advogado Anderson Flexa protocolou, no Fórum de Itaíba, no Agreste do estado, o pedido de revogação da prisão temporária do agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, 47, que está preso desde o último dia 15 sob acusação de ter efetuado os disparos que matou o promotor.

 

Polícia continua buscando suspeitos. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Polícia procura suposto mandante do crime. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Edmacy foi detido após se apresentar à polícia porque havia um mandado de prisão contra ele por outro crime. No entanto, o agricultor foi reconhecido pela noiva do promotor, a advogada Mysheva Ferrão Martins, 30, como sendo o autor dos disparos que mataram Thiago Faria. Apesar de ter negado o envolvimento no crime, Edmacy foi levado ao Centro de Triagem, em Abreu e Lima, por força de um mandado de prisão temporária.

“Protocolamos o pedido de revogação da prisão temporária de Edmacy e o juiz vai analisar o documento nesta quinta-feira. Nós entendemos que não existem mais subsídios para que Edmacy continue preso. Além disso, no depoimento dele não houve contradições. A família tem esperanças de que ele seja solto antes do dia 9 de novembro porque vai ser o dia da formatura da filha dele. A jovem vai se formar em veterinária e o pai vai ser o homenageado dela na festa”, ponderou Anderson Flexa.

Após sair do Fórum de Itaíba, o advogado seguiu para Águas Belas onde foi pegar cópias das imagens coletadas pela família de Edmacy com as quais pretendem provar que ele estava no centro da cidade no momento do crime. Além dos nomes das testemunhas que podem depor a favor do seu cliente.