Edmacy deixa prisão e diz que vai provar sua inocência na morte do promotor

Com as mãos erguidas e um sorriso no rosto, o agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, 47 anos, deixou o Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, na tarde dessa quarta-feira. Apontado pela polícia como principal suspeito de ter atirado contra o promotor de Justiça de Itaíba, Thiago Faria Soares, 36, morto em 14 de outubro, ele estava preso há 65 dias. A falta de provas suficientes para que a polícia pernambucana solicitasse à Justiça uma prisão preventiva resultou na soltura de Edmacy. Abraçado aos familiares, ele garantiu que era inocente. “Estou provando isso.”

Agricultor perdeu 16 kg enquanto esteve preso. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Agricultor perdeu 16 kg enquanto esteve preso. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

O suspeito foi detido um dia após a morte do promotor. Depois de uma série de depoimentos e uma simulação dos passos que teria dado no momento em que a vítima era executada a tiros, Edmacy foi encaminhado no dia seguinte para o Cotel. A prisão temporária durou 30 dias. Como já respondia a outro processo no Sergipe, a Justiça daquele estado solicitou que ele continuasse preso. No entanto, o juiz Diógenes Barreto determinou a liberdade do suspeito, na sexta-feira passada, com o argumento de que “a demora (do MPPE) em deflagrar a ação penal realmente gera incerteza quanto a autoria delitiva/participação de Edmacy no crime”.

Em poucas palavras, tentando conter a emoção da liberdade, o agricultor afirmou que sentiu tristeza e revolta pelo tempo que ficou preso. “O pior momento é chegar em um lugar desses (Cotel) sem dever nada”, destacou. O advogado do suspeito, Anderson Flexa, comemorou a decisão favorável ao cliente. “Ele sempre disse que era inocente”, afirmou. O advogado não descartou entrar com uma ação contra o estado.

O suspeito seria solto na última terça-feira, mas o alvará expedido pela 5ª Vara Criminal do TJSE não chegou a tempo ao Fórum de Abreu e Lima, devido a um problema no sistema eletrônico que impediu o envio da carta precatória. A assessoria de imprensa da Polícia Civil de Pernambuco afirmou que não comentaria a saída do suspeito da prisão, nem sobre as investigações sobre a morte do promotor, que seguem sob sigilo.

Suspeito de matar promotor de Itaíba pode deixar prisão nesta quarta

Depois de esperar durante todo o dia de ontem pela soltura do agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, 47 anos, os parentes do homem suspeito de ter assassinado o promotor de Justiça de Itaíba Thaigo Faria Soares, 36, no dia 14 de outubro, no Agreste do estado, voltaram para casa sem levá-lo. Isso porque o alvará de soltura expedido pela 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) não chegou a tempo ao Fórum de Abreu e Lima para que Edmacy deixasse a prisão.

O homem, identificado como Edmacyr Cruz Ubirajara, foi reconhecido pela noiva da vítima, Mysheva Martins, que estava no carro do promotor na hora do crime. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Um problema no sistema eletrônico do TJSE impediu o envio da carta precatória para Pernamnbuco, o que só deve acontecer na manhã de hoje. Caso o documento seja recebido nesta quarta-feira, Edmacy, que até então tem sido apontado pela polícia pernambucana como o assassino do promotor, deverá deixar a unidade prisional onde está preso há dois meses. O mandante do crime, também segundo a polícia, o fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, continua foragido.

Família do suspeito aguardou na frente do Cotel, mas Edmacy não foi solto. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Enquanto o filho e os advogados de Edmacy estiveram no Fórum de Abreu e Lima, a esposa, uma irmã e uma sobrinha foram ao Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, na esperança de que ele fosse posto em liberdade. “Meu marido está 16 quilos mais magro, dorme num colchonete e chegou a adoecer dentro do presídio. Estamos anciosos pela saída dele. Edmacy não poderia ficar preso por um crime que ele não cometeu”, ressaltou a esposa, Solange Rodrigues Pereira, 46.

“A família está resolvendo se vai esperar esse alvará chegar aqui em Abreu e Lima ou se vai buscar lá em Sergipe. O que a gente mais quer agora é ver meu irmão livre dessa cadeia. Ele está preso mesmo sendo inocente. A propria Mysheva (noiva do promotor) está dizendo agora que não disse à polícia que foi meu irmão quem atirou no promotor”, afirmou a aposentada Neuza Ubirajara, 60.

A decisão judicial que determina a liberdade do agricultor foi assinada pelo juiz Diógenes Barreto. Em seu despacho, ele ressalta “o principal dado  concreto que motivou a ordem restritiva foi a suposta prática, pelo réu, de  novo delito na Justiça pernambucana. Porém, a consequência lógica daquelas investigações seria a propositura da respectiva ação penal. Conforme noticiado pelo Ministério Público, isso ainda não ocorreu. A demora em deflagrar a ação penal realmente gera incerteza quanto a autoria delitiva/participação de Edmacy no crime. Diante do exposto e tudo que dos autos consta, defiro o pleito de revogação da custódia cautelar do denunciado, devendo a autoridade policial colocá-lo imediatamente em liberdade”. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Pernambuco, o Fórum de Abreu e Lima não recebeu nenhuma comunicação do TJSE sobre a soltura de Edmacy Cruz até o final da tarde de ontem.

Thiago Faria foi morto a caminho do trabalho. Foto: Reprodução/Facebook

Águas Belas
Thiago Faria Soares, 36 anos, foi encontrado morto com pelo menos quatro tiros de espingarda calibre 12, em seu carro, um Hyundai, no Km 15 da PE-300, em Águas Belas, a caminho do Fórum de Itaíba, onde trabalhava. Segundo a polícia, ele estava no veículo com a noiva Mysheva Martins e o tio dela Adautivo Martins. Dois homens ocupando um Corsa teriam trancado o veículo do promotor e fizeram os primeiros disparos. Em seguida, voltaram e executaram Thiago Faria com tiros no rosto e no pescoço. Os Martins escaparam ilesos da emboscada. Ainda de acordo com a polícia, crime teria sido motivado por uma disputa por terras de parte de uma fazenda arrendada por Mysheva.

Suspeito de atirar em promotor deve deixar o Cotel nesta terça-feira

O homem suspeito de ter assassinado o promotor de Itaíba Thiago Faria Soares, 36 anos, pode deixar o Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, a qualquer momento. A família do agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, 47, passou o final da tarde desta segunda-feira na frente da unidade prisional, no entanto, o alvará de soltura expedido pela Justiça sergipana não chegou a tempo para que Edmacy deixasse o presídio onde está detido há dois meses.

O homem, identificado como Edmacyr Cruz Ubirajara, foi reconhecido pela noiva da vítima, Mysheva Martins, que estava no carro do promotor na hora do crime. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Edmacy Cruz Ubirajara foi apontado pela polícia pernambucana como o homem que atirou e matou o promotor de Itaíba, no dia 14 de outubro deste ano, na rodovia PE-300, no município de Água Belas, no Agreste. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Ressocialização (Seres), até o final da tarde, o oficial de justiça não havia apresentado nenhum documento à direção do presídio. “Conseguimos o alvará na Justiça de Sergipe e nesta terça-feira ele deve deixar a prisão. Estaremos aqui no Cotel logo cedo para esperar a saída dele”, explicou Edmacy Filho.

O alvará de soltura do estado de Sergipe, onde Edmacy já respondeu a outros crimes e estava, inclusive, em liberdade por força de um habeas corpus, segundo a família, determina que ele seja liberado do Cotel porque não houve provas de que ele havia cometido um novo delito em Pernambuco. “No mês de novembro, chegou um mandado de prisão preventiva para que ele ficasse preso porque teria praticado outro crime aqui, que seria a morte do promotor pela qual está sendo acusado, o que não ficou provado. Agora, a Justiça está determinando que ele deve ser solto”, explicou o filho do suspeito.

Leia mais sobre o assunto em:

Dois meses da morte do promotor e inquérito ainda não foi concluído

Famílias penam para visitar parentes no Cotel, em Abreu e Lima

Durante essa semana, o Diario de Pernambuco publicou a série de reportagens #NaportadoCotel da repórter Marcionila Teixeira, que revela o drama das famílias que são obrigadas a passaram horas numa fila que vara a noite e a madrugada do sábado para visitarem seus parentes presos no Centro de Triagem de Abreu e Lima todos os domingos. A reportagem também está disponível num hotsite que está disponível no portal do Diariodepernambuco.com.br. Acompanhe o vídeo feito na frente do Cotel. As imagens são da fotógrafa Bruna Monteiro.

Diario lança especial #NaPortadoCotel

Desta quarta-feira (12) até sexta-feira (14), o Diario de Pernambuco apresenta, na versão impressa e online, a série de reportagens #NaPortadoCotel, com textos da repórter Marcionila Teixeira e fotos de Bruna Monteiro, revelando os detalhes dessa espera, o retrato das filas pelas unidades do país afora e a impressão do governo do estado e dos direitos humanos acerca da fila que não para de crescer.

Na internet, o jornal traz um hotsite especial com conteúdo extra, como vídeos, infográficos e galeria de imagens, atualizado diariamente junto com a versão impressa. Para acessar, basta entrar no site www.diariodepernambuco.com.br.

As repóretes acompanharam os dramas de mães, esposas e pais na busca pelo encontro com os parentes presos. Descobriram o comércio que sobrevive da dor alheia, alugando colchões velhos e até vendendo lugares na fila do Cotel. A unidade foi projetada para receber 311 presos, mas tem hoje sete vezes mais homens. Cerca de 40 chegam por dia à unidade.

Confira o teaser do trabalho:

Missão cumprida

Pouco mais de 30 horas depois da morte da passageira Suany Muniz Rodrigues, 33 anos, que morreu após ter sido baleada num assalto a ônibus, a polícia conseguiu prender o homem que confessou ter apertado o gatilho da arma que tirou a vida de uma mulher que tinha muitos planos para sua vida pessoal e profissional. O corpo de Suany foi sepultado sob revolta e lamentação dos familiares e amigos. Enquanto isso, do outro lado do crime, a polícia corria contra o tempo para capturar os suspeitos pelo assassinato. Até o final da manhã desta sexta-feira havia conseguido prender pelo menos um deles. Mesmo cansados, os policiais relataram que estavam satisfeitos com o trabalho realizado. Numa demonstração de amor pela profissão.

PMs seguiram com o suspeito para o IML. Fotos: Wagner Oliveira/DP/D.A.Press

“Estamos sem dormir. Desde ontem iniciamos as diligências atrás dos suspeitos, mas ficamos felizes por conseguir prender o rapaz que atirou e matou a passageira. Agora, as outras equipes estão na rua para prender os outros envolvidos no crime”, relatou um soldado do Grupo de Apoio Tático Itinerante do 19º BPM que participou da prisão do suspeito. Na mesma empolgação estavam os agentes da Polícia Civil. Foram horas seguidas de trabalho para tirar os criminosos das ruas. Depois de passar a manhã prestando depoimento na Delegacia de Prazeres, Leandro Assis da Silva, 29 anos, foi fazer exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML) e depois seguiu para o Centro de Triagem, em Abreu e Lima.

Militares relataram estar satisfeitos com o resultado do trabalho

O depoimento

Durante as horas em que prestou depoimento à equipe de Crimes Violentos Letais Intencionais da Delegacia de Prazeres, Leandro disse que essa teria sido a primeira vez que praticava um assalto. Relatou ter sido “convidado” pelo comparsa para a empreitada. Aceitou sem titubear. Entraram no ônibus com destino a Barra de Jangada certo de cometer o crime na viagem de ida. Decidiram praticar o crime quando o coletivo voltava para o Curado. Momento em que Suany resolveu sair da aula mais cedo para contar à família que havia sido promovida no trabalho. Do apurado no assalto, Leandro diz que ficou “apenas” com dois telefones celulares, os quais trocou por pedras de crack. Histórias que se repetem, infelizmente, quase todos os dias.

 

Nem a pau, Juvenal. Delegado preso por corrupção não vai mais para o Cotel

Já perdi as contas de quantas matérias escrevi onde as pessoas acusadas de cometer delitos, após presas em flagrante, eram encaminhadas para o Cotel ou Aníbal Bruno. Também não sei dizer o número de quantos desses casos eram relativos a pequenos furtos ou prisões por posse de pequenas quantidades de drogas. Não estou aqui querendo dizer que sou a favor de crimes considerados “pequenos”, mas apenas ponderar que nem sempre a lei é cumprida de forma igual para todos. Digo isso porque depois de ter sido preso em flagrante, segundo a polícia, por estar recebendo propina para liberar um caminhão que estava em sua delegacia e passar mal, o delegado Carlos Gilberto conseguiu pagar uma fiança de mais de R$ 8 mil e não ir mais para a prisão após a alta médica que deve receber em breve. Ele está internado no Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape).

Pois bem, em 2006, o Diario de Pernambuco publicou uma reportagem onde um jovem de 18 anos havia sido condenado a cinco anos de prisão por ter roubado um galo e uma galinha. Juvenal Gomes do Nascimento, morador da cidade de Pedra, a 275 quilômetros do Recife, cumpriu a pena em regime semi-aberto, no Presídio de Canhotinho, no Agreste, porque era réu primário e confesso. O crime ocorreu na madrugada de 10 de agosto de 2005. Segundo a denúncia do Ministério Público, Juvenal, juntamente com outros dois homens, tentaram arrombar a porta da casa de um casal de idoso, no Sítio Bica de Baixo.

Supõe-se que tentavam roubar a moto do filho do casal. Um dos donos da casa acordou e gritou. Assustado, o trio fugiu. Juvenal levou consigo uma galinha e um galo que estavam no quintal. A polícia foi acionada e o prendeu em flagrante. Uma das aves já estava morta. A outra foi devolvida. Juvenal, então, entregou um galo seu como forma de repor a galinha abatida. O Ministério Público o denunciou por furto qualificado em 25 de agosto de 2005. A sentença veio em 24 de fevereiro de 2006, acatando o pedido do promotor.

E Juvenal, que era analfabeto e desempregado, pagou à Justiça pelo seu erro. Assim como ele, vários Juvenais pagaram e pagam pelos seus delitos enquanto pessoas que cometeram crimes muito mais graves seguem desfrutando da maior liberdade. E assim caminha a humanidade.

Leia matéria publicada no Diario de Pernambuco desta sexta-feira sobre o pagamento de fiança feito pelo delegado preso.

O delegado Carlos Gilberto Freire de Oliveira, 61 anos, aguarda para hoje o resultado de um exame que poderá determinar ou não a realização de uma cirurgia. Preso em flagrante no dia 16 após ser autuado por policiais da Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS), o delegado foi socorrido e acabou ficando internado no Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape). Carlos Gilberto foi flagrado recebendo R$ 700,00, que seriam para liberar um caminhão apreendido.

Segundo o advogado do delegado, José Pessoa Lins Junior, somente haverá pronunciamento se ele for indiciado no inquérito e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) aceitar a denúncia. Na quarta-feira, apesar de posicionamento contrário do MPPE, a juíza Ana Cristina de Freitas Mota, da Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária da Capital, acatou o pedido de liberdade provisória mediante pagamento de fiança de R$ 8.086,00.

 

Equipe do delegado preso por receber propina também será investigada

Diretores e delegados da Polícia Civil do estado passaram o final de semana monitorando a situação do delegado que está preso e internado após ter sido pego em flagrante, segundo a polícia, cobrando propina. O delegado pode seguir para a prisão a qualquer momento, mas tudo agora vai depender da evolução do seu quadro de saúde. A partir desta segunda, as investigações serão retomadas. Confira matéria publicada no Diario de Pernambuco desta segunda-feira. O texto é do repórter Raphael Guerra.

 

Policiais civis que trabalham diretamente com o delegado Carlos Gilberto Freire de Oliveira, 61 anos, preso em flagrante, de acordo com a polícia, por crime de concussão (extorsão cometida por funcionário público), também serão investigados. O objetivo é identificar se algum deles está envolvido em esquemas criminosos, como cobrança de propina, dentro da Delegacia de plantão da Várzea. O delegado passará nesta segunda-feira por novos exames no Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape), onde está internado desde a última sexta-feira, quando foi preso. Após receber alta, seguirá para o Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima.

“Testemunhas e pessoas citadas durante a prisão em flagrante do delegado serão ouvidas ao longo desta semana. Temos dez dias até a conclusão do inquérito, que também apura se mais algum policial tem participação no crime”, explicou a delegada de Repressão aos Crimes contra a Administração e Serviços Públicos Andrea Veras. Segundo ela, mesmo com a divulgação da prisão do suspeito, nenhuma nova denúncia contra ele foi registrada na delegacia. Na esfera criminal, o suspeito pode pegar de dois a oito anos de detenção.

Carlos Gilberto foi flagrado em frente à reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no momento em que recebia R$ 700 para liberação de um caminhão apreendido pela Delegacia da Várzea, onde ele atua como plantonista. Antes, ele havia exigido o pagamento de R$ 1,5 mil, mas acabou aceitando receber menos da metade do valor. O dono do caminhão, vítima da extorsão, havia vendido o veículo a outra pessoa, que deixou de efetuar o pagamento de algumas parcelas. Na quarta-feira passada, a vítima foi até a delegacia prestar queixa e o veículo foi apreendido. Quando foi resgatá-lo, ela foi informada que deveria pagar a quantia estipulada pelo delegado.

Antes de ir à Cidade Universitária para entregar o dinheiro, a vítima procurou a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social e denunciou o crime. Uma sindicância foi aberta para investigar administrativamente a conduta do suspeito, que tem 26 anos de experiência na Polícia Civil. Ele pode, inclusive, ser expulso da corporação. O advogado de defesa, José Pessoa Lins Júnior, afirmou que iria se reunir na noite de ontem com familiares do delegado para decidir que providências seriam tomadas. Ele disse ainda que vai se pronunciar oficialmente hoje sobre o caso. “Meu cliente foi vítima de uma armação. Tudo será esclarecido”, garantiu o advogado.

Em março deste ano, o então delegado titular de Combate à Pirataria, Tiago Cardoso, e outros quatro policiais civis foram presos por suspeita de envolvimento num esquema de cobrança de propinas a grandes comerciantes do Recife. O grupo também teria liberado mercadorias apreendidas ou deixado de realizar prisões e apreensões de vendedores de mídias piratas, em troca de dinheiro.

Leia mais sobre o caso em:

Delegado preso por corrupção está internado no Procape

 

Delegado preso por corrupção está internado no Procape

 

O delegado Carlos Gilberto Freire de Oliveira, 61 anos, está internado no Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape), no bairro de Santo Amaro. O policial foi preso na tarde dessa sexta-feira, segundo a polícia, depois de ter sido flagrado por policiais da Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) recebendo R$ 700 de propina para liberar um caminhão apreendido por sua equipe da Delegacia de plantão da Várzea.

Após ser autuado em flagrante, Carlos Gilberto, que tem problemas cardíacos, precisou ser socorrido e levado para a unidade de saúde onde permanece sob escolta policial e sem previsão de alta médica. Caso o policial seja liberado neste sábado ou domingo, seguirá diretamente para o Cotel, em Abreu e Lima. Se os médicos só derem alta a ele na segunda-feira, antes de seguir para a prisão, o delegado irá prestar depoimento na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração e Serviços Públicos.O advogado do policial afirma que ele é inocente e disse que irá provar que seu cliente foi vítima de uma armação.

A prisão do delegado foi manchete do Diario de Pernambuco deste sábado. Confira parte da matéria:

O delegado de plantão da Delegacia da Várzea Carlos Gilberto Freire de Oliveira, 61 anos, foi pego em flagrante depois de exigir o pagamento da quantia de R$ 1,5 mil para liberação de um caminhão apreendido. Ele foi denunciado à Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) e preso em frente à reitoria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) ontem, por volta das 12h, quando a vítima efetuava o pagamento de R$ 700,00. Na delegacia, ele alegou problemas cardíacos e foi encaminhado, à noite, com escolta, a um hospital não revelado pela polícia. Preso em flagrante, será encaminhado ao Cotel quando receber alta, segundo a delegada Andrea Veras.

Depois de ser levado à delegacia, por volta das 12h,<br /><br /><br />
Carlos Gilberto Freire passou mal, no início da noite,<br /><br /><br />
e precisou ser socorrido em uma unidade de saúde (ALICE SOUZA/DP/D.A PRESS)

Após ser autuado, delegado precisou ser socorrido. Foto: Alice de Souza/DP/D.A/Press

O caminhão foi apreendido na última quarta-feira, após uma divergência financeira de compra e venda do veículo. Segundo Andrea Veras, da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (DPRCCASP), a vítima da extorsão – que não teve o nome revelado – havia vendido o veículo a um terceiro, que deixou de efetuar o pagamento de algumas parcelas da dívida. Na quarta-feira, a vítima foi até a delegacia da Várzea prestar queixa contra o homem que estava com o caminhão, que foi identificado e teve o veículo apreendido no mesmo dia.

 (LÍLIAN PIMENTEL/ESP. AQUI PE/D.A PRESS)

Carlos tinha 26 anos na polícia. Foto: Lilian Pimentel/DP/D.A/Press

“Quando chegou à delegacia para buscar o carro, entretanto, o delegado queria receber R$ 1,5 mil para liberar o caminhão. Ele e o dono do veículo então acordaram de se encontrar na manhã de ontem, em frente à reitoria da UFPE, para que o pagamento fosse efetuado. Só que antes de ir, a vítima procurou a Corregedoria, na quinta-feira, e fez a denúncia. Ele foi ao local acompanhado de agentes, que efetuaram a prisão em flagrante”, detalhou Andrea.

A reportagem completa você encontra da edição impressa do Diario de Pernambuco.

Leia mais sobre a prisão em Delegado da Polícia Civil autuado por corrupção

 

Delegado da Polícia Civil autuado por corrupção

Um delegado da Polícia Civil de Pernambuco foi autuado em flagrante, segundo a polícia, por cobrar dinheiro de uma pessoa para liberar um caminhão apreendido pela delegacia. O caso foi registrado na Delegacia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos, na Rua Gervásio Pires.

Delegado estava na polícia há 26 anos. Foto: Lilian Pimentel/DP/D.A/Press

O delegado Carlos Gilberto Freire de Oliveira, que tem 61 anos e 26 de polícia, era do plantão da Várzea. Ele foi preso por volta das 12h desta sexta-feira após ter cobrado R$ 1,5 mil para entregar o veículo ao proprietário, de acordo com a polícia. O caminhão estava na delegacia porque uma pessoa que teria comprado o veículo não pagou as parcelas ao antigo proprietário, que prestou uma queixa na Delegacia da Várzea.

O delegado então conseguiu recuperar o veículo e fez a cobrança para devolver ao proprietário. Isso na quarta-feira. Na quinta-feira, o dono do caminhão fez a denúncia à Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS), que o orientou a marcar  um lugar para fazer a entrega do dinheiro.

Segundo a polícia, o delegado chegou a receber R$ 700 e foi preso  logo em seguida. Ele foi autuado pelo crime de concussão (ato de exigir para si ou para outrem, dinheiro ou vantagem em razão da função, direta ou indiretamente) e seguirá para o Centro de Triagem, em Abreu e Lima. Se for condenado, pode pegar uma pena de dois a oito anos de prisão.

Com informações da repórter Alice de Souza do Diario de Pernambuco

Em março, outro delegado foi preso acusado de corrupção. Leia mais sobre o assunto no link abaixo

Delegado Tiago Cardoso fala sobre os dias no Cotel