Polícia Federal faz palestras em escolas sobre pedofilia e outros crimes pela internet

A Polícia Federal em Pernambuco tem promovido palestras em escolas das redes pública e particular, igrejas, clubes, empresas e associações, para orientar pais e filhos em como se proteger de ataques de pedófilos e outros crimes utilizando a rede mundial de computadores.

As atividades são desenvolvidas ao longo de todo o ano pela Polícia Federal e para solicitar as palestras basta manter contato através do fone (81) 2137.4076 e fazer sua solicitação. As palestras são gratuitas.

Entidades temem que exploração aumente na Copa do Mundo. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

De acordo com a polícia, crianças e adolescentes com idades entre 2 e 16 anos são as maiores vítimas. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Nessas palestras pais são orientados por especialistas da polícia federal em como devem identificar possíveis sinais de ataques de pedófilos através do comportamento da criança, vigilância no acesso à internet e os filhos recebem informações de segurança ao utilizar páginas de relacionamento, bem como as estratégias utilizadas por pedófilos para atraí-los. Dentre algumas dicas que são repassadas para os pais e alunos em como utilizar sua página de relacionamento estão:

PARA OS PAIS:

  • Os pais devem supervisionar os acessos dos filhos de uma forma discreta;
  • A vida moderna exige que os pais tenham pelo menos conhecimento básico de internet e redes sociais para que eles possam instruir seus filhos – não conhecendo tais tecnologias eles estarão em desvantagem porque não saberão como devem proceder para ajudar seus filhos.
  • Os pais devem atrair a confiança dos filhos através de um diálogo aberto e sincero sem qualquer tipo de repressão, acusação ou condenação para que ao primeiro sinal de perigo a criança possa sentir-se a vontade e procurar a sua ajuda e nunca a de um desconhecido;
  • Diariamente os pais devem falar com seus filhos acerca de como foi a sua rotina com perguntas:

1) Como foi o seu dia hoje?

2)  Percebeu algo estranho, algum tipo de conversa inapropriada ou fotos com conteúdo adulto ao acessar a internet?

3) Conheceu alguma pessoa nova na escola ou na rede social? Alguém conhece essa pessoa?

PARA OS FILHOS:

  • Evitar postar informação pessoal em demasia. (Os criminosos podem utilizá-las para conhecer as preferências, aspirações, anseios e gostos particulares para se passar por alguém da mesma idade e que tem as mesmas características);
  • Evitar postar fotos em excesso: com pessoas (grupos de amigos), carros (a placa localiza o endereço), casa (mostra onde a pessoa mora); Vete o acesso de suas fotos para o público em geral.
  • Só adicione em seu perfil pessoas que você tem certeza que conhece pessoalmente. Nunca inclua desconhecidos nos contatos;
  • Há tempo para tudo. Nunca se exponha por muitas horas na internet.

O Brasil possui o quarto lugar no consumo de pedofilia no mundo. Não existe um perfil definido para se reconhecer um pedófilo, porém dentre as possíveis causas que levam uma pessoa á prática da pedofilia estão à sexualidade reprimida, perversão sexual, abuso na infância e transtornos de origem psicológica.

Suas estratégias para atrair crianças e adolescentes pela internet pode ser facilmente detectadas, suas vítimas geralmente são crianças e adolescentes entre 2 e 16 anos que foram abusadas sexualmente e tiveram suas imagens distribuídas na internet para consumo da rede criminosa que se estende pelo mundo.

Pioneira nesta área de investigação no Brasil a PF investiga tais casos através de iniciativa própria ou de denúncias feitas através do site www.pf.gov.br e sendo comprovada a existência do crime é instaurado inquérito policial e daí para frente passa-se a investigar os possíveis suspeitos com o objetivo de encontrar provas que identifique-o para realização de sua prisão.

Além dos sites já mencionados acima outros números também poderão ser acionados para fazer denúncias tais como: O nº 100, 3421-9595, além do 190 da Polícia Militar, o sigilo da informação e o anonimato são garantidos.

Com informações da assessoria de comunicação da PF

Gedalya Tauber chega ao Recife e já está preso no Cotel

O israelense Gedalya Tauber, 78 anos, que chefiou um esquema internacional de tráfico de órgãos com atuação no Recife, já está no Centro de Triagem, em Abreu e Lima. Após mais de cinco anos fora do Brasil, Gedalya agora deverá ficar preso novamente até março de 2018, quando termina sua pena. Acompanhado do delegado da Polícia Federal Alexandre Lucena e de um agente, o israelense desembarcou no Recife às 15h de ontem, fez exame de corpo de delito no IML e depois seguiu para o Cotel. Tauber foi preso pela primeira vez em dezembro de 2003.

Israelense veio escoltado por policiais federais. Foto: PF/Divulgação

Israelense veio escoltado por policiais federais. Fotos: PF/Divulgação

Segundo o delegado Alexandre Lucena, o israelense não precisou vir algemado. “Não sabemos o que ele fez esse tempo em que passou fora do Brasil. Ele contou apenas que esteve no Canadá, Israel e nos Estados Unidos visitando filhos e netos, mas não deu detalhes de onde morou nem o que fez”, explicou o delegado. Ainda segundo Lucena, para que Gedalya embarcasse foi preciso tirar um novo passaporte, pois o dele ficou retido na polícia italiana. Tauber chegou a passar mal durante o voo internacional e recebeu cuidados médicos no Aeroporto de Guarulhos.

Gedalya Tauber foi preso em junho do ano passado na Itália

Gedalya Tauber foi preso em junho do ano passado na Itália

O juiz da 1ª Vara Regional de Execução Penal, Luiz Rocha, afirmou que Gedalya ficará detido no Cotel até que a Justiça decida em qual unidade prisional ele irá terminar de cumprir sua pena. “Ele ficará no regime fechado, a princípio. Além disso, perde o benefício de ter um novo livramento condicional. Há informações não confirmadas de que Gedalya teria outras condenações por crimes na Itália e em Israel, mas isso precisa ser averiguado”, ponderou o magistrado.

Ex-oficial do Exército de Israel, Gedalya foi condenado a 11 anos e nove meses e depois conseguiu redução para oito anos, nove meses e 22 dias. Após cumprir parte da pena, conseguiu o livramento condicional mas não poderia deixar o país. No entanto, em janeiro de 2009, com autorização judicial para uma viagem de 30 dias a Israel, aproveitou para fugir e passou a ser considerado foragido em 2010. As pessoas que venderam órgãos ao israelense receberam valores entre R$ 5 mil e R$ 30 mil.