Audiência de instrução do caso Betinho remarcada para outubro

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) remarcou para o dia 24 de outubro, às 13h, a terceira audiência de instrução sobre o assassinato do professor José Bernardino da Silva Filho, mais conhecido como Betinho. A sessão estava prevista para acontecer na tarde desta quarta-feira, na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Rodolfo Aureliano.

Sandra e Márcia esperam que culpados sejam punidos. Foto: Wagner Oliveira/DP

Sandra e Márcia esperam que culpados sejam punidos. Foto: Wagner Oliveira/DP

O adiamento foi motivado pela ausência do delegado Alfredo Jorge, que está de férias. O delegado foi responsável pelas investigações do caso e pela conclusão do inquérito policial que indiciou dois estudantes do Colégio Agnes. Além de Alfredo Jorge, será ouvido na próxima audiência o estudante Ademário Gomes da Silva Dantas, 20 anos, e um perito particular contratado pela defesa.

As irmãs do professor assassinado, Sandra e Márcia Pereira, deixaram o fórum afirmando que não irão deixar de lutar por justiça. “Mais uma vez estamos voltando para casa sem respostas, mas esperamos que justiça seja feita”, disse Sandra. Betinho foi  encontrado morto dentro do seu apartamento, em maio do ano passado, na Avenida Conde da Boa Vista.

A investigação da Polícia Civil apontou que Ademário Dantas e outro estudante que à época tinha 17 anos foram os responsáveis pelo crime. Os dois eram alunos do Colégio Agnes, no Recife, onde Betinho trabalhava. O mais velho é filho do diretor do colégio. Os dois estudantes negam participação no assassinato.

Assembleia dos policiais civis adiada para dia 2 de agosto

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) adiou a assembleia que decidiria ontem sobre a paralisação da categoria. Uma nova assembleia foi marcada para o dia 2 de agosto, começando às 9h, em frente à sede do Sinpol, no bairro de Santo Amaro, com previsão também de uma passeata até o Palácio do Campo das Princesas. Na assembleia será decidido se a paralisação será de 24, 48 ou 72 horas.

Segundo o Sinpol, os policiais deveriam decidir sobre uma possível paralisação. A medida seria votada, segundo a entidade, por conta do tratamento que o governo de Pernambuco tem dado à categoria e à segurança pública do estado. “Não é novidade para a sociedade pernambucana que a segurança pública de Pernambuco passa por uma profunda crise, faltando comando e sobrando trapalhadas. Os policiais civis de Pernambuco têm o pior salário do Brasil e trabalham diariamente em condições desumanas, sendo obrigados a fazer cotas para material de escritório, água, copos e até mesmo a limpeza das Delegacias e Institutos da Polícia Civil. A situação é caótica”, informou a nota oficial divulgada pelo sindicato.

Ainda de acordo com Sinpol, mais de 350 profissionais compareceram ao local ontem à noite e decidiram pelo adiamento. “O Sindicato continua firme na luta e a categoria já mostra mobilização”, disse o presidente Áureo Cisneiros. E acrescentou que a categoria fez sua parte no acordo celebrado antes do carnaval, para elaborar de um novo plano de cargos e carreira para a categoria, que encerrou uma paralisação, mas o Governo de Pernambuco não cumpriu sua parte.