Familiares de Beatriz Mota fazem ato em Petrolina para homenagear garota

Familiares e amigos da estudante Beatriz Mota, assassinada em dezembro de 2015 com mais de 40 facadas, em Petrolina, no Sertão do estado, farão um ato nesta quarta-feira (10) para homenagear a pequena. Beatriz foi encontrada morta dentro do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde ela estudava e seu pai era professor. A Polícia Civil de Pernambuco ainda não conseguiu esclarecer o caso. Até agora, nenhum suspeito pelo crime foi preso.

Beatriz Mota tinha sete anos quando foi morta. Foto: Facebook/Reprodução

“Persistimos nessa luta por justiça, porque acreditamos primeiramente em Deus. Nossa Beatriz não teve chance de se defender. Mentes diabólicas planejaram com antecedência todos os detalhes para tirar a vida de uma inocente. Quem são essas pessoas envolvidas nesse mistério? Quais os reais motivos? O que eles não contavam era com o grande  amor que temos por Beatriz. Amor que nos une e fortalece diariamente. Estaremos hoje deixando flores para nossa princesa Beatriz, às 19h30 ao lado do Colégio”, disse Sandro Romilton, pai da garota.

Após protesto, parentes de Beatriz Mota são recebidos pelo governador

Depois de realizar um protesto pelas ruas do Centro do Recife durante a manhã e início da tarde desta terça-feira, os pais da menina Beatriz Angélica Mota, 7 anos, assassinada a facadas dentro de uma escola em Petrolina foram recebidos pelo governador do estado Paulo Câmara por volta das 15h.

Um grupo de parentes e amigos da garota saiu do Sertão do estado com o objetivo de entregar um abaixo-assinado ao governador pedindo agilidade nas investigações do crime que aconteceu no dia 10 de dezembro do ano passado. Com camisas com a foto da menina e cartazes, eles queriam chamar a atenção das autoridades de segurança pública para a solução do caso. Até agora, nenhum suspeito foi preso.

Ana Mota e Sandro Romildo foram recebidos por Paulo Câmara. Foto: Nando Chiappetta/DP

Lúcia Mota e Sandro Romildo foram recebidos por Paulo Câmara. Foto: Nando Chiappetta/DP

Ainda pela manhã, depois de serem informados que são seriam recebidos por Paulo Câmara, que não estava no Palácio do Campo das Princesas, os manifestantes seguiram em passeata até a Avenida Guararapes, onde a via foi fechada em protesto. O grupo de mais de 40 pessoas das cidades de Petrolina e Juazeiro (BA), incluindo crianças, viajou de ônibus até o Recife para entregar um abaixo-assinado com mais de 20 mil assinaturas, obtidas em duas semanas.

Durante toda a manhã, muito abalados, os pais da criança aguardaram dentro do ônibus, enquanto os manifestantes gritavam palavras de ordem, cantavam músicas religiosas e pediam por justiça. A irmã de Beatriz também participou do protesto. Antes de voltar ao Palácio do Campo das Princesas, o grupo parou na Ponte Princesa Isabel, o que deixou o trânsito no localidade congestionado.

Pelo menos seis pessoas podem estar envolvidas na morte da menina Beatriz Mota

As investigações da Polícia Civil de Pernambuco apontam que pelo menos seis pessoas podem estar envolvidas na morte da menina Beatriz Angélica Mota, 7 anos, assassinada a facadas, em dezembro do ano passado, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, no Centro de Petrolina. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo delegado responsável pelas investigações, Marceone Ferreira.

Além do homem apontado como o autor das facadas que mataram Beatriz Mota, a polícia afirma que cinco funcionários do colégio onde aconteceu o crime podem ter ligação com o caso. Segundo o delegado Marceone Ferreira, quatro homens e uma mulher que trabalharam no local no dia da festa mentiram nos depoimentos.

Beatriz tinha sete anos. Fotos: Reprodução/ Blog O Povo com a Notícia

Beatriz tinha sete anos. Fotos: Reprodução/ Blog O Povo com a Notícia

Ainda segundo o delegado, Beatriz não foi a única criança abordada pelo suspeito na noite do crime. Outra menina também foi abordada por um homem que pediu ajuda para buscar umas mesas. A criança, no entanto, não atendeu ao pedido e saiu correndo. Também de acordo com o delegado, as perícias feitas indicam que a menina não foi assassinada na sala em que foi encontrada.

Para a polícia, Beatriz teria sido morta em outro local e, já sem vida, teria sido levada para a sala utilizada como depósito de equipamentos esportivos desativado. Ainda de acordo com o delegado, a cena do crime teria passado por uma limpeza, o que dificultou o trabalho da perícia.

Suspeito está sendo procurado. Foto: Carol Sa Leitao/Esp. DP

Retrato falado de um suspeito foi divulgado. Foto: Carol Sa Leitao/Esp. DP

A menina foi assassinada no dia 10 de dezembro do ano passado em uma festa de formatura no colégio em que seu pai dá aulas de inglês, em Petrolina. Beatriz tinha ido para a festa acompanhada dos pais e da irmã mais velha, que foi participar das solenidades. A menina se afastou da mãe, Lúcia Mota, para beber água e não voltou. O colégio disse que só vai pronunciar sobre a coletiva da polícia nesta quarta-feira.

Até agora, nenhum suspeito foi preso, apesar da Polícia Civil ter divulgado o retrato falado do suspeito de ter cometido o crime. A imagem foi elaborada a partir do depoimento de várias testemunhas que estavam na festa. Uma recompensa no valor de R$ 10 mil esta sendo oferecida por informações que levem à prisão do ou dos suspeitos do crime.

Quem souber de algo que possa auxiliar a investigação deve ligar para o telefone do Disque-Denúncia Agreste (81) 3719-4545 ou pelo site www.disquedenunciape.com.br. O anonimato é garantido.

Inquérito policial apura agressões dentro de micro-ônibus

A Delegacia da Macaxeira está investigando a agressão sofrida pelos passageiros de um micro-ônibus do transporte complementar do Recife, na Zona Norte. Sete pessoas ficaram feridas após um grupo de pelo menos oito pessoas agredi-las com pedras, pedaços de madeira e facadas. Motorista, cobrador e passageiros viveram aproximadamente dez minutos de pânico.

As agressões aconteceram por volta das 19h do último domingo, quando o micro-ônibus que fazia linha Cassiterita/Jaqueira passava pelo Largo Dona Regina e estava lotado. As vítimas foram todas levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Descoberta, onde foram atendidas e depois liberadas. Uma delas continua internada no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Cordeiro.

Coletivo teve vários vidros quebrados. Foto: Reprodução/TV Clube

Coletivo teve vários vidros quebrados. Foto: Reprodução/TV Clube

Segundo o delegado da Macaxeira, Sérgio Fernando Nunes, um inquérito policial foi aberto para investigar o caso e identificar os agressores. “Até o momento, conversamos com o cobrador do coletivo e com o proprietário da empresa de ônibus. Ainda não sabemos o motivo exato da violência, mas as vítimas informaram que não houve roubo. Aparentemente, as pessoas que feriram os passageiros estavam voltando de uma festa de carnaval. Mas tudo isso ainda são informações iniciais. Precisamos tomar os depoimentos formais das pessoas envolvidas e estamos esperando receber as imagens que foram gravadas pelas câmeras do micro-ônibus”, ressaltou o delegado Sérgio Fernando.

Entre as sete pessoas que ficaram feridas, cinco tiveram ferimentos leves e duas foram atingidas por facadas. O passageiro Emerson Pedro Martins da Silva, 22 anos, permanece na sala de recuperação do HGV, de acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde de Pernambuco. Quem estava dentro do coletivo não consegue esquecer os momentos de terror que viveram com os agressores. “Graças a Deus eu não fui agredido, mas o medo foi muito grande. O micro-ônibus havia acabado de sair de uma parada e quando estava passando por uma curva esse grupo já estava pronto para atacar. Ninguém sabe dizer o que motivou essa violência. O motorista está em casa ainda muito assustado”, detalhou o cobrador que pediu para não ter o nome revelado.

No final da tarde de ontem, os responsáveis pela empresa que teve o ônibus depredado estiveram na delegacia para entregar as imagens que foram registradas no momento das agressões. “Os dois vidros da porta traseira e um vidro da última janela do micro-ônibus foram quebrados”, completou o cobrador. Quem tiver informações sobre as pessoas que praticiparam do ato violento pode repassar informações para a polícia através do Disque-Denúncia pelo número 3421-9595.

Mãe de detento morto em penitenciária vai receber R$ 70 mil do estado

Do Diario de Pernambuco, por Marcionila Teixeira

Ao anoitecer, Maria Eleuza Teixeira, 66 anos, conversa em silêncio com o filho morto como se vivo ele estivesse. Onze anos se passaram desde aquele dia 16 de março, data em que a dona de casa perdeu de forma violenta o caçula, além da própria saúde. Agora, a Justiça deu um sinal de esperança a Maria.

Maria Eleuza: %u201CÉ obrigação do estado reparar o erro%u201D (RICARDO FERNANDES/DP/D.A PRESS)

A 1ª Vara da Fazenda Pública do Recife condenou o governo do estado a pagar R$ 70 mil por danos morais à mulher, mãe de Clarisson Alexandre Teixeira da Silva, assassinado com várias facadas quando estava sob tutela do estado na Penitenciária Agroindustrial São João, em Itamaracá. O dinheiro, afirma ela, não trará, obviamente, o filho de volta, mas para ela “é obrigação do estado reparar o erro”.

Segundo o advogado Eloi Mouri Fernandes, a decisão ainda cabe recurso no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), e por conta disso o processo pode se arrastar por vários anos até Maria receber a quantia. Quando isso acontecer, Maria já sabe o que fazer. “Vou comprar uma casa para o filho dele, meu neto”. Pedro Neres tem hoje 19 anos e divide o mesmo teto com a avó. “Meu pai faz muita falta. Só consigo me lembrar que a gente foi ao parque”.

Clarisson foi preso em 1996 para cumprir 18 anos de reclusão. Era acusado de homicídio, cuja autoria a mãe nega até hoje. Seis anos depois, foi morto a facadas dentro da cela por outros detentos. “Não sei porque fizeram isso com ele. Nunca procurei saber”.

Na sentença, o juiz Wagner Ramalho disse que em casos como o de Clarisson é importante saber se há causalidade entre a morte e a atuação do estado em relação à custódia de detentos em estabelecimentos prisionais. Ele citou, também, o artigo 927 do Código Civil. “Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem”, citou o magistrado. O juiz ainda condenou o estado de Pernambuco ao pagamento de honorários advocatícios, arbitrados em R$ 1,5 mil.

Policial civil encontrado morto dentro do carro na Ilha de Itamaracá

O agente da Polícia Civil de Pernambuco José Vicente de Lima Filho, 43 anos, foi encontrado morto dentro do próprio carro, por volta das 22h dessa terça-feira, no município de Itamaracá, no Grande Recife. José, que era permanente da Delegacia de Abreu e Lima estava com várias marcas de tiros e facadas pelo corpo.

A polícia ainda não sabe informar o que teria motivado o assassinato do agente policial. O caso vai ser investigado por uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O corpo de José Vicente foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro.

 

Um ano após a morte do taxista Seu Lucas, acusado do crime ainda não foi julgado

Nesta terça-feira faz um ano que o taxista Amaro Bernardo da Silva, 59 anos, mais conhecido como Seu Lucas foi assassinado. A morte do dono do único Fusca laranja que ainda circulava no Recife deixou indignada grande parte da população de Pernambuco. A indignação nasceu da forma cruel e covarde como a morte aconteceu. O assassino era neto de um amigo da vítima e cometeu o crime por causa de uma diferença de R$ 2 no valor da corrida do táxi que ele pegou junto com um irmão adolescente depois de passar o dia brincando em um bloco de carnaval bebendo e tomando comprimidos alucinógenos. Três dias após o crime, o jovem de 19 anos acusado de ter matado o motorista com 16 facadas foi preso e confessou o que fez.

Seu Lucas fazia ponto em frente ao Hospital da Restauração. Foto: Helder Tavares/DP/D.A.Press

Até hoje, no entanto, o rapaz ainda não foi julgado. Sua defesa ingressou com um pedido de realização de um exame de sanidade mental que está sendo elaborado pelo Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), em Itamaracá, onde o jovem está interno. O acusado de ter matado Seu Lucas havia recebido autorização da Justiça cinco dias do crime para deixar o Centro de Triagem, em Abreu e Lima, onde estava preso após ter sido autuado em flagrante pelo crime lesão corporal leve contra o irmão de 16 anos. A Justiça e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) entenderam que o garoto não oferecia riscos à segurança da coletividade.

Equipe do delegado Francisco Diógenes do DHPP prendeu o suspeito. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A.Press

Seu Lucas já era uma figura conhecida nas ruas do Grande Recife devido ao seu fusca laranja fabricado em 1976. Ele fazia ponto em frente ao Hospital da Restauração (HR) desde 1979. Apaixonado pelo carro, Seu Lucas estava prestes a se aposentar porque não iria conseguir mais autorização da Prefeitura do Recife para fazer transporte de passageiros e não queria se desfazer do veículo. A praça já havia sido vendida a um amigo por R$ 65 mil, mas ele não queria comprar outro táxi devido ao amor que tinha pelo fusquinha.