Decreto do governador reduz equipes da Força-tarefa do DHPP

Um decreto do governador Eduardo Campos publicado no Diário Oficial desta sexta-feira deixou aborrecidos os agentes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). É que o governo do estado determinou que o número de agentes no plantão da Força-tarefa seja reduzido de três para dois. No ano passado, as três equipes já tinham sido reduzidas de quatro para três agentes. Os delegados do departamento também não gostaram muito da nova ordem do chefão.

Governador disse que estava fazendo ajustes. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Governador disse que estava fazendo ajustes. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Em um evento no Hospital de Câncer de Pernambuco, Campos disse que esse e outros cortes na Polícia Civil não estão sendo feitos por questões de redução de custos. “São ajustes necessários. Não estamos reduzindo custos de nada. Agora mesmo estou anunciando investimentos aqui no hospital. O problema no DHPP é que o tamanho das equipes da Força-tarefa era grande. Estamos diminuindo apenas um agente em cada uma. A gente sabe que havia policiais fazendo corpo mole e outros que faltavam aos plantões”, contou o governador.

Os agentes e delegados do departamento dizem que estão preocupados com a redução da equipe. “Estão tapando um buraco e destapando outro. Não se pode fazer segurança sem investimento. Uma hora essa bomba vai explodir”, declarou um policial em reserva.

 

Ações de combate ao crack da PCR serão apresentadas no dia 5

Dois bebês que viviam em condições precárias na Iputinga, Zona Oeste do Recife, foram resgatados pelo Conselho Tutelar. As mães (uma mulher de 42 anos e a filha dela, de 17) estão sendo investigadas por maus-tratos e abandono. Segundo vizinhos, ao invés de cuidarem das crianças, as suspeitas passavam o dia consumindo crack e ingerindo álcool. O episódio, registrado pela Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), é mais um retrato da epidemia da droga que se alastra e destrói famílias. No entanto, um reforço para mudar essa realidade está sendo construído. Um plano de políticas de enfrentamento ao crack e outras drogas está sendo elaborado por 12 secretarias da Prefeitura do Recife.

Grupos da Secretaria de Segurança Urbana estão visitando comunidades e flagrando o uso do crack (BLENDA SOUTO MAIOR/DP/D.A PRESS)

Assim como na versão estadual, o programa de combate às drogas será chamado de Atitude. As primeiras ações serão apresentadas no dia 5, durante lançamento do Pacto pela Vida do Recife. Uma série de ações, como a ampliação de abordagens nas ruas e acolhimento aos usuários em local seguro para tratamento do vício, está sendo trabalhada de forma estratégica.

Um mapeamento do consumo de entorpecentes no município já está sendo realizado por equipes da Secretaria de Segurança Urbana. “Os grupos estão visitando as comunidades e flagrando cenas de uso de crack. O que estamos percebendo, em nossa análise, é que não há pontos fixos, como acontece em outra cidades do país. No Recife, há sempre uma migração desses lugares”, explicou a secretária-executiva de Assistência Social, Geruza Felizardo, uma das integrantes do comitê gestor que se reúne quinzenalmente para tratar do tema.

Menos crimes
Além de contribuir com o fim do vício e reinserir os ex-usuários à sociedade, um dos objetivos do Programa Atitude é garantir a redução dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). A meta é de 12% de queda ao ano – estatística idêntica à prevista pelo governo do estado, desde 2007. Atualmente, a capital registra uma taxa média de 38 homicídios para cada 100 mil habitantes. A criação de cinco Centros Comunitários da Paz (Compaz), nas áreas mais vulneráveis em relação à violência e ao percentual de pobreza, deve contribuir.

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