Violência que não tem fim

Icauã Rodrigues tinha 10 anos e o sonho de ser jogador de futebol. Costumava dizer ao pai e à mãe que seria um profissional de sucesso para ganhar muito dinheiro e dar uma vida melhor aos dois, que já não viviam juntos. O garoto carinhoso, alegre e bom de bola mostrou que também era forte. Morreu tentando salvar a mãe da fúria do padrasto.

Depois de uma discussão, o desempregado Marcos Aurélio Barbosa da Silva, 23, esfaqueou a professora Sandra Lúcia Fernandes, 48, dentro do apartamento dela, na noite do domingo, em Jardim Atlântico, Olinda. Os gritos de pedidos de socorro foram ouvidos pelos vizinhos. Icauã pedia para Marcos não matar a mãe. Por esse motivo, acabou sendo vítima também.

Mãe e filhos foram mortos com oito facadas cada um. Sandra, que militava pelo fim da violência contra a mulher, agora entrará na triste estatística da violência contra a mulher, que fez 251 vítimas do estado em 2013 e 21 somente em janeiro deste ano, e cresceu 230% no Brasil em 30 anos, de 1980 a 2010 (segundo o mapa do violência).

Em Pernambuco, os casos se reduziram em 21,5% desde 2006, quando foi aprovada da Lei Maria da Penha, mas os números positivos não diminuem a dor das famílias que veem a estupidez de casos como o que vitimou Sandra e seu filho. Horas depois do crime, Marcos foi preso em flagrante.

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PMs de Bom Conselho serão intimados por delegado federal

Os cinco policiais militares que participaram da perseguição aos dois homens que assaltaram a agência dos Correios, no município de Bom Conselho, no Agreste do estado, e que resultou na morte da professora Alexandra Machado, 33 anos, serão intimados a depor nos próximos dias. No primeiro depoimento, os militares já afirmaram que não sabiam que havia reféns no carro além do assaltante.

Foto: Blog do Tiago Padilha/Reproducao da Internet

Carro da professora ficou crivado. Foto: Blog do Tiago Padilha/Reproducao da Internet

Segundo o capitão Gilson Cerqueira, que comanda as buscas aos criminosos, o delegado da Polícia Federal (PF) que investiga o caso entrou em contato com ele para dizer que iria intimar o cabo e os quatro soldados que trocaram tiros com o ladrão que dirigia o Fiat Uno onde estavam a professora e uma criança de apenas um ano. O delegado quer saber se o tiro que matou Alexandra foi disparado por um dos PMs ou pelo suspeito e ainda se a bala teve entrada pelas costas ou pelo peito da vítima.

PMs fizeram e ainda seguem fazendo buscas na cidade. Foto: TV Globo/Reprodução

PMs fizeram e ainda seguem fazendo buscas na cidade. Foto: TV Globo/Reprodução

“O delegado entrou em contato comigo para dizer que eles iriam ser intimados para um segundo depoimento. No entanto, não falou em datas. E quanto às buscas aos suspeitos do assalto, nossas equipes continuam em diligências”, afirmou Cerqueira. A PF deve liberar até o final desta semana o retrato falado dos dois suspeitos.

Enquanto isso, o delegado aguarda o resultado do laudo tanatoscópico e do exame de balística. Alexandra foi encontrada morta dentro do próprio carro, sentada no banco do passageiro. Um bebê que também estava no veículo não foi ferido. Um dos ladrões entrou no carro da professora quando ela chegava à escola da filha para levá-la para casa. O crime chocou os moradores da cidade de pouco mais de 45 mil habitantes.

PF fará retrato falado dos suspeitos de assalto em Bom Conselho

Será divulgado nesta semana o retrato falado dos dois bandidos que assaltaram a agência dos Correios de Bom Conselho, no Agreste de Pernambuco, na última quarta-feira, onde a professora Alexandra Machado, de 33 anos, foi feita refém e morta durante a fuga. A Polícia Federal (PF) informou ainda que a perícia do projétil encontrado no corpo da vítima, que vai comprovar a autoria do disparo, será concluída nos próximos dias.

Há suspeitas de que a bala tenha partido da arma dos agentes durante troca de tiros. Nesse domingo, a PF divulgou as imagens da câmera de segurança de um banco próximo, que registrou o momento em que os suspeitos saem da agência levando uma funcionária refém.

imagens do carro da professora usado na fuga (ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS)

Além do retrato falado, a identidade dos criminosos poderá ser revelada através da comparação das impressões digitais e amostras de sangue colhidas no banco de dados criminais da PF.

De acordo com o assessor de comunicação do órgão, Giovani Santoro, na fuga, os bandidos deixaram para trás uma caneta, um envelope e um óculos de sol, de onde foram levantadas as digitais. “Vamos cadastrar, no banco de dados, o DNA retirado do banco do carro, que acreditamos ser de um dos bandidos. Durante o confronto com a polícia ele saiu baleado. Se ele for reincidente, o programa vai acusar”, afirmou.

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Polícia segue buscas para prender suspeitos de assalto em Bom Conselho

As buscas pelos criminosos que assaltaram a agência dos Correios de Bom Conselho e provocaram um intenso tiroteio no fim da manhã da quarta-feira seguirão durante o fim de semana. Segundo o comandante do Gati, capitão Gilson Cerqueira, as equipes estão em diligências ininterruptas para tentar prender os suspeitos.

“Além dos PMs do Gati, os policiais da Rocam e os do Serviço Reservado do 9º Batalhão estão empenhados nessas capturas. As polícias Civil e Federal dão apoio às investigações. Estamos recebendo algumas informações da população sobre o paradeiro dos suspeitos pelo assalto”, afirmou Cerqueira.

Assaltantes desapareceram na zona rural do município (REPRODUCAO DA TV CLUBE)

Quem tiver pistas de onde os assaltantes possam estar escondidos deve entrar em contato com a polícia através dos números 190 ou (87) 3761-8300. A Polícia Militar de Alagoas também apoia as buscas aos criminosos. A morte de Alexandra Machado deixou a população de Bom Conselho de luto.

A cidade parou para acompanhar a missa e o sepultamento do corpo na quinta-feira. Desde o momento do crime, o assunto tem sido o mais comentado localmente. Alexandra era professora e atualmente estava trabalhando como diretora de uma escola da rede municipal de ensino. Ela era casada e deixou uma filha de três anos.

Governo do estado apresenta redução de assassinatos um dia após crime que chocou Pernambuco

Enquanto os secretários de Defesa Social e de Planejamento e Gestão do estado, Wilson Damázio e Fred Amâncio, estiverem anunciando que Pernambuco fechou o mês de setembro com redução de 20,3% na taxa de Crimes Violentos Letais Intencionais os parentes da professora Alexandra Machado, 33 anos, estarão cuidando do enterro do corpo de mais uma vítima da violência urbana. O sepultamento deve acontecer ainda nesta quinta-feira.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), o mês de setembro ganhou destaque em 2013, como o mês com a maior redução de homicídios em relação ao mesmo período do ano passado. Para os familiares de Alexandra, no entanto, outubro chegou com uma marca que eles jamais esquecerão. A professora chegava à escola onde a filha estuda para buscá-la quando foi feita refém e assassinada na manhã dessa quarta-feira, no Agreste do estado.

Antes mesmo que pudesse se encontrar com a menina, foi rendida por um bandido e terminou sendo vítima de um dos mais covardes crimes que já viram os moradores de Bom Conselho, a 287 km do Recife, em um dia de terror que parou a cidade. Alexandra virou refém de um dos dois assaltantes que fugiam da polícia após invadir a agência local dos Correios. Obrigada a dirigir seu carro em direção à zona rural, foi assassinada a tiros durante o percurso e teve seu corpo abandonado ao lado de uma criança de um ano também feita refém.

As polícias Federal, Militar e Civil procuram os responsáveis pelo dia de terror na cidade de 45 mil habitantes, que parou em meio à perseguição policial e notícias desencontradas. Até o início da manhã desta quinta-feira, nenhum suspeito do crime que revoltou a população da cidade havia sido localizado pela polícia.

Leia matéria completa da edição impressa do Diario de Pernambuco desta quinta-feira.

 

Filho assiste à morte da mãe e à prisão do pai

ma criança de apenas cinco anos, que há menos de um ano viu a sua mãe ser assassinada pelo próprio pai, assistiu, na noite dessa quarta-feira, à prisão do acusado que estava com a prisão decretada pela Justiça. O caso do assassinato da professora Izaelma Cavalcante, ocorrido em dezembro ano passado, teve bastante repercussão no estado. Ela foi baleada oito vez pelo ex-companheiro, o ex-comissário da Polícia Civil Eduardo Moura Mendes, que não aceitava o fim do relacionamento dos dois e morreu dias depois no Hospital da Restauração.

Casal já estava separado na época do crime. Foto: Arquivo Pessoal

Logo após ter atirado em Izaelma, Eduardo fugiu levando o filho do casal. A criança passou vários dias com o pai e somente foi encontrada pela polícia no final do mês de março, na casa dos avós paternos, no bairro de Rio Doce, em Olinda. Resgatado pela polícia, o menino passou a viver com a avó materna, na Cidade Tabajara, onde viu o pai ser detido pelos policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE).

Essa seria a primeira vez que o pai tentava ver o menino desde que ele foi morar com a avó materna. “Meu neto ficou muito nervoso com as cenas que viu. Ele já presenciou a morte da mãe e agora viu o pai ser preso. Ele ficou muito abalado. É apenas uma criança”, disse a mãe de Izaelma, a dona de casa Antônia Cavalcanti. O que será que está passando na cabeça dessa criança agora? Ele vai precisar receber muito amor e atenção dos familiares para superar os traumas vividos até agora.

Ex-comissário já foi levado para o Cotel. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A/Press

Veja abaixo matéria publicada no portal do Diariodepernambuco.com.br

O ex-comissário da Polícia Civil Eduardo Moura Mendes foi preso na noite desta quarta-feira (17) ao visitar o filho Heitor, de apenas cinco anos, na casa em que a criança mora com a avó, em Cidade Tabajara, Olinda. O homem era procurado pela morte da professora Izaelma Cavalcante Tavares, de 36 anos, assassinada com oito tiros em dezembro do ano passado. A criança teria presenciado o crime. A captura do suspeito foi articulada pelo delegado Cláudio Castro, do Grupo de Operações Especiais (GOE).

Eduardo Moura foi preso por volta das 19h30. Contra ele, já há mandado de prisão preventivo expedido. Nesta noite, ele presta depoimento na sede do GOE, no Cordeiro. Após ser ouvido, será encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima.

Izaelma Cavalcante Tavares, de 36 anos, teria sido assassinada pelo ex-marido no ano passado, em Bairro Novo, Olinda. O namorado da professora, que não quis se identificar, denunciou o ex-companheiro como principal suspeito do crime. No momento da agressão, Izaelma havia levado Heitor para ver o pai, que não aceitava o fim do relacionamento. Pouco antes, ela telefonou para o namorado, que escutou uma discussão entre o casal e gravou pelo celular.

Pela escuta, é possível perceber a voz da criança. O menino ouviu os pais brigando e, logo depois, o som no telefone indica que alguém teria tentado fazer uma ligação. Em seguida, escuta-se o desespero da professora, gritando e pedindo por socorro. Izaelma foi atingida por oito disparos de revólver. Passou seis dias internada no Hospital da Restauração (HR) antes de morrer. Eduardo e a criança não foram mais encontrados. Heitor só reapareceu em março deste ano, estava na casa da avó paterna, na Rua Maria Ramos, no bairro de Rio Doce.

Durante o socorro à Izaelma, a ambulância que transportava a professora para o Hospital da Restauração ainda capotou após colidir com uma Nissan Frontier no cruzamento das avenidas Agamenon Magalhães e Rui Barbosa.

Não basta matar? Tem que esquartejar?

 

A notícia da morte da professora Mirtes Juliana, 30 anos, poderia ser apenas mais uma, entre os tantos crimes passionais cometidos por companheiros insatisfeitos com o final dos relacionamentos. O que já é inadimissível. Poderia, mas não foi. Juliana foi morta com golpes de madeira e cano de ferro pelo marido Luiz Antônio dos Santos Júnior, 34, na manhã do último sábado. Não satisfeito com o crime que já havia praticado e aproveitando que a filha do casal de 8 anos não estava em casa, o garçom esquartejou o corpo da mulher. Isso mesmo, esquartejou. O motivo? Talvez nem ele mesmo saiba responder. Para a polícia, o crime foi praticado por ciúmes. Mirtes queria que Luiz deixasse a casa.

Luiz foi preso e encaminhado para o Centro de Triagem (Cotel)

Depois de cortar o corpo da mulher em várias partes, Luiz encheu três sacos de lixo com os pedaços do cadáver, pegou dois ônibus e seguiu à casa da sua mãe, no bairro de Vila Rica, em Jaboatão Centro, onde deixou a encomenda. Sem dar explicações, voltou para casa, na Vila Sotave, em Barra de Jangada, também em Jabotaão, onde foi preso na noite do mesmo dia. Luiz já está no Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima. Já os restos mortais de Mirtes serão sepultados nesta segunda-feira. O caso traz à tona outros crimes parecidos e levanta um questionamento. Por que esquartejar? Não basta matar?

 

Mirtes tinha 30 anos

Em abril, três pessoas foram presas em Garanhuns suspeitas de matarem e esquartejarem pelo menos oito mulheres. Eles ficaram conhecidos com o trio de canibais, porque ainda comiam os restos mortais das vítimas alegando que faziam parte de uma seita religiosa. No mês passado, o empresário Marcos Matsunaga, dono da Yoki, foi morto a tiros e esquartejado pela mulher dentro de casa, em São Paulo. Os restos mortais foram retirados do imóvel dentro de malas de viagens. Elize Araújo Matsunaga foi presa dias depois. Já no Canadá, o ex-ator porno Luka Rocco matou e também esquartejou o estudante chinês Lin Jun. Ele ainda filmou toda a ação e postou o vídeo na internet. Os restos mortais de Lin Jun foram enviados por Sedex a várias escolas. O assassino foi preso na França. Outro crime chocante foi a morte da modelo Elisa Samúdio cujos restos mortais não foram localizados até hoje. A cobertura completa sobre a morte da professora Mirtes Juliana você confere na edição do Diario de Pernambuco desta segunda-feira, que está à venda nas bancas.