Missa de um ano em memória de Danielle Fasanaro é celebrada nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira está fazendo um ano que a modelo Danielle Solino Fasanaro, 35 anos, foi assassinada pelo tatuador Emerson Du Vernay Brandão, 27, que se apresentou à polícia com o nome de André Cabral Muniz. Ele tinha um relacionamento com a vítima e resolveu cometer o crime quando a jovem disse que não queria mais continuar a relação.

Hoje, os familiares e amigos de Danielle participarão de uma missa em memória da sua alma. A celebração acontecerá às 19h na igreja do Morro da Conceição. Os familiares contam com a presença de todos. O suspeito pelo crime que aconteceu em Olinda, no Grande Recife, segue preso no Centro de Triagem, em Abreu e Lima. Até agora apenas uma audiência de instrução foi realizada.

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Danielle Fasanaro: 11 meses e nenhuma resposta

Audiência do caso Danielle Fasanaro acontece nesta sexta-feira

Parentes e amigos da modelo Danielle Fasanaro, assassinada a tiros pelo ex-companheiro, em 19 de junho do ano passado, estarão nesta sexta-feira, a partir das 9h, em Frente ao Fórum de Olinda, na Avenida Pan Nordestina, para fazer uma corrente de oração e pedir justiça para o caso. Nas redes sociais, a irmã da modelo, Michelle Fasanaro, criou as hashtags #CASODANISOLINO #CASODANI #DELUTONALUTA

Segundo a família, um terço será realizado às 9h30. Os parentes pedem para que as pessoas vistam camisas preta. O ato acontecerá porque está prevista para esta sexta-feira, às 11h30, a audiência de instrução do caso.

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Danielle Fasanaro: 11 meses e nenhuma resposta

Danielle Fasanaro: 11 meses e nenhuma resposta

Nessa segunda-feira fez 11 meses que a modelo Danielle Solino Fasanaro, 35 anos, foi assassinada pelo tatuador Emerson Du Vernay Brandão, 27, que se apresentou à polícia com o nome de André Cabral Muniz. Segundo a família da vítima, até o momento não houve nenhuma resposta da Justiça para o caso.

Corpo de Danielle foi retirado do apartamento no meio da tarde. Fotos Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

Corpo de Danielle foi retirado do apartamento no meio da tarde. Fotos Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

O crime aconteceu em frente ao edifício Estrela do Mar, do tipo caixão, no bairro de Casa Caiada, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR). De acordo com a polícia, Danielle foi assassinada pelo homem com o qual mantinha um relacionamento, porque não queria mais viver com ele. O rapaz segue preso no Cotel.

Vítima e suspeito juntos com o filho dela. Foto: Divulgação

Vítima e suspeito juntos com o filho dela. Foto: Divulgação

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Família da modelo Danielle Fasanaro cobra justiça

 

O endereço da tragédia

Durante quatro horas, acompanhei a operação policial que foi montada no final da manhã desta quarta-feira para tentar salvar a vida de um menino de nove anos que estava sendo feito de refém pelo padrasto com uma arma apontada para a cabeça. Uma verdadeira ação de guerra foi montada em frente ao edifício Estrela do Mar, na Avenida José Augusto Moreira, no bairro de Casa Caiada, em Olinda.

O objetivo era deter um homem de 27 anos que ameaçava matar o enteado. Minutos antes, ela já havia matado a companheira com dois tiros. Assim com a notícia, a revolta se espalhou rapidamente. Em pouco tempo, dezenas de curiosos estavam perto do endereço da tragédia. O prédio de aspecto velho nunca chamou tanto a atenção de quem passava por uma das principais vias de Olinda como ontem.

Familiares da vítima estavam desesperados. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Familiares da vítima estavam desesperados. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Depois de muita negociação, a polícia conseguiu fazer com que o assassino se entreguasse e liberasse a criança. Na saída do prédio, escoltado pelos homens da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe), o homem identificado como André Cabral Muniz, 28 anos, foi xingado pelos populares revoltados. Queriam que a polícia o deixasse na rua para que pudessem linchá-lo, o que não foi permitido, obviamente.

André (de camisa branca à frente dos PMs) se rendeu após o crime. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

André (de camisa branca à frente dos PMs) se rendeu após o crime. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

No final da tarde, o corpo da modelo Danielle Solino Fasanaro, 35, foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde André está detido por enquanto. Para a família da vítima fica agora, além da dor e da revolta, a tafera de cuidar do filho deixado por Danielle.

A covardia da violência doméstica

A Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) está investigando se houve falha no procedimento adotado pela delegada Ana Izabel Barros, que estava de plantão na Delegacia da Mulher no dia em que a dona de casa Mônica Cruz do Nascimento foi morta a facadas pelo ex-companheiro. O pedido de investigação partiu do secretário Wilson Damázio, segundo o diretor das unidades especializadas, delegado Joselito Kehrle. Mônica foi morta por Bruno da Silva Vilar, na tarde do último sábado, no bairro do Pina, depois de prestar uma queixa contra ele.

Maria da Penha esteve no Recife para lançar livro. Foto: Blenda Souto Maior/DP.D.A Press

Maria da Penha esteve no Recife para lançar livro. Foto: Blenda Souto Maior/DP.D.A Press

O homem chegou a ser ouvido pela polícia e foi liberado, o que causou revolta entre os parentes da vítima. Ontem, a mulher símbolo da luta na violência contra a mulher, Maria da Penha, autografou seu livro Sobrevivi, posso contar e comentou sobre o caso.

Pela manhã, o delegado Joselito disse, em entrevista à imprensa que por enquanto não vê nenhuma atitude errada por parte da delegada. “Esse rapaz que matou a mulher foi preso duas vezes e nas duas foi solto por meio de alvará. Identificamos cinco boletins de ocorrência registrados contra ele. Todos geraram inquéritos. Pelo que a delegada contou, no dia em que prestou a última queixa, a mulher não quis representar pela prisão do ex-marido”, explicou Joselito.

De acordo com o delegado, como a queixa no dia 19 de maio foi de ameaça, não havia como a delegada fazer a prisão em flagrante do suspeito. A polícia esclareceu ainda que a vítima tentava obter na Justiça uma medida protetiva em relação ao ex-companheiro.

Luta
Maria da Penha Maia Fernandes é o nome da mulher que lutou para que seu agressor fosse condenado. Mãe de três filhas, atualmente ela é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, após ficar paraplégica por causa das agressões do marido. No dia 7 de agosto de 2006, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Maria da Penha, na qual há aumento no rigor das punições às agressões contra a mulher, quando ocorridas no ambiente doméstico ou familiar.

“Não pensei que minha luta iria chegar onde chegou. Me sinto cada vez mais comprometida com a causa. E sobre a morte dessa mulher que foi esfaqueada pelo ex-marido, me pergunto como as pessoas que a atenderam nas vezes em que ela esteve na delegacia estão se sentindo agora”, ponderou.

Crimes contra mulheres seguem sem freio em Pernambuco

No primeiro mês deste ano, segundo a polícia, um total de 20 mulheres foram assassinadas em Pernambuco. O número assusta e deixa a polícia de orelhas em pé. O caso mais recente de violência contra a mulher aconteceu nessa terça-feira, em Tracunhaém, Zona da Mata de Pernambuco. O canavieiro Carlos André da Silva, 38 anos, golpeou com uma faca peixeira a ex-mulher, Severina José Balbino, 28, após ela ter tirado R$ 5 da pensão paga por ele e dado ao sobrinho.

Homem foi preso após matar a mulher e a cunhada. Foto: Reprodução TV Clube

Na discussão, o suspeito também matou a ex-cunhada. O canavieiro foi encontrado pela polícia há cerca de 150 metros da casa das vítimas, no loteamento Liberdade, após ser denunciado por moradores. Por pouco ele não foi linchado. Ele prestou depoimento na delegacia da cidade e foi conduzido para o presídio de Vitória de Santo Antão. As mortes aconteceram na frente da mãe das vítimas e de duas crianças. O suspeito, que confessou o crime, estava separado há três meses e tentava reatar o relacionamento, mas a ex-mulher não queria voltar porque era muito agredida pelo acusado.

Campanha – Preocupado com a demora de algumas mulheres em procurar a ajuda da polícia, o Núcleo de Apoio à Mulher do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), deu início a uma campanha. Segundo o MPPE, elas esperam, em média, cinco anos para quebrar o silêncio e denunciar à polícia uma situação de violência doméstica praticada pelo companheiro. Essa demora para tomar uma decisão pode ser fatal. Em 30% desses casos é configurada a violência doméstica.

Muitas vítimas demoram para denunciar as agressões. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A.Press

Crimes- A gestora do Departamento de Polícia da Mulher, a delegada Lenise Valentim, disse que entre os anos de 2011 e 2012 o número de homicídios de mulheres em Pernambuco caiu, passando de 273 casos para 207. Porém, o início deste ano tem preocupado a polícia. “Estamos com o sinal de alerta ligado. Registramos casos de assassinatos com uso de muita violência”, comentou a delegada. …Continue lendo…

Assassino da alemã Jennifer Kloker condenado a 26 anos de prisão

Três anos depois, o Caso Jennifer, como ficou conhecido o assassinato da turista alemã Jennifer Marion Nadja Kloker, teve um desfecho. Na noite dessa quarta-feira, o júri de São Lourenço da Mata, formado por cinco mulheres e dois homens, decidiu pela condenação de Alexsandro Neves dos Santos, último réu a ser julgado e apontado como autor dos disparos que mataram a jovem. O juiz José Wilson Soares determinou a pena de 26 anos em regime fechado. A defesa já adiantou que vai recorrer.

Alexsandro Neves é apontado como autor dos disparos (ANNACLARICE ALMEIDA/DP/D.A PRESS)

O crime ocorreu naquele município na terça-feira de carnaval de 2010. Há dois meses, os demais participantes foram julgados: Delma Freire, Pablo e Ferdinando Tonelli e Dinarte Dantas. Em um julgamento que durou quase dez horas, Alexsandro voltou atrás no depoimento dado à polícia e negou ter atirado em Jennifer, apontando Pablo, companheiro da vítima, como o autor dos disparos. Na ouvida, ele disse, ainda, que foi contratado pelos Tonelli para aplicar o golpe do seguro do carro, o que teria justificado sua ida ao local do homicídio.

A defesa de Alexsandro, representada pelo advogado Armando Gonçalves, baseou sua tese no fato de que em menos de dois minutos seria impossível praticar o crime. Esse é o tempo que o carro onde a alemã foi conduzida para o local do crime ficou parado na BR-408, segundo o GPS instalado no veículo. O Ministério Público de Pernambuco, no entanto, provou que a perícia apontou que o crime poderia ter sido praticado em 49 segundos.

Em dezembro, Delma Freire foi condenada a 32 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha e homicídio duplamente qualificado, além de fraude processual. Pablo e Ferdinando receberam, cada um, 25 anos e seis meses de prisão, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha. Dinarte foi condenado a 14 anos pelos mesmos crimes, mas foi beneficiado pela delação premiada ao contribuir com as investigações da polícia e responde em liberdade.

Do Diario de Pernambuco.

Polícia já sabe quem matou idosa em Enseada dos Corais

Viver em casas de praia é uma alternativa buscada por muitas famílias que querem deixar a agitação da cidade. Além de estar perto do mar, as pessoas estão livres do engarrafamentos, exceto em feriados e finais de semana, distante do corre-corre e um pouco longe da violência urbana. No entanto, outros perigos moram nesses locais. Seja no litoral Sul ou no Norte, são frequentes casos de arrombamento de imóveis de veraneio, assaltos durante realização de festas e furtos. Essa semana, um crime brutal chocou os moradores da praia de Enseada dos Corais. Uma senhora de 69 anos foi assassinada dentro de casa, possivelmente numa tentativa de assalto. São fatos como esses que fazem refletir sobre a segurança nesses locais e traz o questionamento sobre a atenção da polícia para áreas como essas.

Veja matéria publicada no Diario de Pernambuco desta sexta-feira

A Polícia Civil já possui as características do suspeito de assassinar a aposentada Terezinha Sá de Lucena, 69 anos, numa casa de luxo na Praia de Enseada dos Corais, no Cabo de Santo Agostinho. O crime aconteceu na manhã da quarta-feira. A vítima foi encontrada de roupas íntima, com várias lesões espalhadas pelo corpo, dentro de um banheiro. O autor do assassinato seria uma pessoa bastante conhecida da família, cuja identidade está sendo mantida em sigilo. Apesar de não haver indicativo de que objetos ou dinheiro tenham sido roubados, a polícia não descartou a hipótese de latrocínio.

Crime aconteceu na casa da vítima, na quarta-feira, na praia de Enseada dos Corais (TV CLUBE/REPRODUÇÃO)

Crime aconteceu na casa da vítima, na manhã da quarta-feira. Foto: Reproção TV Clube/Record

O caso está sendo investigado pelo delegado Antônio Resende, titular da delegacia do município. “Estamos fazendo várias diligências em busca de pistas. Por enquanto, não podemos passar nenhuma novidade”, afirmou. De acordo com o perito do Instituto de Criminalística (IC) Jurandir Aureliano, a aposentada foi vítima de socos e pancadas no rosto e no tórax. O instrumento usado nas agressões ainda não foi identificado. “Há lesões em regiões distintas, como nos olhos e no queixo. A perícia deve apontar o que o suspeito usou para agredir a mulher”, disse o perito do IC. O laudo deve ser concluído em dez dias, mas pode ter o prazo prorrogado, caso seja necessário.

A vítima vivia com o marido, a filha e um neto. Segundo a polícia, nenhum dos três estava no local no momento do crime. Além dos parentes, vizinhos e amigos serão intimados, nos próximos dias, para prestar depoimento. O sepultamento do corpo de Terezinha Sá aconteceu na tarde de ontem, no Cemitério Memorial Guararapes, na BR-101 Sul, em Jaboatão dos Guararapes. Muito abalada, a família preferiu não comentar o assunto. O inquérito tem 30 dias para ser concluído. Quem tiver informações que possam ajudar a esclarecer o crime pode telefonar para o Disque-Denúncia, no número (81) 3421-9595.

 

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Mistério em morte na praia de Enseada dos Corais

A Delegacia do Cabo de Santo Agostinho começa a investigar nesta quinta-feira o assassinato de uma dona de casa ocorrido na manhã dessa quarta-feira dentro da casa dela, na praia de Enseada dos Corais, no município do Cabo. Dona Terezinha Sá de Lucena, 69 anos, foi encontrada morta no banheiro com vários ferimentos pelo corpo. O crime foi registrado pelo delegado Joaquim Braga, da Força-tarefa do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo o delegado, a vítima estava trajando apenas roupas íntimas. Os investigadores suspeitam que o assassino tenha pulado o muro da residência.

Ainda segundo a polícia, no imóvel de classe média alta onde aconteceu o assassinato moravam, além de Dona Terezinha, o marido dela, a filha e um neto. Não havia ninguém em casa no momento do crime. “Pelas primeiras investigações, ainda não podemos dizer quem foi o autor, mas outra equipe já está à frente do caso. Também não temos como dizer que tipo de objeto foi utilizado nas agressões”, explicou o delegado Joaquim Braga.

A partir de agora, o caso vai ser acompanhado pelo delegado titular do Cabo, Antônio Resende. “Estamos iniciando as diligências agora pela manhã. Por enquanto, não posso falar nada”, resumiu o delegado. O corpo de Terezinha já foi liberado do Instituto de Medicina Legal (IML).  O sepultamento está previsto para esta quinta-feira, no Cemitério Memorial Guararapes, na BR-101 Sul, em Jaboatão dos Guararapes. Quem tiver informações que possa ajudar a esclarecer esse crime pode telefonar para o Disque-Denúncia (81) 3421-9595.

Filho assiste à morte da mãe e à prisão do pai

ma criança de apenas cinco anos, que há menos de um ano viu a sua mãe ser assassinada pelo próprio pai, assistiu, na noite dessa quarta-feira, à prisão do acusado que estava com a prisão decretada pela Justiça. O caso do assassinato da professora Izaelma Cavalcante, ocorrido em dezembro ano passado, teve bastante repercussão no estado. Ela foi baleada oito vez pelo ex-companheiro, o ex-comissário da Polícia Civil Eduardo Moura Mendes, que não aceitava o fim do relacionamento dos dois e morreu dias depois no Hospital da Restauração.

Casal já estava separado na época do crime. Foto: Arquivo Pessoal

Logo após ter atirado em Izaelma, Eduardo fugiu levando o filho do casal. A criança passou vários dias com o pai e somente foi encontrada pela polícia no final do mês de março, na casa dos avós paternos, no bairro de Rio Doce, em Olinda. Resgatado pela polícia, o menino passou a viver com a avó materna, na Cidade Tabajara, onde viu o pai ser detido pelos policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE).

Essa seria a primeira vez que o pai tentava ver o menino desde que ele foi morar com a avó materna. “Meu neto ficou muito nervoso com as cenas que viu. Ele já presenciou a morte da mãe e agora viu o pai ser preso. Ele ficou muito abalado. É apenas uma criança”, disse a mãe de Izaelma, a dona de casa Antônia Cavalcanti. O que será que está passando na cabeça dessa criança agora? Ele vai precisar receber muito amor e atenção dos familiares para superar os traumas vividos até agora.

Ex-comissário já foi levado para o Cotel. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A/Press

Veja abaixo matéria publicada no portal do Diariodepernambuco.com.br

O ex-comissário da Polícia Civil Eduardo Moura Mendes foi preso na noite desta quarta-feira (17) ao visitar o filho Heitor, de apenas cinco anos, na casa em que a criança mora com a avó, em Cidade Tabajara, Olinda. O homem era procurado pela morte da professora Izaelma Cavalcante Tavares, de 36 anos, assassinada com oito tiros em dezembro do ano passado. A criança teria presenciado o crime. A captura do suspeito foi articulada pelo delegado Cláudio Castro, do Grupo de Operações Especiais (GOE).

Eduardo Moura foi preso por volta das 19h30. Contra ele, já há mandado de prisão preventivo expedido. Nesta noite, ele presta depoimento na sede do GOE, no Cordeiro. Após ser ouvido, será encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima.

Izaelma Cavalcante Tavares, de 36 anos, teria sido assassinada pelo ex-marido no ano passado, em Bairro Novo, Olinda. O namorado da professora, que não quis se identificar, denunciou o ex-companheiro como principal suspeito do crime. No momento da agressão, Izaelma havia levado Heitor para ver o pai, que não aceitava o fim do relacionamento. Pouco antes, ela telefonou para o namorado, que escutou uma discussão entre o casal e gravou pelo celular.

Pela escuta, é possível perceber a voz da criança. O menino ouviu os pais brigando e, logo depois, o som no telefone indica que alguém teria tentado fazer uma ligação. Em seguida, escuta-se o desespero da professora, gritando e pedindo por socorro. Izaelma foi atingida por oito disparos de revólver. Passou seis dias internada no Hospital da Restauração (HR) antes de morrer. Eduardo e a criança não foram mais encontrados. Heitor só reapareceu em março deste ano, estava na casa da avó paterna, na Rua Maria Ramos, no bairro de Rio Doce.

Durante o socorro à Izaelma, a ambulância que transportava a professora para o Hospital da Restauração ainda capotou após colidir com uma Nissan Frontier no cruzamento das avenidas Agamenon Magalhães e Rui Barbosa.