Polícia acompanha novo protesto pelas ruas do Recife

Um grupo de cerca 100 jovens se reuniu na Praça do Derby, local onde se iniciou a manifestação da última quinta-feira no Recife. Após uma pequena reunião, quando um  dos líderes falou, mas impediu a aproximação da imprensa, eles decidiram deixar o local e interditaram a Avenida Agamenon Magalhães, no sentido Zona Sul.  Não quiseram informar o destino.

Depois de sentar no chão da Avenida da Agamenon Magalhães, no cruzamento com a Rua Paissandu, os manifestantes se dirigiram a outro local. Alguns correm pela a avenida, muitos estão com os rostos cobertos e não querem que a imprensa se aproxime. A polícia acompanha tudo. Apesar de não divulgarem o roteiro, parecem ir para a Avenida Conde da Boa Vista.

Mais informações no portal Diariodepernambuco.com.br

SDS não tem registro de focos de manifestação nesta sexta

Apesar de algumas informações sobre novos protesto na tarde desta sexta-feira, até o momento, a Secretaria de Defesa Social (SDS) não registrou nenhum foco de concentração nas principais vias do Recife.

De acordo com o secretário Wilson Damázio, que monitora a cidade pela telas da central de monitoramento em seu gabinete, a Praça do Derby, possível foco de concentração, não apresenta nenhuma movimentação fora do normal.

Desde o início da tarde dessa quinta-feira, o titular da pasta de segurança do estado e outras autoridades da Polícia Militar não tiram o olho da Central de Monitoramento. Atualmente, mas de 500 câmeras cobrem diversos pontos do Grande Recife.

Quanto à ocorrência referente a um policial militar esfaqueado na tarde dessa quarta-feira, o secretário esclareceu que o fato não teve ligação com a manisfestação. “O policial foi tentar evitar uma tentativa de homicídio e acabou saindo ferido. O caso aconteceu na Praça Maciel Pinheiro, na Boa Vista, mas teve ligação com o protesto”, garantiu.

 

Delegacias de Crimes Cibernéticos e Intolerância Esportiva sairão do papel

Foi publicada na edição desta sexta-feira no Diário Oficial do estado, a LEI nº 15.026 que altera a estrutura organizacional da Polícia Civil de Pernambuco. Entre as novas medidas estão as criações das Delegacias de Repressão aos Crimes Cibernéticos e Intolerância Esportiva. As unidades atenderão a uma demanda de investigação uniforme e atuação especializada de ocorrências praticadas através da internet ou ligadas a atividades esportivas.

Segundo o Chefe de Polícia Civil, Osvaldo Morais, a implantação das unidades será imediata. A Delegacia de Crimes Cibernéticos cujo titular será o delegado Leonardo Gama vai funcionar na Sede Operacional da Polícia Civil, na Rua da Aurora. O delegado tem especialização na área de crimes cibernéticos.

Foto: Eduarda Bione/Esp.DP/D.A Press

 Crimes pela internet serão investigados. Foto: Eduarda Bione/Esp.DP/D.A Press

Já a Delegacia de Intolerância Esportiva terá seus trabalhos executados na sede da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE), no bairro de São José. O titular será o delegado Carlos Onofre, que hoje coordena as ações da Polícia Civil dentro dos estádios de futebol.

A lei também cria as três Divisões de Homicídios e as 19 Delegacias de Homicídios, em substituição aos Núcleos de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI). As novas delegacias serão redistribuídas na Região Metropolitana, Zona da Mata, Agreste e Sertão do estado. A norma também altera os níveis de classificação de Delegacias Policiais de dezenas de municípios pernambucanos. A nova reclassificação permite um maior aporte de recursos humanos e materiais nas cidades, além de prever o enquadramento a novo nível de função dos delegados titulares.

Suspeito de matar modelo em Olinda responde processo em São Paulo

O tatuador André Cabral Muniz, 27 anos, apontado pela polícia como autor dos dois tiros que mataram  a modelo Danielle Solino Fasanaro, 35, dentro do apartamento do casal, no bairro de Casa Caiada, em Olinda, já foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo sob a acusação de porte ilegal de entorpecentes naquele estado. Em maio de 2011, a 28ª Vara Criminal de São Paulo publicou no Diário de Justiça Eletrônico que André estava em local incerto e que deveria apresentar resposta num período de 15 dias após a publicação do texto.

Segundo a cunhada do suspeito, Michelle Fasanaro, André estaria no Recife foragido da Justiça paulista. Esse caso será investigado pela Delegacia Seccional de Olinda, a partir de hoje. Ontem à tarde, o corpo de Danielle Fasanaro foi sepultado no Cemitério de Santo Amaro, no Recife. André se apresentou à polícia pernambucana como tatuador e repórter fotográfico.

Ontem, corpo da modelo foi velado e sepultado em Santo Amaro  (WAGNER OLIVEIRA/DP/D.A PRESS)
Ontem, corpo da modelo foi velado e sepultado em Santo Amaro

De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo, ele foi detido no dia 21 de maio de 2010, na Rua da Consolação, esquina com a Rua Ipiranga, no Centro da capital paulista, portando 0,1 decigrama de cocaína, para consumo próprio, conforme laudo de constatação e auto de exibição e apreensão. Com base nessa apreensão, a promotora de Justiça Luciana Barcellos Barreto de Souza Carneiro o denunciou como incurso no artigo 28 da Lei 11.343/06.

Imagem da prisão do tatuador, na terça-feira (ANNACLARICE ALMEIDA/DP/D.A PRESS)
Imagem da prisão do tatuador, na terça-feira

“O suspeito já foi autuado em flagrante pelos crimes em Olinda e foi encaminhado para o presídio. Agora, a delegada Maria Helena Couto será a responsável pelo final das investigações. Será apurado se ele realmente era foragido da Justiça de São Paulo e se é suspeito de outros crimes”, alegou o delegado Walcir Martins, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Apoio psicológico
Os familiares da modelo Danielle Fasanaro conversaram com o Diario ontem durante o velório, mas preferiram não se identificar. O pai do menino de nove anos, que foi feito refém pelo padrasto durante mais de duas horas, chegou de Campina Grande e está dando assistência ao filho, que está recebendo também acompanhamento psicológico. Um cunhado da vítima revelou que André e Danielle mantinham um relacionamento conturbado e que por conta disso, a vítima era um pouco afastada dos familiares.

Após matar a companheira, na última quarta-feira, André continuou dentro do apartamento na Avenida José Augusto Moreira com uma pistola apontada para o enteado. Ele só se rendeu após dezenas de policiais militares montarem uma operação para resgatar a criança.