Polícia procura suspeito de estupro em Fernando de Noronha

A Polícia Civil divulgou o retrato falado do homem suspeito de estuprar uma mulher de 30 anos em Fernando de Noronha, na madrugada do último sábado. O agressor teria abordado a vítima – que não é nativa, mas trabalha no arquipélago – em uma moto vermelha e preta, de placa não anotada, e praticado abuso sexual e espancamento na praia do Bode. A vítima saía de uma festa quando foi abordada pelo desconhecido. A polícia investiga se o agressor é morador da ilha ou se também é um turista ou ou um ex-morador que estaria apenas de passagem.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Na manhã de ontem, turistas e moradoras do arquipélago fizeram um protesto na frente da Delegacia de Noronha. Com faixas com dizeres como “Machismo mata” e “Não à violência contra a mulher”, o grupo pediu firmeza nas investigações. A vítima é prestadora de serviço do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICM-Bio) e trabalha no Parque Nacional Marinho da ilha. O boletim de ocorrência foi feito pela Delegacia da Mulher, no Recife. Na capital, a mulher que sofreu violência sexual deu informações para a polícia desenhar um retrato falado que está sendo divulgado, inclusive, nas redes sociais.

Alguns suspeitos foram ouvidos na Delegacia de Noronha. A Coordenadoria da Mulher local está acompanhando o caso. “Nós estamos apoiando a vítima junto com a Secretaria da Mulher. Procuramos o delegado e ele nos relatou que está fazendo a investigação”, informou a coordenadora da Mulher, Cristina Queiroz. O delegado de Noronha, João Paulo, espera concluir o caso dentro de uma semana. Os servidores do órgão estão mobilizados, colhendo informações e na busca de testemunhas para esclarecer o caso.

Polícia segue em diligências no caso da morte de menina de 7 anos

Equipes da Delegacia de Homicídios de Petrolina continuam em diligências para tentar desvendar o assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, 7 anos, morta na última quinta-feira. Ontem, a delegada Sara Machado teve uma reunião com a equipe de investigadores da especializada onde discutiram sobre o caso. A menina foi encontrada morta no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, durante uma festa. A delegada só deve se pronunciar sobre o caso ao final das investigações ou caso algum suspeito seja preso.

Beatriz tinha sete anos. Fotos: Reprodução/ Blog O Povo com a Notícia

Beatriz foi morta a facadas. Fotos: Reprodução/ Blog O Povo com a Notícia

De acordo com a polícia, novos depoimentos estão sendo colhidos para tentar chegar aos autores do crime. Dois homens, um deles ex-presidiário, foram identificados e ouvidos como suspeitos, mas foram liberados por falta de provas. Os dois não teriam relação com a família ou com a escola. Os nomes não foram revelados. A polícia aguarda o resultado das perícias para tentar encontrar provas contra os suspeitos.

As imagens das câmeras de segurança do colégio ainda não indicaram atitudes suspeitas. O material, no entanto, continua a ser analisado. A polícia vai periciar, ainda imagens de estabelecimentos e ruas próximos à unidade de ensino. “Já temos algumas linhas de investigação, no entanto, ainda é prematuro informar quais delas são as mais prováveis ou qual foi a motivação do crime”, ressaltou a delegada na sexta-feira passada.
Na ocasião, Sara Machado falou sobre as investigações e disse que a garota não foi abusada sexualmente. “Não houve violência sexual, nem tentativa. A garota estava vestida. Por conta disso, a intenção específica era de matar”, afirmou Sara, acrescentando que “nenhuma motivação nessa intenção de matar pode ser descartada.”

Ainda de acordo com a polícia, a menina foi morta no mesmo local onde o corpo foi encontrado. O Colégio Nossa Senhora Auxiliadora que informou que está colaborando com as investigações da Polícia Civil. Beatriz foi assassinada a golpes de faca. O corpo foi encontrado dentro de uma sala de material esportivo desativada. A menina estava com os pais antes de desaparecer.

Polícia ouve dois suspeitos da morte de criança em Petrolina. Um deles é ex-presidiário

A Delegacia de Homicídios de Petrolina, no Sertão do estado, já identificou e colheu os depoimentos de dois suspeitos da morte da estudante Beatriz Angélica Mota, 7 anos, encontrada morta dentro do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde ocorria uma festa na noite dessa quinta-feira. Um dos homens, segundo a polícia, é um ex-presidiário. Os dois, que não tiveram os nomes revelados, prestaram depoimento à delegada Sara Machado e foram liberados. Ambos negaram participação no crime que chocou a cidade.

Beatriz tinha sete anos. Fotos: Reprodução/ Blog O Povo com a Notícia

Beatriz tinha sete anos. Fotos: Reprodução/ Blog O Povo com a Notícia

A polícia aguarda o resultado das perícias para tentar encontrar provas contra os suspeitos. As imagens das câmeras de segurança do colégio já estão em poder da polícia. “Até o momento não encontramos nada de suspeito nas filmagens, mas muita coisa ainda falta ser analisada”, disse um policial que preferiu não revelar o nome. A menina foi assassinada a golpes de facas e o corpo encontrado dentro de uma sala de material esportivo desativada.

Polícia foi acionada após a descoberta do corpo

Polícia foi acionada após a descoberta do corpo dentro da colégio

Beatriz Angélica Mota estava acompanhava do pai, o professor de inglês Sandro Romildo, que leciona na escola, e também da mãe, Lúcia Mota, em uma solenidade de formatura. Enquanto as pessoas participavam da festa, a criança desapareceu. O pai chegou subir ao palco, montado na quadra, para pedir ajuda das pessoas para localizar a filha. De acordo com a Polícia, a arma usada no crime, uma faca tipo peixeira, foi deixada no corpo da criança. Segundo informações da Polícia Civil, a possibilidade da menina ter sofrido abuso sexual foi preliminarmente descartada pelos exames.

O blog entrou em contato com o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora que informou que estava colaborando com as investigações da Polícia Civil, inclusive já repassando as imagens registradas no momento do evento. O colégio disse ainda que deve divulgar uma nota em breve, mas garantiu que o evento tinha vigilância.

Ladrões de ônibus fora de circulação

Do Diario de Pernambuco

Uma quadrilha envolvida em recentes assaltos nas linhas de ônibus que trafegam pelos bairros do Bongi, Várzea, Caxangá e Cidade Universitária e ainda pela Avenida Recife e BR-101, foi desarticulada nessa quinta-feira durante a Operação Viagem Livre. Dos seis suspeitos, quatro eram adolescentes com idades entre 12 e 17 anos, entre eles, dois irmãos. Segundo a polícia, os assaltos aconteciam há cerca de três meses. As prisões foram anunciadas ontem pelos delegados Edilson Alves e Joel Venâncio.

Foto: Thais Arruda/DP/D.A.Press

Edilson Alves e Joel Venâncio apresentaram caso. Foto: Thais Arruda/DP/D.A.Press

Após denúncias, os suspeitos adolescentes além Jeferson de Lima, 18 anos, e Wagner Ramos dos Santos, 20, foram encontrados pela polícia em suas casas, na comunidade da Horta, no bairro do Bongi. Com eles foram apreendidos 15 celulares, bolsas e uma lata de cola. Os adolescentes foram apreendidos por ato infracional por formação de quadrilha e já estão à disposição da Justiça. Os demais integrantes devem responder pelos crimes de roubo qualificado, formação de quadrilha e corrupção de menores de idade.

Na maioria dos casos, os assaltantes subiam e desciam dos veículos num ponto de ônibus localizado dentro da comunidade e faziam o assalto durante o percurso. “A quadrilha costumava entrar nos ônibus portando facas e facões. Os assaltos estavam se tornando tão frequentes que muitos estudantes da Universidade Federal de Pernambuco estavam preferindo pegar o metrô na Estação do Barro para evitar os assaltos nas linhas”, comentou Joel Venâncio, delegado da Várzea.

Segundo informações da polícia, foram solicitadas imagens internas dos ônibus que trafegavam pelo local, mas as empresas alegaram que as câmeras disponíveis não funcionavam. “As empresas não quiseram disponibilizar imagens dos assaltos alegando que as câmeras não filmaram as ações. Essas imagens nos ajudariam a identificar outros suspeitos e confirmar a identidade dos que já foram encontrados”, afirmou Venâncio. De acordo com o Urbana-PE, as câmeras instaladas nos ônibus estão em funcionamento, no entanto, o período de armazenamento é curto.

Homem é preso suspeito de mais de 20 estupros na Zona Sul

Do Diario de Pernambuco, por Larissa Rodrigues

O número de estupros em Pernambuco caiu 21% este ano em comparação com o ano passado. No entanto, mesmo com a redução, o estado amarga 1.149 casos de janeiro a julho de 2015. A Polícia Civil apresenta hoje um suspeito de abusar de pelo menos 21 mulheres na Zona Sul. Além de abusar das vítimas, ele também roubava seus celulares e fazia fotos delas após a violência ser consumada.

Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press

Mais de 1,100 casos foram registrados de janeiro a julho deste ano no estado. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press

Wilton Sérgio de Araújo Cavalcanti, 26 anos, foi preso por policiais da Delegacia de Boa Viagem. De acordo com o delegado Manoel Martins, chefe da seccional de Boa Viagem, o número de vítimas pode aumentar. Com Wilton Sérgio foram apreendidos 26 aparelhos de celular. “Temos, inclusive, um mapa com os lugares onde ele agia”, comentou Martins.

A profissão do suspeito, informada pela polícia, é contratante de caminhão de empresa de logística. Os investigadores não disseram quando e onde ele foi preso, mas informaram que o mandado de prisão foi cumprido por policiais coordenados pelo delegado Wagner Domingues.

Após ser recolhido à delegacia, Wilton Sérgio foi reconhecido como autor dos crimes por diversas vítimas que já estiveram no local. Além das provas que serão detalhadas hoje, em uma entrevista coletica, a polícia também utilizou exames de DNA para dar mais subsídios à investigação. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, os testes deram positivo para todas as vítimas que compareceram à delegacia desde a prisão de Wilton Sérgio.

Outro caso
Em cinco dias, esta será a segunda apresentação, pela polícia, de um suspeito de múltiplos estupros no Recife. Na sexta-feira, a Delegacia da Várzea anunciou a captura de Geraldo Vieira da Silva, 34 anos, que agia no bairro da Várzea, violentando estudantes universitárias.

Ele foi reconhecido por duas das vítimas, sendo a última delas uma aluna de 22 anos do curso de psicologia da UFPE. O crime ocorreu há oito dias, na Avenida General Polidoro, a principal da Cidade Universitária.

Geraldo também é acusado de abusar de uma estudante de farmácia de 21 anos da UFPE. O crime também teria ocorrido na mesma via. Os dois atos foram filmados por câmeras de segurança de empresas localizadas nas proximidades. As empresas forneceram as imagens à polícia, colaborando com a investigação. O delegado Joel Venâncio também espera que, com a divulgação, possam aparecer mais vítimas.

Assaltos assustam Porto de Galinhas

Moradores e turistas que frequentam Porto de Galinhas, no Litoral Sul, estão assustados com assaltos cometidos entre as 21h e as 23h, na PE-009, estrada de 5,5 km que liga à praia de Maracaípe. Segundo uma moradora, os criminosos interditam a via tocando fogo em pneus e abordam os veículos. O perigo chegou também à beira-mar. Um grupo de assaltantes vem roubando telefones celulares, carteiras e outros objetos de quem caminha à noite.

Foto: André Marins/DP/D.A Press

Crimes estão sendo praticados à noite na estrada que liga à Maracaípe. Foto: André Marins/DP/D.A Press

A delegada Angela Patrícia afirmou que embora não tenha recebido queixas, iniciou as investigações. “Soube de uma ocorrência na estrada no dia 11, mas as vítimas não compareceram à delegacia. Com isso nosso trabalho fica difícil. Apesar disso, já estamos em diligências para chegar à autoria”, disse a delegada. No horário da noite, a  Delegacia de Porto de Galinhas funciona apenas para o registro de queixas.

“Os assaltantes agem na hora que os moradores estão voltando para casa, após largarem do trabalho. Ainda há o movimento dos turistas que costumam sair à noite para conhecer os bares e restaurantes ou passear na praça”, acrescentou a moradora.

Porto de Galinhas faz parte da Área Integrada de Segurança 10, formada por 43 localidade de Ipojuca e Cabo. A Secretaria de Defesa Social informa que de janeiro a julho de 2014 foram 2.866 ocorrências de furtos na área, contra 1.485 no mesmo período de 2015. No primeiro semestre de 2014 foram 1.487 roubos, contra 1.866 este ano.
O 18º Batalhão da Polícia Militar informou que a segurança em Porto de Galinhas e Maracaípe é feita por viaturas, duplas de SegWay e motopatrulhamento.

Assalto à Carla Amorim será investigado pela Delegacia de Roubos e Furtos

A Delegacia de Repressão ao Roubo (antiga Roubos e Furtos) assume a partir desta segunda-feira as investigações do assalto à joalheria Carla Amorim, ocorrido na última quarta-feira. O delegado Mauro Cabral vai conduzir o inquérito que estava sendo apurado pela Delegacia de Boa Viagem. Segundo o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, delegado Antônio Barros, a mudança aconteceu para que uma delegacia especializada em roubos possa seguir com as investigações. “Tudo o que havia sido feito pela Delegacia de Boa Viagem vai ser repassado para a Delegacia de Roubos e Furtos”, ressaltou Barros.

Representante local de uma das principais grifes de joias do país, a loja Carla Amorim em Boa Viagem promoveu um almoço para lançar sua nova coleção, Romance, na quarta-feira da semana passada. Menos de 24 horas depois, o estabelecimento foi invadido por oito ladrões, que levaram todas as joias da loja, segundo funcionários, além de pertences pessoais de vendedores e clientes, que chegaram a ser feitos reféns.

Imagens do circuito de segurança ajudarão a polícia na investigação. A investida criminosa ocorreu por volta das 11h do dia 13, quando um homem vestido com a farda dos Correios chegou à frente da loja – situada na esquina da Avenida Conselheiro Aguiar com a Rua Tenente João Cícero – e disse que tinha uma entrega para fazer. Os funcionários abriram a porta e os outros criminosos chegaram armados e entraram. Numa ação rápida, levaram ainda pertences das vítimas.

Um funcionário foi agredido por um dos criminosos com um tapa, porque teria olhado para eles enquanto o grupo recolhia os pertences. Os assaltantes fugiram em dois carros e numa moto.

Até esta segunda-feira, nenhum suspeito foi detido. O estabelecimento não revelou o valor do prejuízo. Na loja online constam da nova coleção brincos de R$ 12 mil e anéis de R$ 15 mil. Das coleções antigas, há disponíveis pingentes de R$ 2,8 mil, pulseiras de R$ 7,9 mil e anéis de R$ 12 mil.

Quando o dilema bate à porta

Por Flávio Tau, delegado da Polícia Civil de Pernambuco

Quem protege o cidadão?

A cena é comum: uma pessoa é trazida até a delegacia pela polícia militar ou mesmo por populares. Os que prenderam dizem que o criminoso é exatamente aquele e narram sua história. Quem é preso, no entanto, jura de pés juntos que nada fez e desafia o efetivo da polícia civil dizendo: “Vão até lá! Façam uma diligência que vocês verão que eu não tenho nada com isso.”

Quem tem razão? Quem trouxe o preso e diz que ele é o criminoso? Ou o preso que diz que não tem culpa alguma e pede para que a Polícia Civil vá até o local e investigue antes de o delegado mandar recolhê-lo ao Cotel.

De fato, o clamor do preso é compreensivo pois se a vida é o bem mais precioso de um ser humano, a liberdade trata-se do segundo bem mais precioso e não é justo que um cidadão seja encarcerado sem ao menos alguma investigação isenta. Havendo dúvidas, deve a polícia civil proceder uma investigação sumária, no local, para dirimir qualquer  dúvida, antes de ceifar-se a liberdade de alguém.

Infelizmente, na prática, a teoria é outra. Em virtude de uma política voltada para fazer o máximo com o mínimo de recursos, a Polícia Civil vem sendo sucateada, como alardeiam os jornais locais e as entidades de classe. Ou seja: a averiguação prévia da veracidade dos fatos apresentados foi considerada supérflua para o Estado e sujeita a cortes orçamentários.

Em outras palavras, o Estado não achou necessário que uma delegacia de polícia tivesse um efetivo que garantisse ao cidadão comum um mínimo de garantias antes de seu encarceramento. Ou seja, não se pode atender ao mero pedido para ir ao local verificar quem estaria mentindo porque simplesmente não há efetivo e condições mínimas para isso. 

Hoje, nas delegacias,  temos que confiar cegamente na palavra de quem traz a ocorrência policial. Temos que acreditar que o condutor da ocorrência e as testemunhas estão dizendo a verdade e o conduzido é de fato culpado. Como se pessoas não mentissem, como se não houvesse interesses escusos, como se o ser humano fosse absolutamente confiável. Como se não houvesse premiação com folgas pela prisão de pessoas.

É preciso entender que a Polícia Civil funciona como um sistema de freios e contrapesos garantista para o cidadão. E como garantia ao cidadão,  é preciso reinvestir na Polícia Civil e retirá-la  do caos em que ela se encontra. 

Afinal, é a Polícia Civil que, de forma isenta, precisa apurar os fatos trazidos até ela e, ao final, com base nas investigações realizadas, deve o  delegado de polícia mandar prender ou ordenar a soltura do conduzido, sempre pautado nas garantias e direitos fundamentais de um Estado Democrático de Direito.

Sim, porque é importante ter sempre em mente que a função da polícia civil não é prender nem soltar ninguém, mas meramente e simplesmente promover a justiça naquele primeiro momento.  E se prender um bandido é algo necessário, garantir que o injustamente acusado seja posto em liberdade é imprescindível.

A prisão de um ser humano meramente pelo depoimento dos responsáveis pela prisão, sem a possibilidade de esclarecer dúvidas pode diminuir os custos e tornar as prisões mais rápidas.  Aliás, já tivemos na história vários exemplo de como é fácil prender pessoas. Basta  querer. Foi assim em 1964 e na Alemanha nazista.

Resta a pergunta: é o que queremos?

Arrombamentos de residências assustam moradores de Casa Amarela

Em pouco mais de um mês, pelo menos oito residências foram arrombadas e invadidas por criminosos nas proximidades da Praça do Trabalho, no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife. Em todos os casos, os ladrões fugiram levando objetos das residências, e o que é mais curioso: entraram e saíram dos imóveis sem serem percebidos pelos moradores, que estavam dormindo. Os casos estão sendo investigados pela Delegacia de Casa Amarela.

Moradores da Rua Fernando de Souza Caeté, em Casa Amarela, sofrem com arrombamentos e assaltos (BLENDA SOUTO MAIOR/DP/D.A PRESS)

As constantes ocorrências levaram a população a se precaver contra novas investidas. Reforços nos cadeados e até correntes estão sendo usadas nas grades e portas para tentar impedir as invasões. “Não estamos mais conseguindo dormir. As pessoas estão aterrorizadas. Qualquer barulho que a gente escuta durante a madrugada é motivo para pânico. Na minha casa mesmo os ladrões entraram quando eu e minhas três filhas estávamos dormindo”, conta a dona de casa Helen Mary Ohara, 48 anos. Moradora do local há 16 naos, Helen afirma nunca ter visto nada parecido nas proximidades.

“Há muito tempo, havia alguns problemas na praça, mas a polícia resolveu a situação. Agora os arrombamentos estão assustando. Da minha casa levaram uma TV 42 polegadas, um relógio da minha filha e R$ 800 e até um desodorante que estava na mesa. Só percebi o roubo quando acordei. Agora providenciei reforço nas grades”, diz Helen, que procurou a polícia no dia do roubo.

Alessandra teve notebook e outros objetos roubados (BLENDA SOUTO MAIOR/DP/D.A PRESS)

Na Rua Fernando de Souza Caeté existe uma escola onde há câmeras de monitoramento apontando para a rua. Mesmo assim, os criminosos não se intimidam. “Ninguém pode mais ficar brincando na rua. A situação está feia por aqui”, disse uma adolescente que preferiu não revelar o nome. A contadora Alessandra Albuquerque, 42, também ainda não se recuperou do susto. Quando o seu marido acordou para ir à academia de musculação percebeu que a televisão da sala e uma bicicleta que ficava no terraço não estavam mais em casa.

“Foi um desespero. Minha preocupação maior foi com meus dois filhos que também estavam dormindo quando invadiram a casa.” Em alguns imóveis, os criminosos lancharam e roubaram comida.

Dois suspeitos já foram detidos pela polícia

As denúncias de arrombamentos de casas nas proximidades da Praça do Trabalho começaram a ser investigadas no mês passado. Segundo o delegado Paulo Berenguer, titular da Delegacia de Casa Amarela, dois suspeitos já foram presos e autuados em flagrante por suspeita de envolvimento nos roubos a residências e ainda em assaltos a transeuntes. Um terceiro suspeito já foi identificado.

“Esses casos foram registrados em nossa delegacia e duas pessoas já foram presas no mês passado, em flagrante. Sabemos quem é a terceira pessoa que estava atuando e que ele e o comparsa agiam em uma moto de cor vermelha. Outro homem foi preso sozinho”, detalha o delegado Paulo Berenguer. Segundo a polícia, em geral, as peças mais cobiçadas são aparelhos de televisão e de som. “Eles costumam trocar os produtos furtados por crack”, afirma Berenguer.

Apesar das constantes ocorrências, o delegado ressaltou que nos últimos dois anos a circunscrição da sua delegacia, que abrange oito bairros, teve uma redução de quase 30% nos Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs) e de 75% no número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs). A Polícia Militar de Pernambuco informou que o comando do 11º BPM tem conhecimento das denúncias e que está trabalhando junto à Polícia Civil na identificação dos suspeitos.

A PM informou que o policiamento é feito por uma viatura da Patrulha do Bairro e que o batalhão está à disposição da comunidade pelo telefone 3183-5474. A assessoria de imprensa da PM ressaltou ainda a importância das queixas pelo número 190 e da formalização dos casos nas delegacias da Polícia Civil.

Proposta permite criação de delegacia de defesa do torcedor

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6910/13, do deputado Major Fábio (Pros-PB), que permite aos estados e ao Distrito Federal criar delegacias de defesa do torcedor.

Pela proposta, que inclui a permissão no Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/03), essas delegacias podem ser fixas ou móveis, para atuar na repressão de crimes em locais de competição esportiva e no entorno.

O deputado cita as brigas entre torcidas organizadas, os roubos e os furtos de veículos e de outros pertences dos torcedores como justificativas para a medida. Major Fábio acredita que o projeto dará “aos cidadãos frequentadores desses eventos mais segurança e bem estar”.

Da Agência Câmara